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António Costa quer fazer emprestimo para reabilitação urbana

António Costa pretende avançar com a ideia, que foi impossibilitada pela oposição PSD e CDS/PP de pedir um empréstimo para conseguir terminar a reabilitação de bairros como o de Alfama.
No ultimo mandato, essa proposta foi recusada na Assembleia Municipal, conforme foi dito neste blog aqui.

Talvez com a maioria na assembleia essa proposta seja validada. De referir que a oposição recusou pois pretendia ter o empréstimo para os túneis que ia inventar.

120 Milhões para reabilitação Urbana - 12 dos quais para Alfama e Castelo


De acordo com o plano de acções prioritárias definido pela autarquia, a que a Lusa teve acesso, as obras de reabilitação para arrendamento abrangem mais de 580 edifícios habitacionais, num total de 4.340 fogos.

Os 120 milhões serão usados até 2012 e deverão igualmente ser aplicados na recuperação de 16 equipamentos culturais (12,2, milhões), entre os quais o cinema S. Jorge, onde ainda este ano a autarquia investirá 1,8 milhões de euros.

O núcleo museológico do Castelo de S. Jorge, onde serão aplicados este ano 2,2 milhões de euros, o Palácio Ulrich (Casa Veva de Lima), com um investimento global superior a 1,6 milhões, e a hemeroteca/antigo edifício Record (1,1 milhões no total) são alguns dos equipamentos a reabilitar.

A câmara pretende investir mais de 30 milhões em reabilitação urbana, 6,4 para intervenções da Unidade de projecto Baixa-Chiado, mais de 2,9 no Bairro Alto, dos quais 1,1 na recuperação do elevador da Bica.

Mais de 12 milhões de euros serão aplicados nos bairros de Alfama e Castelo, a maior parte para recuperar edifícios habitacionais para arrendamento.

Para a Mouraria vão mais de 5,8 milhões, a maior parte para recuperar casas para arrendar, e para a Madragoa 142 mil euros, igualmente para reabilitar diversas casas que serão depois arrendadas.

Ainda na área do arrendamento a autarquia pretende gastar mais de 3,3 milhões de euros na recuperação de prédios devolutos.

Em Marvila, a Câmara de Lisboa vai gastar mais de 16 milhões de euros a recuperar fogos para alugar e fachadas e coberturas de prédios e a reabilitar edifícios para serviços e instituições públicas e espaços comuns, infra-estruturas e arranjos exteriores.

Para a reabilitação do equipamento escolar vão mais de 29 milhões de euros, mais de 13 milhões a aplicar já este ano, 9,1 em 2010 e os restantes 6,9 serão usados durante o ano de 2011.

De acordo com a proposta que o vereador das finanças, Cardoso da Silva, leva quarta-feira á reunião de câmara, 58,9 milhões de euros serão pedidos ao Banco Europeu de Investimento (BEI) via Instituto de Habitação e Reabilitação urbana (IHRU), 30 milhões ao Banco Português de Investimento (BPI), 30 milhões à Caixa Geral de Depósitos (CGD) e 15,55 milhões ao Deixa Sabadell.


In Lusa

Arqueologia ou reabilitação – alternativa ou duas faces da mesma moeda?

Em Alfama sabemos que a reabilitação do bairro começada há mais de 15 anos e muito longe do fim é algo importante e que deve ser um esforço de todos. Mesmo para a C. M. Lisboa, que tem dezenas de obras paradas no bairro e que impede que as pessoas possam viver nas suas casas. Sendo mandadas para outros bairros da cidade por vários anos que, muitas vezes, passam da década. Existindo um desprender das raízes das pessoas ao bairro.
Alfama é um bairro histórico, com casas muito antigas, com falta de espaço, luz natural, já para não falar de estacionamento, elevador, vidros duplos, etc.
No entanto, existe desde á mais de 15 anos uma reabilitação no bairro que, teoricamente vem manter a fisionomia do bairro e impedir o despovoamento e quedas dos prédios.
Mas, quando se faz obras em prédios, descobre-se historia por debaixo dos mesmo prédio.
Exemplo disso é o prédio na Rua Norberto Araújo, nº 29 que está para reabilitação há mais de uma dezena de anos. Ao tentarem reabilitar foi descoberto por detrás do prédio, parte da muralha antiga, ou moura, e uma torre posterior que ainda não se sabe de que data. Tal situação deve-se ao facto de que não é possível saber a data em que as pedras da torre foram feitas. Assim, só com especulação podemos alcançar a verdade.
No entanto, sendo uma torre moura em fase tardia, ou uma torre posterior à tomada da cidade pelos cristãos, não deixa de ser uma descoberta importante que deve ser mostrada ao publico. Mas cria uma situação que deve ser ressalvada. As pessoas que viviam no prédio querem voltar para o mesmo. E a isso têm direito. Como resolver esta situação.
Não deve a C. M. Lisboa proteger o património do país e ao mesmo tempo proteger a propriedade privada e dar os direitos a quem deles é merecedor?
Tais situações acrescidos ao facto de que a falta de dinheiro impede a que se chegue a uma solução rápida e justa, vem criar questões que não são de fácil resposta.
Por mim considero que dentro do possível deve-se preservar o património, com a ressalva que não pode o bairro transformar-se num museu. Mas num bairro habitacional onde vida e património sejam duas faces da mesma moeda chamada Alfama.
Se pretenderem saber as dificuldade da arqueologia no bairro de Alfama sigam este link.

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