Contra o estaleiro de obras paradas, a Associação do Património e da População de Alfama quer que a Câmara de Lisboa faça alguma coisa para resolver as situações de abandono de obras, que prejudicam a qualidade de vida e de circulação da população local. Segundo afirmam, este bairro histórico transformou-se num estaleiro de obras, muitas privadas, mas também há obras de reabilitação urbana, promovidas pela Câmara. Quando e como volta o maior descanso a Alfama é o tema em debate, com a jornalista Teresa Quintela.
2009-04-30
Oiça aqui.
Inacreditavelmente o Presidente da Junta de São Miguel disse que a situação não é assim tão má.
Por outro lado, coloca palavras nas bocas de pessoas que nunca as disseram e tem medo de falar à frente de um vereador só porque é da mesma cor politica. Alfama, bem como o pais, precisa de alguem que diga a verdade e não tenha medo de enfrentar por interesses do bairro e do pais.
Alfama
Associação de Alfama contra "estaleiro de obras" instalado naquele bairro histórico
A População de Alfama recusa-se a aceitar o abandono a que foi deixado o seu Bairro e Património

Os interessados poderão ler mais informação no site da APPA, ou assinar o abaixo assinado em diversos locais da freguesia assim como online em : http://www.petitiononline.com/alfama
"Bairro islâmico" no Castelo abre em Junho
As escavações começaram em 1996, mas só agora o núcleo residencial do período islâmico, datado dos séculos XI-XII - e que integra ainda os vestígios habitacionais da Idade do Ferro e do Palácio dos Condes de Santiago - vai poder ser visitado.
A data foi ontem anunciada a embaixadores dos países islâmicos por António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, durante uma visita ao sítio arqueológico e ao Núcleo Museológico Islâmico do Castelo de S. Jorge, inaugurado em Dezembro do ano passado e onde está exposto muito do espólio encontrado durante as escavações, desde moedas, cerâmicas, cachimbos e até uma sepultura.
A musealização do sítio arqueológico passa por murar o bairro islâmico e "recriar", em forma de maqueta em tamanho real, paredes e telhados das casas nobres, por forma a dar uma ideia da atmosfera da época, protegendo ao mesmo tempo, os frescos ainda existentes em duas casas, revelou Carrilho da Graça, arquitecto responsável pelo projecto.
A musealização da área arqueológica e a instalação do Núcleo Museológico do Castelo de S. Jorge inscrevem-se no âmbito das acções de requalificação e valorização do Castelo de S. Jorge, enquanto monumento nacional, potenciadoras do desenvolvimento de actividades educativas, científicas e económicas. O investimento total previsto é de 2,2 milhões de euros, avançou a Câmara de Lisboa, acrescentando que, em cerca de três meses, mais de 35 mil pessoas visitaram o Núcleo Museológico.
O sítio arqueológico, que além de vestígios da presença árabe, revela também outras ocupações, como a fenícia e a romana, "mostra como Lisboa tem sido o local de cruzamento de gentes e de povos", sublinhou António Costa.
O presidente da Câmara de Lisboa aproveitou a ocasião para sublinhar que pretende "valorizar Lisboa como a cidade da tolerância". Costa lembrou, a propósito, que já disponibilizou um espaço, em Alfama, para a Comunidade Judaica instalar aí um museu e que estabeleceu uma parceria com a Africa.com para que possa ser criado, na cidade, um centro de arte contemporânea.
In Jornal de Noticias por TELMA ROQUE
Amar Alfama no Destak
Esta era a noticia:
BLOGUEMANIA ALFACINHA
por JOÃO CORTESÃO
Amar Alfama
COMO SURGIU ESTE BLOGUE?
O blogue surgiu com a necessidade de mostrar o que existe de bom e de mau num dos bairros mais antigos da cidade de Lisboa. Existe, igualmente, pela necessidade de defender o bairro que esteve várias vezes ao longo da sua existência em vias de extinção.
QUAL É A OBRA MAIS URGENTE PARA A ZONA DE ALFAMA?
A maior urgência para todo o bairro de Alfama são as obras de conservação e remodelação que duram há mais de vinte anos e que não terminam.(...) Posteriormente devia existir uma campanha para que jovens casais e pessoas sozinhas, igualmente jovens, queiram viver no bairro. Amar Alfama dedica-se a um dos bairros mais carismáticos de Lisboa. Concertos, espaços verdes, segurança, exposicoes, vídeos, comercio, politicas autarquias e ate anúncios de apartamentos fazem parte deste blogue da autoria de Helder Gomes. O autor conta mesmo que, desde que temo blogue, recebe e-mails de pessoas com vontade de conhecer o bairro.
