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Debate sobre o Terminal de Cruzeiro








Fui ver à Internet e sobre este debate, que assisti, vi estas noticias:

In Expresso Online / Lusa (28/9/2007)


«O jornalista Miguel Sousa Tavares qualificou quinta-feira a Administração do Porto de Lisboa (APL) de "associação de malfeitores" durante um debate sobre a construção do novo terminal de cruzeiros, obra promovida por aquela entidade. Lisboa, 28 Set (Lusa) - O jornalista Miguel Sousa Tavares qualificou quinta-feira a Administração do Porto de Lisboa (APL) de "associação de malfeitores" durante um debate sobre a construção do novo terminal de cruzeiros, obra promovida por aquela entidade."Ao contrário de pessoas que dizem que a Administração do Porto de Lisboa tem coisas positivas, eu acho que é uma associação de malfeitores", afirmou Miguel Sousa Tavares no debate promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama.Segundo Sousa Tavares, "não é por acaso" que APL, tutelada pelo Ministério das Obras Públicas não se fez representar no debate sobre o terminal, uma obra que envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento."É um inimigo público da cidade", acusou Sousa Tavares, referindo-se a construções autorizadas por aquela entidade, tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da capital.O jornalista desafiou o advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha, e esteve no debate, a modificar as relações da APL com a cidade."Está numa situação invejável porque não tem nada a perder, não quer o lugar e tem uma oportunidade única de fazer obra", afirmou dirigindo-se a Júdice."Exija poder de facto sobre a Administração do Porto de Lisboa, poder de suspensão sobre o que está em causa", incitou. José Miguel Júdice recusou contudo esclarecer que papel poderá desempenhar na reabilitação da frente ribeirinha."Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo", advertiu no início do debate que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.O ex-presidente e actual vereador independente Carmona Rodrigues afirmou quarta-feira, na reunião do executivo municipal, que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Júdice a o vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes (BE), manifestaram-se "descansados" durante o debate sobre o terminal de cruzeiros em que a obra não se construa de acordo com o projecto original.A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal, uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL.O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui "uma má solução".A secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse na quinta-feira à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas".Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou que "neste momento" apenas está a ser feito o terminal em si, e que apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da Câmara Municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem a "uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas" relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja "uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa".ACL/AV.Lusa/Fim»


In Sol Online /Lusa (28/9/2007)


