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Miradouro de Santa Luzia

Uma Noticia do Jornal de Noticias da jornalista Gina Pereira diz o seguinte:

Miradouro de Santa Luzia transformado em estaleiro
Duas turistas alemães de visita a Lisboa olham incrédulas para o guia da cidade. "Estamos no sítio certo?", perguntam, mostrando a bonita fotografia do miradouro de Santa Luzia, reproduzida no livro, que em nada condiz com a imagem degradada, suja e pouco cuidada do espaço que têm diante dos olhos. Ponto de paragem obrigatória para quem visita a zona do Castelo, e agora de romaria graças aos Santos Populares, o miradouro está parcialmente vedado, sujo e transformado num estaleiro de apoio às obras que decorrem no bairro de Alfama.
Richard Weiss, norte-americano, chegou há menos de um dia a Lisboa e já se delicia a caminhar pelas ruelas da cidade histórica. No miradouro, parou para apreciar a vista do Tejo e deparou-se com o estaleiro e garrafas e latas de cerveja espalhadas pelo chão. "É feio. Não gosto!", dizia, ao JN, embora compreenda que as obras precisem de ocupar temporariamente o espaço. "Só que em Portugal o temporário às vezes torna-se permanente", dizia, rindo, e mostrando já ter sido informado dos hábitos lusos.Francisco Maia, presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, explica que o estaleiro e a grua na parte superior do jardim, junto à igreja da Cruz de Malta, foram instalados no final de 2005, para apoiar a construção de um edifício na Rua Norberto Lopes. Não se sabe quando estará pronta, pelo que é incerto dizer quando irá desaparecer o estaleiro.
Contudo, segundo o autarca, o abandono e a falta de manutenção do jardim - denunciados pelos comerciantes e visíveis no lixo e nas ervas que invadiram os canteiros - não são recentes. Segundo Francisco Maia, no anterior mandato, a Câmara de Lisboa decidiu adjudicar a limpeza e manutenção do espaço a uma empresa privada e o cenário tem piorado. O lago está vazio, devido a infiltrações, e da fonte não jorra um pingo. Serve só como caixote de lixo.
Há cerca de 15 dias, o presidente da Junta foi informado da existência de um estudo prévio, elaborado pela Câmara, para a requalificação do miradouro. Embora não concorde com tudo - o estudo foi chumbado pela Assembleia de Freguesia - aplaude a decisão de fazer algo por "um dos miradouros mais bonitos de Lisboa". Devido à insegurança - e ao facto de serem arremessadas dali garrafas e pedras para o casario - a zona será vedada ao público esta noite, quando o espaço é invadido por milhares de foliões."
Acresce que por falta de pagamento o estaleiro foi retirado deixando ao olhos de todos um jardim sem cuidado e os azulejos partidos, estalados e maltratados.
Já existe por parte da Câmara Municipal de Lisboa um projecto para o Miradouro. No entanto, e de acordo com o pedido do vereador José Sá Fernandes tal projecto deve começar quanto antes.
Como tudo feito no nosso país, nada foi apresentado à população do Bairro e de Lisboa. Por muito que nós possamos considerar a urgência de fazer algo por um dos Miradouros mais bonitos de Lisboa, é necessário, a priori, saber o que se pretende fazer e ouvir a opinião dos Lisboetas.
A democracia não pode ser só votar nas eleições mas ouvir o povo para, igualmente, responsabilizá-los pelas decisões tomadas.

Cais do jardim do Tabaco II

Andei a fazer pesquisa na Internet e apenas desobri esta informação
"A primeira fase da empreitada de reabilitação e reforço do cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, no valor de 14 milhões de euros, já arrancou e está a cargo do consórcio composto pela Seth e pela Somague Engenharia.A assinatura do auto de consignação da obra teve lugar na semana passada e contou com a presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que, na ocasião, afirmou que esta empreitada assenta em três objectivos fundamentais:
  1. Melhorar as condições de recepção de navios de cruzeiro;
  2. Permitir a reorganização espacial do porto de Lisboa, "disponibilizando a área dos actuais terminais de Alcântara e Rocha do Conde d´Óbidos para a operação de contentores";
  3. Melhorar a integração urbana, "concentrando os navios de cruzeiros numa zona nobre da cidade".

A construção do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia está dividida em três fases e representa um investimento global de 45 milhões de euros, que conta com uma comparticipação comunitária de 40 por cento. Trabalhos a realizar. Esta primeira empreitada diz respeito aos trabalhos de reabilitação do actual cais entre o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e a Doca da Marinha, bem como à construção de uma nova estrutura avançada, permitindo maiores fundos, adequados à acostagem dos actuais navios de cruzeiros. O novo cais acostável terá na sua frente de rio o coroamento à cota +5,70 m(ZH), garantindo uma solução de continuidade a partir do actual cais de Santa Apolónia ao qual ficará ligado quando a obra estiver concluída. Desta forma, os trabalhos da empreitada implicam a dragagem geral da bacia de manobra e estacionamento, o melhoramento dos solos de fundação mediante a execução de colunas de brita, bem como a reconstrução dos prismas de enrocamento e dos aterros no tardoz do cais existente, o reforço do maciço da superstrutura do cais existente com execução de pregagens e selagem de fendas, bem como a execução dos maciços de encabeçamento das estacas, colocação das pré-vigas, montagem das pré-lajes e betonagem complementar. Com um prazo de execução de 12 meses, a empreitada inclui ainda a construção de um novo cais do tipo estacada de betão armado, com 200 m de comprimento e largura variável entre os 33 e os 46 m. Os trabalhos de infra-estruturas técnicas e apetrechamentos dos cais compreendem a execução das redes de abastecimento de água, electricidade e drenagem de águas pluviais, bem como a ligação às águas existentes. Numa fase posterior serão construídas uma nova gare marítima, uma unidade hoteleira, um espaço comercial e silos para estacionamento de automóveis. Toda a envolvente da gare marítima será requalificada e serão criadas novas acessibilidades viárias e pedonais."

Aparentemente não parece nada de muito grave. No entanto nos ultimo parágrafo á algo que poderá ser prejudicial para o bairro.
Uma unidade hoteleira e um espaço comercial - tal poderá ser algo muito mau. Vejamos:
Qual a necessidade de construir um hotel ao pé do rio. Desde logo, as pessoas que vêm nos cruzeiros têm onde dormir e se quiserem dormir noutro sitio, não seria melhor deixá-los conhecer a cidade. Não existe qualquer necessidade de os afastar dó centro da cidade.
O mesmo se pode dizer em relação ao espaço comercial. Não me importa que se coloque algumas lojas de lembranças. Coisas que os turistas se lembram antes de embarcar. Mas não concordo com um centro comercial. Pois, tal situação iria afastar as pessoas do centro da cidade e não iria abrir a cidade ao rio.
Em relação a esta ultima pareet á mais uma situação que me preocupa. Com tanta construção não me parece normal que se crie novas acessibilidades viarias e pedonais. com tanta construção parece que mais uma veez vão tirar o rio ao Bairro. Espero não ter razão.

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