«Inacreditavelmente continuam a acontecer coisa em Alfama que não deveriam existir. Mesmo quando se tem a certeza que tal não foi efectuado por pessoas do bairro.»
Hélder Gomes da Silva
120 Milhões para reabilitação Urbana - 12 dos quais para Alfama e Castelo

De acordo com o plano de acções prioritárias definido pela autarquia, a que a Lusa teve acesso, as obras de reabilitação para arrendamento abrangem mais de 580 edifícios habitacionais, num total de 4.340 fogos.
Os 120 milhões serão usados até 2012 e deverão igualmente ser aplicados na recuperação de 16 equipamentos culturais (12,2, milhões), entre os quais o cinema S. Jorge, onde ainda este ano a autarquia investirá 1,8 milhões de euros.
O núcleo museológico do Castelo de S. Jorge, onde serão aplicados este ano 2,2 milhões de euros, o Palácio Ulrich (Casa Veva de Lima), com um investimento global superior a 1,6 milhões, e a hemeroteca/antigo edifício Record (1,1 milhões no total) são alguns dos equipamentos a reabilitar.
A câmara pretende investir mais de 30 milhões em reabilitação urbana, 6,4 para intervenções da Unidade de projecto Baixa-Chiado, mais de 2,9 no Bairro Alto, dos quais 1,1 na recuperação do elevador da Bica.
Mais de 12 milhões de euros serão aplicados nos bairros de Alfama e Castelo, a maior parte para recuperar edifícios habitacionais para arrendamento.
Para a Mouraria vão mais de 5,8 milhões, a maior parte para recuperar casas para arrendar, e para a Madragoa 142 mil euros, igualmente para reabilitar diversas casas que serão depois arrendadas.
Ainda na área do arrendamento a autarquia pretende gastar mais de 3,3 milhões de euros na recuperação de prédios devolutos.
Em Marvila, a Câmara de Lisboa vai gastar mais de 16 milhões de euros a recuperar fogos para alugar e fachadas e coberturas de prédios e a reabilitar edifícios para serviços e instituições públicas e espaços comuns, infra-estruturas e arranjos exteriores.
Para a reabilitação do equipamento escolar vão mais de 29 milhões de euros, mais de 13 milhões a aplicar já este ano, 9,1 em 2010 e os restantes 6,9 serão usados durante o ano de 2011.
De acordo com a proposta que o vereador das finanças, Cardoso da Silva, leva quarta-feira á reunião de câmara, 58,9 milhões de euros serão pedidos ao Banco Europeu de Investimento (BEI) via Instituto de Habitação e Reabilitação urbana (IHRU), 30 milhões ao Banco Português de Investimento (BPI), 30 milhões à Caixa Geral de Depósitos (CGD) e 15,55 milhões ao Deixa Sabadell.
In Lusa
Venda de um T2 na zona da Sé - Alfama

A Marta Martins está a vender a casa, situada junto à Sé de Lisboa. É um apartamento T2, no 3º andar (sem elevador) de um lindo prédio de traça pombalina, totalmente reabilitado em 2001. O prédio tem 4 pisos, 1 morador por piso.
O apartamento tem cerca de 80 m2 e possui magníficas varandas a toda a volta, recebendo luz todo o dia. Está orientado a Sul / Poente.
O chão é soalho restaurado, as janelas são de PVC, mantendo a traça original. Pé-direito alto.
A cozinha é ampla e luminosa e fica semi-equipada. Casa-de-banho com janela.
Instalações eléctricas, de gás e canalizações totalmente renovadas.
A situação é privilegiada, numa rua sossegada entre a Baixa e Alfama. Fica a 5 minutos do Metro do Terreiro do Paço.
Preço: 210 000 €
Contactos: Marta Martins 962 395 799 E-mail:martimarta@gmail.com

Programação Santiago Alquimista

Doismileoito, If Lucy Fell, Feromona, Samuel Úria e Farra Fanfarra são alguns dos nomes que vão passar pelo Festival Novos Fados no Santiago Alquimista, em Lisboa.
O evento dedicado à nova música portuguesa vai decorrer de 9 a 11 de Abril no espaço de Alfama, com um total de 15 bandas e um DJ por noite.