«O vereador lisboeta Sá Fernandes (BE) e o advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha, manifestaram-se hoje «descansados» em que o terminal de cruzeiros não se construa de acordo com o projecto originalO terminal de cruzeiros, em Santa Apolónia, é uma obra da Adminstração do Porto de Lisboa (APL), que envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento, com conclusão prevista para 2010.«Quando fiz o acordo político com o PS houve uma coisa que ficou estabelecida: que isto não se iria fazer. Portanto, estou descansado», disse José Sá Fernandes durante um debate sobre o projecto, promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama. A APL não se fez representar, apesar de convidada.O vereador, que firmou um acordo pós-eleitoral com o PS na Câmara, garantiu que ainda «não se está a construir nenhum edifício, apenas a estrutura para ancoragem dos barcos».O advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar três sociedades para a reabilitação da frente Tejo, corroborou as afirmações de Sá Fernandes."Podemos estar descansados. Acho que sim, que podemos estar descansados", afirmou o ex-bastonário da Ordem dos Advogados.Júdice escusou-se a revelar os motivos que o levam a estar «descansado», adiantando que «há uma conjuntura propícia» e que «os astros estão favoráveis» a que o projecto não se concretize como previsto, até porque, disse, «não há inércia da Câmara».O advogado recusou igualmente esclarecer que papel desempenhará na reabilitação da frente ribeirinha. «Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo», advertiu no início do debate que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.O ex-presidente e actual vereador independente, Carmona Rodrigues, afirmou na quarta-feira, na reunião do executivo municipal, que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Na reunião do executivo municipal de quarta-feira foi aprovada, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros, uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da cidade.O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui «uma má solução». Apesar de adiantar poucos pormenores sobre a sua posição acerca do terminal de cruzeiros, José Miguel Júdice afirmou que «é um exemplo de escola, é paradigmático».«Não me peçam para dizer mais», acrescentou. Júdice acabou ainda por afirmar que «um porto pode até ser uma coisa bonita» e que «Lisboa precisa de um porto e também precisa de um terminal de cruzeiros».«Poderá ser útil a todos nós. A questão é onde precisa Lisboa de ter um terminal de cruzeiros», afirmou. Quanto às funções de coordenação da reabilitação da frente ribeirinha, o advogado adiantou que «se isso acontecer» procurará que no final do projecto o cargo não o «envergonhe».Em causa está a constituição de três sociedades para a reabilitação de outras tantas áreas da frente Tejo: uma no âmbito do projecto de recuperação da Baixa Chiado para a recuperação do troço entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, outra para a zona de Belém e outra para a zona de Pedrouços.Segundo o presidente da Câmara, foi neste sentido que encontrou, quanto tomou posse a 1 de Agosto, correspondência entre a autarquia e o Ministério do Ambiente, afirmando discordar nomeadamente do projecto para Pedrouços, em que a Câmara de Oeiras também estará envolvida, devido à densidade da construção envolvida.«Antes de haver quaisquer sociedades, quem vai planear e autorizar planeamento é a Câmara de Lisboa», referiu por seu turno Sá Fernandes durante o debate sobre o terminal de cruzeiros.Presentes no debate, a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta e o vereador comunista Ruben de Carvalho reiteraram a sua oposição ao projecto.Helena Roseta condenou igualmente que a reabilitação da frente ribeirinha fosse concretizada sem que o Governo colocasse o projecto em «discussão pública».Ruben de Carvalho afirmou não partilhar da "tranquilidade" de José Miguel Júdice e de José Sá Fernandes quanto a não concretização do terminal de cruzeiros, questionado a "firmeza" da maioria PS/BE na autarquia para enfrentar a APL.A secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse quinta-feira à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas".Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou à que «neste momento» apenas está a ser feito o terminal em si, e que apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da Câmara Municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem a «uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas» relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja «uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa».Lusa/SOL»


Lisboa: Júdice e Sá Fernandes confiantes na alteração do projecto para terminal de cruzeiros 28.09.2007 - 11h00 Lusa, PUBLICO.PT

