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Utentes da Carris contra redução de carreiras

"A luta continua" para os utentes da Carris que, ontem, entregaram um abaixo-assinado com mais de oito mil assinaturas ao chefe de gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) contra a supressão, redução de trajectos e alteração de circuitos de várias carreiras da empresa pública de transportes. Os representantes do movimento apontam o dedo à Carris e ao Governo pela concretização da "famigerada" Rede 7, no âmbito da qual foram feitas as alterações, acusando-os de "isolarem cada vez mais as populações" de zonas como Alfama, Olivais, Campolide, Estrada de Benfica e Bairro da Boavista. "Locais onde residem muitos idosos" salientou Paulo Amaral, da Comissão de Utentes, de Alfama. No fundo, prosseguiu, "eles querem substituir os transportes à superfície pelo metro".
Ana Fonseca in Jornal de Noticias

E se os utentes tiverem dificuldades de locomoção (pois a distancia desde as estações do metro e da Carris, em Alfama, distam cerca de 6oo metros), ou Clautrofobia?
Não pode um meio de transporte substituir outro. Qualquer dia iamos ver a Carris a tirar estações e linhas quando descobrisse que os habitantes da zona tinham todos viatura automóvel.

Transportes Públicos


Foi inaugurado, no dia 19 de Dezembro, duas novas estações de Metropolitano (linha azul). As estações de Terreiro do Paço e Santa Apolónia. No entanto foram suprimidas 3 linhas da Carris. Parece que o metro é suficiente para transportar as pessoas para Alfama.

No entanto, ao sair nas estações novas do Metro reparei que as saídas mais próximas da estação da carris da Av. Infante D. Henrique distam entre 540 e 600 metros de distancia.

Talvez os responsáveis da carris achem que é uma boa forma de os habitantes de Alfama fazerem exercício. Mas, esquecem que Alfama é um bairro de pessoas idosas, que nunca tiveram viaturas próprias e por isso vão ter de fazer este sacrifício adicional para poderem-se deslocar pela cidade, ou, em alternativa, ficarem no bairro isolados do resto da cidade.

Um medida que deveria ter sido bem recebida, vem dar razão aos que são contras novidades na nossa sociedade.

Meus senhores da Carris, este meio de transporte não pode ser superado pelas novas estações do metro. Pelo contrário, devia ser uma alternativa e fazer concorrência ao Metropolitano. Só assim, poderiam fazer desaparecer (a longo prazo) a dependência que os lisboetas têm do seu veiculo automóvel.

Esta cidade não de deixa de surpreender, pela negativa.

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