Aqui fica a programação por dias e por salas:
9 de Abril:
Sala 1
doismileoito
Feromona
Oioai
Sala 2
Samuel Úria
João e a Sombra
10 de Abril:
Sala 1
If Lucy Fell
Murdering Tripping Blues
Gnu
Sala 2
Press Play
Tsunamiz
11 de Abril:
Sala 1
Farra Fanfarra
Anonima Nuvolari
The Ratazanas
Sala 2
Atma
Anaidcram
Cidadãos mais seguros em Alfama
Veja aqui esta reportagem onde poderá ver alguns habitantes.
Fundação Ricardo Espírito Santo: Restaurar e conservar a História com "saber fazer"
Em 1953 o banqueiro e coleccionador Ricardo Espírito Santo doou o Palácio Azurara e parte da sua colecção privada ao Estado Português. Este foi o princípio da fundação com o seu nome, criada como Museu-Escola com as finalidades de proteger as Artes Decorativas Portuguesas e os ofícios tradicionais com elas relacionadas.
Cinquenta e seis anos depois, a Fundação Ricardo Espírito Santo (FRESS) encontra-se no Palácio da Azurara, Alfama, e dispõe de 18 oficinas ligadas a ofícios tradicionais, relacionadas com a arte de trabalhar a criação e recuperação de objectos de madeira, metais, têxteis, papéis e peles, vindos de outras épocas em que não eram utilizados materiais como a cola ou os pregos de hoje em dia.
"Todo o trabalho é feito com muito rigor e muita mestria como se fosse feito há 200 anos. É esse 'saber fazer' que é a ideia inicial desta casa: criar um Museu de Artes Decorativas que funciona como Museu-Escola", disse à agência Lusa a directora do Museu de Artes Decorativas Portuguesas, Conceição Amaral.
Foi com este rigor e m
estria que se restaurou recentemente o acervo e pintura do Hotel Palácio Seteais, em Sintra, numa obra que envolveu 13 oficinas de artes e ofícios e 40 trabalhadores na recuperação de duas mil peças, na sua maioria datadas do século XVIII, incluindo mobiliário, tapeçarias, luminárias, pinturas murais, gravuras e porcelanas.A trabalhar na oficina da Talha há quase uma década, José Durão já perdeu a conta ao número de peças que tem restaurado e criado e garantiu à Lusa que, para se trabalhar nesta área, tem de se ter "paixão pela profissão".
"Trabalho na Fundação há oito anos, tirei o curso cá e continuei, como bastantes outras pessoas que vão ficando e fazendo a ponte entre os mais antigos que vão saindo por razões de reforma. Nós ficamos para dar continuidade e para ensinar os próximos de forma a que estas artes não se percam", disse.
Actualmente, José Durão encontra-se a recuperar uma estatueta de Jesus Cristo à qual o tempo se encarregou de retirar um dos dedos, e que, após intervenção na oficina da Talha, seguirá para a Pintura, de forma a concluir o restauro.
A Mestre e chefe da oficina da Encadernação e Decoração de Livros, Graça Jordão, orgulhosa da colecção de mais de dois mil ferros (utilizados para decorar os livros, alguns deles datados do século XVI), trabalha no seio desta "família" há 43 anos e após ter passado por diversas oficinas da Fundação especializou-se na recuperação de livros.
"Com os mestres que passaram pela fundação adquirimos um saber diferente que me valeu para estar agora aqui", disse a Mestre, que dá formação e pequenos cursos a "gente mais nova", de forma a garantir a continuidade deste ofício que já lhe "colocou" nas mãos "algumas pequenas relíquias", como um exemplar dos Lusíadas do século XVI.
Segundo o presidente da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, Luís Calado, as oficinas "são uma componente importante para o projecto global da Fundação, que tem três grandes núcleos".
São eles "o Museu de Artes Decorativas Portuguesas, que foi por aí que nasceu a Fundação, e duas escolas que ensinam as artes tradicionais e é daí que saem os futuros mestres oficinais".
"As oficinais são uma componente importantíssima quer do suporte às escolas quer na política de implementação de conservação e restauro que esta casa tem", sublinhou, adiantando que a Fundação é uma "instituição do Estado inserida da orgânica do Ministério da Cultura".
Segundo o responsável, "há aqui 'saber fazer' do ponto de vista da intervenção da conservação e restauro e conhecimento técnico da ciência da conservação e restauro".
"A Fundação tem competência, capacidade e organização capazes de liderar a conservação e restauro do país, quer no mercado quer em termos da formação profissional", afirmou ainda."