O vereador da câmara de Lisboa José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) e o advogado José Miguel Júdice (que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha da cidade) manifestaram-se ontem à noite "descansados" porque acreditam que o terminal de cruzeiros projectado para a zona de Santa Apolónia e Alfama não será construído de acordo com o projecto original.
A obra, da responsabilidade da Adminstração do Porto de Lisboa, envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e 600 metros de comprimento, com conclusão prevista para 2010."Quando fiz o acordo político com o PS houve uma coisa que ficou estabelecida: que isto não se iria fazer. Portanto, estou descansado", disse José Sá Fernandes durante um debate sobre o projecto, ontem à noite, promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama. A APL não se fez representar, apesar de ter sido convidada.O vereador — que firmou um acordo pós-eleitoral com o PS na câmara — garantiu que "não se está a construir nenhum edifício, apenas a estrutura para ancoragem dos barcos". O advogado José Miguel Júdice — que poderá vir a coordenar três sociedades para a reabilitação da frente Tejo — corroborou as afirmações de Sá Fernandes. "Podemos estar descansados. Acho que sim, que podemos estar descansados", afirmou o ex-bastonário da Ordem dos Advogados. No entanto, Júdice escusou-se a revelar os motivos que o levam a estar "descansado", adiantando apenas que "há uma conjuntura propícia" e que, em tom irónico, "os astros estão favoráveis" a que o projecto não se concretize como previsto, até porque, disse, "não há inércia da câmara". O advogado recusou-se igualmente a esclarecer que papel desempenhará na reabilitação da frente ribeirinha. "Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo", advertiu no início do debate, que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.Na quarta-feira, na reunião do executivo municipal, o ex-presidente e actual vereador independente, Carmona Rodrigues, afirmou que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Na reunião do executivo municipal de quarta-feira foi aprovada, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros — uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da cidade. O presidente da câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui "uma má solução".Apesar de adiantar poucos pormenores sobre a sua posição acerca do terminal de cruzeiros, José Miguel Júdice afirmou que "é um exemplo de escola, é paradigmático". "Não me peçam para dizer mais", acrescentou.Júdice: Lisboa precisa de um porto e de um terminal de cruzeirosJúdice acabou ainda por afirmar que "um porto pode até ser uma coisa bonita" e que "Lisboa precisa de um porto e também precisa de um terminal de cruzeiros". "Poderá ser útil a todos nós", afirmou. "A questão é onde precisa Lisboa de ter um terminal de cruzeiros", salientou.Quanto às funções de coordenação da reabilitação da frente ribeirinha, o advogado adiantou que "se isso acontecer" procurará que no final do projecto o cargo não o "envergonhe".Sociedades para planear reabilitaçãoEntretanto está na calha a constituição de três sociedades para a reabilitação de outras tantas áreas da frente Tejo: uma no âmbito do projecto de recuperação da Baixa Chiado para a recuperação do troço entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia; outra para a zona de Belém; e outra para a zona de Pedrouços. Segundo o presidente da câmara, foi neste sentido que encontrou, quando tomou posse, a 1 de Agosto, correspondência entre a autarquia e o Ministério do Ambiente, afirmando discordar nomeadamente do projecto para Pedrouços — em que a câmara de Oeiras também estará envolvida — devido à densidade da construção envolvida."Antes de haver quaisquer sociedades, quem vai planear e autorizar planeamento é a Câmara de Lisboa", referiu por seu turno Sá Fernandes durante o debate de ontem.Também presentes na discussão, a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta, e o vereador comunista Ruben de Carvalho reiteraram a sua oposição ao projecto. Helena Roseta condenou igualmente que a reabilitação da frente ribeirinha fosse concretizada sem que o Governo colocasse o projecto em discussão pública.Ruben de Carvalho afirmou não partilhar da "tranquilidade" de José Miguel Júdice e de José Sá Fernandes quanto à não concretização do terminal de cruzeiros, questionado "a firmeza" da "maioria PS/BE" na autarquia para enfrentar a APL.Secretária de Estado prometeu respeitar regras urbanísticasOntem, a secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas". Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou que "neste momento" apenas está a ser feito o terminal em si e que, apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da câmara municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem "a uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas" relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja "uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa".

Câmara de Lisboa contesta terminal de cruzeiros e exige ser ouvida pela APL
27.09.2007, Inês Boaventura - Público


Três é o número de sociedades propostas pelo Governo para intervir nas áreas da baixa, Belém e Pedrouços a A Câmara Municipal de Lisboa aprovou ontem, por maioria, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e o facto de esta obra, da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APL), estar a ser desenvolvida sem que o município tenha sido ouvido sobre o assunto. A moção, que foi aprovada com a abstenção dos vereadores do PSD, resultou da fusão de uma proposta do vereador José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, com uma proposta dos vereadores da lista Lisboa com Carmona. Na moção defende-se que o terminal de cruzeiros interfere no "acesso e fruição da frente ribeirinha" e atenta contra "o sistema de vistas de e para o Tejo". A Câmara de Lisboa decidiu contestar a construção do terminal de cruzeiros junto da APL e do Governo e exigir a este último que o município passe a ser "parte na discussão e aprovação de qualquer projecto para a zona em causa". A moção aprovada manifesta ainda "o profundo desagrado e indignação pelo facto de estar a ser feito um projecto desta envergadura e impacto sem que o município tenha sido ouvido", descontentamento que se estende à "forma de diálogo que a APL tem estabelecido" com a autarquia. O presidente da Câmara de Lisboa considerou que o projecto que está a ser desenvolvido pela APL "é uma má solução", sublinhando que aquela entidade "não está dispensada de dar informação ao município". António Costa revelou ainda que em Abril de 2007 o ministro do Ambiente propôs à autarquia a constituição de três sociedades para intervir nas áreas da Baixa-Chiado, de Belém e de Pedrouços, proposta que acrescentou não merecer a sua concordância e estar a ser negociada com o Governo. As mais duras críticas à APL vieram do ex-presidente Carmona Rodrigues, que a acusou de "falta de respeito institucional, transparência e rigor na utilização do erário público", e do vereador Pedro Feist, que afirmou que aquela entidade "persiste em fazer o que não lhe compete", vivendo "de costas viradas" para a CML. A pedido da vereadora Helena Roseta, António Costa vai agendar uma reunião extraordinária destinada a debater a frente ribeirinha e a relação entra a autarquia e a APL."


