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Associação de Alfama contra "estaleiro de obras" instalado naquele bairro histórico

Contra o estaleiro de obras paradas, a Associação do Património e da População de Alfama quer que a Câmara de Lisboa faça alguma coisa para resolver as situações de abandono de obras, que prejudicam a qualidade de vida e de circulação da população local. Segundo afirmam, este bairro histórico transformou-se num estaleiro de obras, muitas privadas, mas também há obras de reabilitação urbana, promovidas pela Câmara. Quando e como volta o maior descanso a Alfama é o tema em debate, com a jornalista Teresa Quintela.
2009-04-30

Oiça aqui.

Inacreditavelmente o Presidente da Junta de São Miguel disse que a situação não é assim tão má.
Por outro lado, coloca palavras nas bocas de pessoas que nunca as disseram e tem medo de falar à frente de um vereador só porque é da mesma cor politica. Alfama, bem como o pais, precisa de alguem que diga a verdade e não tenha medo de enfrentar por interesses do bairro e do pais.

Palácio Azevedo Coutinho



Situado no Largo de Santo Estêvão, 12-17, Largo do Chanceler, 1 e Rua de Santo Estêvão, 24-38 o Palácio têm uma origem polémica. Para uns defendem que remonta ao séc. XIV, quando o Chanceler-Mor do Rei D. Dinis, Pedro Salgado, proprietário de umas casas nobres sitas ao Arco do Chanceler, mandou construir o seu próprio palácio, uma construção gótica com uma ala residencial e torreão, em íntimo diálogo com a Igreja de Sto. Estêvão e sobre o referido Arco;

Para outros defendem que data do séc. XVII, ás mãos de Simão Gonçalves Preto, também Chanceler-Mor do reino, época em que o Arco terá sido integrado na edificação. Certo é o facto de pertencer à família dos Azevedo Coutinho a partir de meados do séc. XIX, o que se verifica ainda em meados do séc. XX.

Por essa altura,o palácio,já de fisionomia setecentista, em virtude de ampliações e intervenções sofridas ao longo do tempo, rasga-se em varandas setecentistas, todas de sacada, emolduramento simples de cantaria e remate superior com cornija recta, também, de cantaria. Do seu núcleo primitivo, o palácio manteve a sua frontaria, muito alterada no séc. XIX pelo acrescento de dois pisos superiores,o terraço de gaveto, cujas paredes de fundo surgem decoradas por belos azulejos historiados, e o portal aberto na sua fachada à direita do Arco do Chanceler. Este imóvel encontra-se Em Vias de Classificação.

Nota:

Chanceler-Mor: Era como o segundo ofício da casa real, subordinado ao Regedor e Governador da Casa da Justiça da Corte de El-Rei.

Tinha como função o exame se destinava a impedir que as decisões contrariassem as Ordenações ou o Direito. Caso se verificasse a colisão de alguma carta contra o direito vigente, o chanceler-mor não a mandaria selar e redigiria sobre ela a sua "glosa"ou parecer negativo, posteriormente julgada em Mesa pelo chanceler e desembargadores do Paço, sendo imediatamente anulado o diploma em causa.
Se nada de ilegal estivesse contido no diploma, o chanceler-mor mandá-lo-ia selar com o selo régio e fá-lo-ia entregar às partes interessadas, que o levantariam, mediante o pagamento de certos direitos.
Outra função cometida ao chanceler-mor era a da publicitação das leis: estas eram registadas e anunciadas no próprio dia da sua emissão, enviando-se o respectivo traslado, com o sinal do chanceler-mor e selo régio, aos corregedores das comarcas, passando as mesmas leis a vigorar plenamente três meses depois da respectiva publicação na Chancelaria-Mor.
Competia ao chanceler-mor fazer registar os actos públicos de especial relevância, receber o juramento dos mais altos funcionários do Estado, entre os quais o de condestável, de regedor da Casa da Suplicação, de vedores da Fazenda, de almirantes e de marechal, de bem e fielmente cumprirem seus ofícios, e julgar possíveis ilegalidades ("suspeições") cometidas por desembargadores do Paço, vedores e conselheiros da Fazenda, conselheiros Ultramarinos, e ainda de outros funcionários.
Por costume, desde o século XVI, era chanceler-mor do Reino o mais antigo desembargador do Paço.
À Chancelaria-Mor da Corte e Reino foi dado Regimento em16 de Janeiro de 1589.
Era repartição responsável por uma considerável fonte de receita, uma vez que a passagem e autenticação das cartas pela Chancelaria-Mor obrigava ao pagamento de direitos. O Regimento da Chancelaria-Mor da Corte e Reino especifica que as partes interessadas haviam de pagar determinados direitos pelas cartas de dignidades e ofícios, pelas cartas de doações, tenças e outras mercês, pelas cartas de padrão, pelas cartas de confirmação, por sucessão em bens da Coroa, por cartas de privilégios e liberdades, e, ainda, os direitos de mercês e doações (proporcionais aos valores doados) e os direitos das cartas de justiça (cartas de citação, cartas testemunháveis, cartas de inquirição, ou de exame).
Finalmente, as partes condenadas pagavam a dízima das sentenças que passassem pela Chancelaria-Mor da Corte e Reino. Registe-se que o pagamento da dízima das sentenças condenatórias se estendia a todos os tribunais em que as mesmas fossem proferidas.
Na designação de Chancelaria-Mor da Corte e Reino está presente o primitivo sentido de Chancelaria da Corte do Rei e, por consequência, da mais alta chancelaria do Reino. A permanência da expressão Corte gerará, nos séculos XVII e XVIII, ambiguidades relativamente à Chancelaria da Casa da Suplicação, nesse período entendida também como Chancelaria da Corte, fazendo notar José Anastácio de Figueiredo, já em 1790, e a propósito de uma Ordenação de D. Sebastião, de 2 de janeiro de 1560, na qual por Chancelaria da Corte se deveria entender a Chancelaria-Mor, por oposição à Chancelaria da Casa da Suplicação. No entanto, na época de José Anastácio de Figueiredo, por Chancelaria da Corte estava implícita a referência imediata à Chancelaria da Casa da Suplicação.

Fonte: Wikipédia e Lisboa Interativa

Igreja de Santo Estevão



Completamente reedificada em 1733, sobre as fundações de um antigo templo construído no século XII, a actual traça da Igreja de Santo Estêvão deve-se ao arquitecto José da Costa Negreiros, que concebeu uma orientação pouco ortodoxa, no sentido Norte-Sul. Com esta opção a frontaria barroca da igreja ficava desafogada, abrindo directamente para o Largo fronteiro e dotando o conjunto de um verdadeiro impacto urbanístico no bairro de Alfama. Após o terramoto de 1755 foi parcialmente refeita, abrindo ao público em 1773, e na década de 30 do século XIX foi objecto de novos trabalhos de restauro. Do rico interior, destaca-se o programa azulejar contemporâneo da construção de inícios do século XVIII e o grupo escultórico de talha realizado por José de Almeida para o retábulo principal.
Fonte: IPPAR
Para além da história, muitas outras estórias se passaram no largo da igreja.
Das corridas que se davam para tocar o sino, dos beijos que se trocaram debaixo das árvores, da vista que ainda hoje se tem de Alfama, dos sonhos, que apesar de não se terem concretizado, não deixam de nos fazer sonhar.
Igreja reedificada ou não, não deixa de fazer parte das nossas vidas. Mesmo sem uma torre, não deixa de estar completa no nosso imaginário e no nosso coração.

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