50 anos da morte de António Botto
sido expulso da função pública, vítima de um atropelamento por uma viatura oficial. Natural de Casal da Concavada (Abrantes) Botto era filho de um homem que trabalhava nas fragatas do Tejo. Ajudante de livraria durante a juventude, entrou na função pública como escriturário de segunda no Governo Civil de Lisboa, publicou pela primeira vez aos 22 anos, "Flor do mal". A primeira edição de "Canções" foi mandada apreender em 1922 e gerou até manifestações dos estudantes das escolas superiores de Lisboa contra a obra. Entre esses estudantes, encontrava-se Marcelo Caetano que num artigo se congratulou com o facto de “aquela papelada imunda, que empestava a cidade” /sic/ ter sido cremada no Governo Civil, onde aliás Botto era escriturário. A estas fortes oposições, além de Pessoa, Botto contava com admiração de Adolfo Casais Monteiro, José Régio e João Gaspar Simões. Todavia e, apesar da apropriação que o fado fez da sua poesia, quando os seus restos mortais vêm para Portugal, em 1965, oito anos após a sua morte, no cemitério do Alto S. João, em Lisboa, estavam apenas no Alto de São João, José Régio, Ferreira de Castro, Natália Correia, David Mourão-Ferreira e os artistas plásticos Luís Amaro e Dórdio Guimarães. Depois da faina, o navio -
Já lá vai pelo mar fora!
A faina foi dura e a carga
Foi tanta que o alcatrate
Quase que ficou rez-vez;
Tinham que olhar com cuidado
Aonde se punha os pés!
Mas tudo se fez e em bem!
O peor foi a noite perdida
Sempre a mexer e a trabalhar
Para o navio largar
Ao romper da madrugada!
Noite fria de Novembro
Em que as estrelas tristes lá no céu
Pareciam distantes e perdidas
De tudo a que elas dão amparo e guia!
Parecia que a noite era infinita
Que não deixava
Nascer o dia!
Ninguém dormiu. O camarada,
O arrais, o moço - e ao porão,
Uma contra-mestre aloirado,
Tipo nórdico a fumar,
Continuamente, cachimbo,
Ia dizendo a uns dois
Que arrumassem com cuidado
A carga que ia descendo...
O barulho dos guindastes
Raspava na pele impulsos
Que davam tosse e mau-estar
E como de um gigante que dormisse
Ouvia-se a respiração do mar!
Mas com a luz do Sol, oiro e alegria!
Passam, agora, lentos e lavados
- Só a vela de estaia vai erguida!
Os barcos com os mastros levantados
A caminho das docas onde ficam
À espera de outras sáfaras iguais!
Uma mulher dá de mamar ao filho
Ali sentada a um canto sobre o cais!
Ainda há muitos furtos de azulejos em Lisboa
Como é que o projecto SOS Azulejo ajuda a PJ?
A investigação da PJ é parte interessada nesse projecto. Porque desde logo dá uma visibilidade muito maior a toda esta questão dos azulejos, sensibiliza as pessoas, fá-las tomar consciência da importância e do valor histórico-cultural que os azulejos têm no panorama nacional. Se as pessoas estão mais consciencializadas, quando se deparam com uma situação de incúria, de dano ou mesmo de f
urto, logicamente têm mais condições para tomarem a iniciativa de procurarem as autoridades e participarem a situação. Mais importante do que o êxito da investigação é a salvaguarda do património cultural que é de todos nós.Como define o panorama de Lisboa, quanto ao roubo de azulejos? Há muitos a serem roubados?
Por poucos que hajam nós achamos que são sempre muitos. Mas objectivamente (e infelizmente) ainda há muitos problemas relacionados com furtos de azulejos. Nós queremos acreditar que já se atingiu o topo e agora está a diminuir.
Quando foi essa época?
2003, 2004…
Por algum motivo em especial?
Ao nível da prevenção não estavam criadas as condições que existem hoje, desde logo. Depois, temos que perceber que saímos de uma época como a década de 90 que foi uma época de prosperidade, em que os bens ditos culturais tiveram grande procura. Portanto, os azulejos que num primeiro momento não eram um dos bens mais procurados, começaram a ter procura. E como já foi uma procura mais tardia que os outros tipos de objectos, logicamente o fenómeno fez-se sentir com mais acuidade no início desta década. Foram situações em que se detectaram grandes furtos, muita quantidade de azulejos foram furtados.