Como resumo do debate aceito que os jornalistas tenham mais capacidade do que eu para o fazer, mas houve duas coisas que não podem ser deitadas fora e que devem ser ditas:

A primeira é o espírito paternalista que eu ouvi do vereador José Sá Fernandes quando disse “Eu não estou preocupado” – como que se estivesse tudo resolvido e que o muro de 600 metros não vai ser feito. Porque, segundo ele, só aceitou ser vereador com pasta e fazer um acordo com a Câmara Municipal porque uma das cláusulas era de que o terminal não vai ser construído. Tal leva-me a pensar em várias coisas:
1 - A C.M. Lisboa não é a entidade competente sobre o Porto de Lisboa, pois as obras de alargamento já começaram e nada foi informado à C.M. Lisboa. Aceesce que, segundo a lei, a APL não necessita de autorização da C.M. Lisboa se a obra for para actividades portuárias. Assim, a APL faz um terminal euq, por acaso, tem um centro comercial e é um atentado à cidde.
2 - Um acordo politico não é um acto com força jurídica, sendo possível aceitar uma coisa e fazer outra. O que poderá acontecer é que o vereador Sá Fernandes se se sentir enganado demite-se (e deixa de receber o ordenado de vereador com pasta). Mas o terminal fica construído. E a cidade mais pobre.
3 - Parece que o acordo é só para impedir de construir coisas e não para dar uma melhor solução a espaços urbanos vazios e sem utilidade. Porque se posso não concordar com o terminal como foi apresentado, não concordo igualmente em deixá-lo abandonado. Algo deve ser feito par Alfama e para a cidade.
4 - Por ultimo, se fez um acordo entre o executivo e o vereador Sá Fernandes, devem os cidadãos de Lisboa saber quais as cláusulas que estão estabelecidas, para ver se são para defesa de Lisboa.

A segunda coisa que me impressionou, foi o facto de que a população de Alfama nada ligou ao debate, mesmo os comerciantes. Como que não pudéssemos fazer nada. Este é o problema dos cidadãos de Portugal. Não são reivindicativos, Não exigem o que têm direito, não lutam pelos seus direitos e pelos seus negócios. Pergunto-me o que seria dos comerciantes se fosse construído o centro comercial. Se já têm poucos clientes iriam ficar com menos. Por isso devem lutar e reivindicar uma vida melhor. Bem tinha razão, no tempo da outra senhora, quando diziam que “o povo é sereno”. E o nosso parece que está adormecido.


Cais do Jardim do Tabaco




Andando nela rede nós descobrimos textos que devem ser lidos.



Como este do Miguel Sousa Tavares, que passo a transcrever.



