Alfama

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Obras em Alfama

Noticia do Expresso do dia 10 de Novembro de 2007

"Nas vésperas da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa garantiu que, caso fosse eleito, esticaria ao limite as finanças da autarquia de forma a arranjar 6,8 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que se encontravam suspensas por falta de pagamento. Cem dias passados só arrancaram três obras e outras quatro avançam nos próximos dias. Onze continuarão paradas por falência do empreiteiro ou rescisão dos contratos, o que exige a abertura de novos concursos públicos.
Até ao momento foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego). Segunda-feira a Edifer retoma uma das maiores e mais antigas obras de Alfama, na Rua de S. Pedro, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade - as peixeiras mudaram-se - devido aos tapumes. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a câmara já regularizou os pagamentos à construtora Soares da Costa e os trabalhadores regressam em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.
Uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa de 1,5 milhões de euros levou à falência da construtora Pavia e à consequente impossibilidade de reiniciar cinco empreitadas: a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos) e da Alameda da Linha de Torres (Lumiar), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).
Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco. Por fim, na Mouraria, a obra de conservação de vários edifícios continuará parada."
Sobre isto tenho a seguinte opinião:
Existem, em Lisboa e em Alfama, concretamente, obras paradas há vários anos que colocaram os habitantes dos bairros em locais distantes, Sendo um acréscimo de despesas para a Câmara Municipal de Lisboa, que paga a diferença das rendas pagas pelos arrendatários no momento que foram deslocadas e a renda que os actuais senhorios exigem.
Não são só estas as obras, supra referidas, que existem em Alfama. Desde logo as obras na Rua da Adiça, na Rua Norberto Araújo, com descobertas arqueológicas que poderão impedir de alguma habitantes de voltar. Das obras no Largo do Chafariz de Dentro que pela enézima vez foi descoberto resquícios da Muralha Fernandina que o IPPAR mandou suspender as obras e onde a falta de comunicação dos serviços da câmara faz espantar o mais sensato dos munícipes. Como pode a C.M. Lisboa não ter conhecimento da existência da Muralha se foi o município que colocou calçada diferente para mostrar onde passa a muralha?
Coisas estranhas que só nos podem surpreender.

Arco escuro

Beco do Arco Escuro é hoje um arco de volta abatida com dois metros e meio de largo, e abre-se a partir da rua dos Bacalhoeiros pelo lado norte. Passando um pequeno troço da rua das Canastras e a Travessa de Santo António chega-se ao largo da Sé.
Para alguns autores este lugar seria o antigo postigo da rua das Canastras, aberto na muralha depois da reconquista, e que serviria mais para serventia do que para defesa.
Para outros autores dizem que neste lugar terá existido a Porta do Mar, pois por ali entrava o mar aquando da maré-cheia.
Um facto é indesmentível, depois da reconquista e com o desenvolvimento da cidade as portas tornaram-se inúteis, mudaram-se em arcos. Passou-se da porta medieva para o arco, de fins guerreiros para fins pacíficos e urbanos. O crescimento da cidade e a conquista da cidade ao Rio Tejo, veio tornar a muralha prejudicial ao movimento da cidade com o rio.
Sabemos pela carta do Cruzado Osberto de Bawdsey que o último assalto à cidade se fez a partir desta zona, e a cidade foi conquistada ao fim de 17 angustiosas semanas.

Largo do Chafariz de Dentro




O Largo do Chafariz de dentro foi construído no SEC. XIII, junto à praia. Foi durante muitos séculos o Rossio do arrabalde ocidental de Lisboa conhecido como Alfama.

O Largo tem este nome por se encontrar dentro da muralha Fernandina e existir outro chafariz que ficava do lado de fora da muralha, conhecido por chafariz da Praia. Tal pode ver-se através da diferença de calçado que está no largo do chafariz de dentro que para quem observar repara que existe uma diferença entre a calçada normal e umas pedras que mostra o local onde estava a muralha. Tal colocação de pedras difrentes foi uma situação recente depois de se descobrir que existia resquicios da muralha nesse local.

Por outro lado, existe um prédio, vejam a fotografia seguinte:
As escadas para o prédio são por detrás e conforme se nota pelo telhado são de seguida. Acresce que foram feitas fora do prédio.

Isto demonstra que se aproveitou as escadas que davam acesso à muralha, para um prédio quando a mesma deixou de ter utilidade e foi mandada a baixo.

O Chafariz chamava-se de dentro pois existia junto ao actual museu do fado outro chafariz, fora da muralha, denominado Chafariz da Praia. Conforme imagem que junto

O chafariz também foi e é chamado de tanque do cavalos. Tal existe por duas razões, devido ao tanque que tem no meio para dar de bebida aos animais. Na grande maioria cavalos, mulas e vacas e porque, quando foi feito, as bicas de agua tinhas cabeças de cavalos em bronze.
Alfama, do árabe Al-hama, teve durante muito séculos muitas fontes, tanto mais que quando se instalou a estação elevatória era para recolher a água das fontes que existiam, e ainda existem (apesar de estarem fechadas), em Alfama.

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