"Pois então, lá vamos outra vez. A distinta Administração do Porto de Lisboa (APL) está lançada em mais uma tentativa de nos roubar parte do Tejo. Agora é o projecto do novo terminal de passageiros de paquetes em Santa Apolónia. Um muro de construções de oito metros de altura por seiscentos de comprido (!), que inclui centros comerciais e hotel. Também na zona do Cais do Sodré está a nascer, a uma velocidade incrível, uma construção maciça, em cima do rio, e que vai quase até ao Terreiro do Paço, eliminando uma zona de jardim, de passeio e de vista. Suponho que seja também obra do porto de Lisboa, uma vez que nenhuma placa no local indica do que se trata e eu já sei que, à beira-rio, do Parque das Nações a Algés, mandam esses senhores e ninguém tem mão neles. Este porto de Lisboa é verdadeiramente um «case study» de pirataria impune. Têm ao seu dispor a melhor de todas as zonas da cidade de Lisboa: 13 quilómetros de frente de rio — um luxo em qualquer cidade do mundo. São terrenos do domínio público marítimo, isto é, terrenos públicos, cuja atribuição à APL tem como único fim e fundamento a sua alocação à actividade portuária. Mas como, devido ao triunfo do transporte por terra e por via aérea, grande parte desses terrenos se tornaram desnecessários para o porto de Lisboa, a APL, em lugar de os entregar à Câmara e à cidade, visto que deles já não precisa, insiste em entregá-los antes à especulação imobiliária, transformando-se a própria APL em promotor imobiliário. Sem ter de se sujeitar ao PDM da cidade, sem nada dizer à Câmara e sem se preocupar minimamente em saber se por acaso os lisboetas se importam de ver o rio entaipado. Já escrevi sobre isto inúmeras vezes e de cada vez parece que é necessário repetir a evidência: estas cíclicas tentativas da Administração do Porto de Lisboa de se comportar como dona do Tejo, sem dar satisfações a ninguém, são ilegais, escandalosamente abusivas e, de tão insistentes, já se começam a tornar suspeitas. Será que não há ninguém que consiga explicar aos senhores da APL que a sua única função é gerir o porto de Lisboa o melhor que souberem e puderem e nada mais? Claro que tudo isto se desmanchava em dois tempos com um presidente da Câmara à altura das responsabilidades. Mas quem viu Carmona Rodrigues, na inauguração do Túnel do Marquês, a fugir literalmente dos jornalistas, para não ter de responder a perguntas comprometedoras, percebeu definitivamente, se dúvidas ainda alimentasse, que Lisboa está sem presidente da Câmara. Carmona Rodrigues, não tenho uma dúvida, é um homem sério e bem intencionado: ele quer o melhor para Lisboa, só não sabe é o quê. Não tem dinheiro, não tem projectos, não tem ideias, não tem peso político próprio e nada mais deseja já do que escapar às perguntas, às questões, aos problemas. Não é o único culpado. Os primeiros culpados são aqueles lisboetas que confundem política com telenovelas e que resolveram, displicentemente, trocar o melhor presidente da Câmara que Lisboa teve nos últimos trinta anos — João Soares — por um vendedor de banha da cobra que, na primeira oportunidade, se pirou para melhor poiso e, assim que foi despedido por gritante incompetência, voltou à Câmara, para giboiar durante uns meses — como se aquilo fosse uma sinecura pessoal e não um lugar de trabalho. Santana Lopes deixou-nos a Câmara arruinada, os amigos por todo o lado, um casino para o sr. Stanley Ho, um imbróglio policial e urbanístico no Parque Mayer, uns negócios de favor com o Benfica e o Sporting e um túnel no Marquês que, ao fim de quatro anos de atraso, estreou-se incompleto, não se sabendo se é seguro e quanto terá custado ao certo. E foi tudo. Bem feito para os que votaram nele. O pior são os outros, que não têm nada a ver com isso. O segundo culpado é Carmona Rodrigues. Primeiro, viveu dois anos a fazer de número 2 de alguém que só existe como número único e a caucionar-lhe todos os disparates; depois, herdou-lhe subitamente a Câmara, com a promessa de que jamais voltaria, mas assim que ele voltou encaixou um “chega para lá!” humilhante sem um protesto; enfim, quando pôde concorrer como número 1 e sem a sombra abafante de Santana Lopes, Carmona não soube escolher a sua gente, não foi capaz de ter um plano de acção nem meia dúzia de projectos mobilizadores e nunca se mostrou à altura de uma vitória caída do céu e só tornada possível pela vaidade suicida do ‘embaixador’ Manuel Maria Carrilho. O terceiro culpado é o Partido Socialista, incapaz de perceber que a batalha pela Câmara de Lisboa e por uma gestão exemplar para a cidade podia ser uma luta política de referência e que se limitou antes a imaginar que só interessava ganhar a eleição — e que isso se conseguia com a beleza da Bárbara Guimarães e a esperteza saloia da inacreditável equipa autárquica que por lá tem, supostamente na oposição. Foi, sim, uma derrota política exemplar — das mais merecidas e pedagógicas de que me lembro. E passo por cima do desempenho do PCP e do PP na Câmara de Lisboa, apenas dizendo que nunca descortinei motivo para tão generosos elogios da nossa imprensa: nunca dei por que eles fizessem qualquer diferença. Em minha opinião, a CML e a cidade de Lisboa só têm um único rosto de alguém que ali está ao serviço dos munícipes, e é altura de lhe prestar homenagem: é, obviamente, José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda. Por favor, não me venham com aquele discurso «blasée» dos ‘pregadores’ do Bloco de ‘Esquerda’ e “já não há pachorra para os ouvir”: a política mede-se pelos resultados concretos para pessoas concretas, e nada melhor do que a política das cidades para medir esses resultados. A única pessoa na Câmara de Lisboa que eu tenho visto conhecer os assuntos, bater-se pelo bem comum, não ter medo de enfrentar os interesses instalados e os influentes que mandam na cidade e não cobiçar cargos e mordomias nas empresas municipais ou outros ‘tachos’ sempre ao dispor é José Sá Fernandes. A mim tanto me faz que seja do Bloco de Esquerda, do PP ou do Partido da Estratosfera. E não é por acaso que, mais uma vez, ele é o único a denunciar os novos planos de saque e rapina do porto de Lisboa. Que pena que não seja ele o presidente da Câmara neste momento e que a maior preocupação do actual presidente e da actual vereação seja a de saber quantos e quais vão ser constituídos arguidos naquele inenarrável desastre inventado para o Parque Mayer"



Existe também um blog especialmente destinado a que quiser saber o que a Administração do Porto de Lisboa está a pensar fazer no nosso rio.
Chama-se:
http://otejochora.blogspot.com/
Vale a pena.

Cais do jardim do Tabaco II

Andei a fazer pesquisa na Internet e apenas desobri esta informação
"A primeira fase da empreitada de reabilitação e reforço do cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, no valor de 14 milhões de euros, já arrancou e está a cargo do consórcio composto pela Seth e pela Somague Engenharia.A assinatura do auto de consignação da obra teve lugar na semana passada e contou com a presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que, na ocasião, afirmou que esta empreitada assenta em três objectivos fundamentais:
  1. Melhorar as condições de recepção de navios de cruzeiro;
  2. Permitir a reorganização espacial do porto de Lisboa, "disponibilizando a área dos actuais terminais de Alcântara e Rocha do Conde d´Óbidos para a operação de contentores";
  3. Melhorar a integração urbana, "concentrando os navios de cruzeiros numa zona nobre da cidade".

A construção do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia está dividida em três fases e representa um investimento global de 45 milhões de euros, que conta com uma comparticipação comunitária de 40 por cento. Trabalhos a realizar. Esta primeira empreitada diz respeito aos trabalhos de reabilitação do actual cais entre o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e a Doca da Marinha, bem como à construção de uma nova estrutura avançada, permitindo maiores fundos, adequados à acostagem dos actuais navios de cruzeiros. O novo cais acostável terá na sua frente de rio o coroamento à cota +5,70 m(ZH), garantindo uma solução de continuidade a partir do actual cais de Santa Apolónia ao qual ficará ligado quando a obra estiver concluída. Desta forma, os trabalhos da empreitada implicam a dragagem geral da bacia de manobra e estacionamento, o melhoramento dos solos de fundação mediante a execução de colunas de brita, bem como a reconstrução dos prismas de enrocamento e dos aterros no tardoz do cais existente, o reforço do maciço da superstrutura do cais existente com execução de pregagens e selagem de fendas, bem como a execução dos maciços de encabeçamento das estacas, colocação das pré-vigas, montagem das pré-lajes e betonagem complementar. Com um prazo de execução de 12 meses, a empreitada inclui ainda a construção de um novo cais do tipo estacada de betão armado, com 200 m de comprimento e largura variável entre os 33 e os 46 m. Os trabalhos de infra-estruturas técnicas e apetrechamentos dos cais compreendem a execução das redes de abastecimento de água, electricidade e drenagem de águas pluviais, bem como a ligação às águas existentes. Numa fase posterior serão construídas uma nova gare marítima, uma unidade hoteleira, um espaço comercial e silos para estacionamento de automóveis. Toda a envolvente da gare marítima será requalificada e serão criadas novas acessibilidades viárias e pedonais."

Aparentemente não parece nada de muito grave. No entanto nos ultimo parágrafo á algo que poderá ser prejudicial para o bairro.
Uma unidade hoteleira e um espaço comercial - tal poderá ser algo muito mau. Vejamos:
Qual a necessidade de construir um hotel ao pé do rio. Desde logo, as pessoas que vêm nos cruzeiros têm onde dormir e se quiserem dormir noutro sitio, não seria melhor deixá-los conhecer a cidade. Não existe qualquer necessidade de os afastar dó centro da cidade.
O mesmo se pode dizer em relação ao espaço comercial. Não me importa que se coloque algumas lojas de lembranças. Coisas que os turistas se lembram antes de embarcar. Mas não concordo com um centro comercial. Pois, tal situação iria afastar as pessoas do centro da cidade e não iria abrir a cidade ao rio.
Em relação a esta ultima pareet á mais uma situação que me preocupa. Com tanta construção não me parece normal que se crie novas acessibilidades viarias e pedonais. com tanta construção parece que mais uma veez vão tirar o rio ao Bairro. Espero não ter razão.

Cais do jardim do Tabaco


O Cais do Jardim do tabaco é uma zona muito importante do Bairro de Alfama.

O povo do Bairro juntou-se nesta parte da cidade devido á sua ligação com o rio. Já no tempo dos Fenícios e dos Mouros era a zona onde se o povo se sedentou. Desde logo, após a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques os mouros foram mandados para uma zona da cidade ainda desabitada - a Mouraria.

Portanto desde sempre que Alfama esteve ligada ao mar. No sec. XIX, eram os pescadores e as Varinas o tipo de profissão mais comum no bairro. Mesmo durante o século XX as profissões em maioria em Alfama eram as das varinas e dos estivadores/portuários.

Antes do SEC. XVIII, grande parte das deslocações eram feitas pelo rio.

Hoje divido a necessidades de respeito pelas regras sanitárias já não existem varinas em Alfama, pelo menos ao serviço.

Por questões económicas já não existem praticamente trabalho para estivadores e portuários. Como alternativa, Portugal têm-se tornado um destino Turístico e é nessa base que se está a modificar o país.

Sendo assim, vai ser contruído um novo cais no Jardim do Tabaco. Para ser mais concreto no local que se situa desde santa Apolónia até ao Cais da Marinha.

No entanto, como é usual neste país, falta explicação para o que vai ser contruído. E o que existe são boatos. Pode ser que alguns sejam verdade, mas não podem ser todos.

No entanto para quem está um pouco mais atento fica perplexo pelo que querem fazer no Cais, nos últimos 10 anos.

Já foi o local onde se ia construir o casino de Lisboa, já foi o sitio para onde ia a Feira Popular, é agora o novo local onde os barcos de cruzeiro vão descarregar os passageiros.

Esta noticia nem parece mal para Alfama. Mas existe o boato que se vai ser construído um cento comercial com 2 piso de altura, retirando o acesso da população ao rio. Tal situação a ser verdade não só é virar costas ao rio como é matar um pouco de Alfama. Nós sabemos que quem chega de barco se tiver um centro comercial em frente os turistas não vão á cidade ficam logo no escritório.

No entanto, como não temos acesso a informação não sabemos se esta informação é verdade.

Sendo assim, necessitamos, na época da Internet, ter acesso a informação, sem ela todos os projectos começam errados e vão ter a população contra eles.

Sendo assim, deve a Administração do Porto de Lisboa e o Governo dar acesso ao projecto que pretender fazer no cais frente a Alfama. Sem informação não pode haver aprovação da população.

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