De onde são retirados os azulejos?
São retirados de prédios, quer públicos, quer privados, principalmente palacetes, casas apalaçadas. Tanto do exterior como do interior. Estamos a falar muitas vezes de imóveis que estão abandonados – um problema muito grave também é a incúria, que depois traz associado o fenómeno do furto.
Existe um perfil de quem rouba azulejos?
Aqui na cidade de Lisboa – que é o local do País onde este problema se faz mais sentir – já há uma percepção do valor dos azulejos. Aliás, essa percepção deu também contributos para o aumento do fenómeno dos furtos de azulejos. Ao mesmo tempo existe uma disponibilidade enormíssima e ainda, para completar o ciclo, uma grande procura.
Em relação aos perfis, há dois segmentos. O da pequena criminalidade, do indivíduo que não é especializado em bens culturais, muito menos nos azulejos. Normalmente são cidadãos com problemas de toxicodependência, que vêm no furto de alguns azulejos – quando falo de alguns são mesmo poucas peças – uma forma de ganhar dinheiro para a dose diária que vão consumir.
Depois temos o domínio que já entra na criminalidade organizada, em que se percebe claramente que há um trabalho de preparação e execução com uma elaboração técnica que pressupõe que se saiba exactamente o que se está a fazer. Imagine um quadro de azulejos com uma dimensão considerável, como é que se vai retirar aquilo de uma parede sem danificar? Há técnicas e utensílios próprios para fazerem aquele trabalho com garantia de não danificação elevada.
Posso comprar azulejos roubados numa loja?
Clara e objectivamente pode. Alguns comerciantes compram azulejos que têm perfeita noção que têm proveniência ilícita. Mas há também as situações em que os comerciantes têm em exposição azulejos que eles próprios desconheciam em absoluto que eram roubados. Quando isso se verifica os comerciantes ficam isentos de responsabilidade. Mas isto tem que ser dito: há maior garantia, da parte do cidadão que vai comprar o azulejo, fazê-lo numa loja especializada na área do que se o fizer numa feira.
Como é que se pode fazer uma denúncia?
Não são necessárias denúncias formais, basta um telefonema. Pode até ser por email, por carta ou podem vir aqui à PJ. Posso assegurar-lhe que todas as situações que nos são reportadas, seja por que forma for, mais formal ou mais informal, são objecto de uma averiguação nossa.
Que zonas da cidade são mais alvo destes roubos?
Toda a zona da Baixa, pela riqueza de azulejos que aí existem. Alfama, Bairro Alto, toda aquela zona é de onde temos reporte de maior número de situações. Mas é por toda a cidade.
Qual é o valor monetário destes azulejos?
Varia muito. Em Lisboa existe o maior comércio de azulejos do mundo e se for a uma loja especializada ficará com certeza estupefacta com os valores. Pode ver conjuntinhos de quatro azulejos na ordem de mais de mil euros. Tudo isto em função de um conjunto de características que os azulejos devem ter: a época, um azulejos do século XVII é muito mais caro que um do século XVIII, temos que ver a azulejaria antes do terramoto e depois do terramoto, se se trata de um azulejo padrão ou de painéis, se é de autor, são muitas as variáveis que ditam o valor a pagar.
O que fazem com os azulejos que são recuperados?
Se for detectada a sua origem são devolvidos aos proprietários. Mas por vezes apreendemos azulejos mas não conseguimos estabelecer uma ligação com o local de onde foram furtados. Esses azulejos revertem a favor do Estado e uma parte deles são encaminhados para o nosso museu.
EDP vai distribuir mais de 40 mil lâmpadas

«Esta medida permite que as famílias poupem cerca de 18 milhões de euros e evita a emissão de 60 mil toneladas de CO2 para a atmosfera», adianta a EDP em comunicado. Esta iniciativa vai permitir uma redução de 161.160 Mega Watts no consumo energético nacional.
«A acção é simples e o objectivo é claro: trocar lâmpadas incandescentes (tradicionais) por lâmpadas fluorescentes compactas (economizadoras), que irão contribuir em grande escala para a redução do consumo de energia eléctrica destinado à iluminação nestas habitações, promovendo a eficiência energética junto das populações», explica a eléctrica.
Brasileiro vence disputa de melhor linha, em Skate, em Portugal
Recolha selectiva de Lixo em Alfama
Arrancou no dia 10.10.2008 o sistema de recolha selectiva porta-a-porta em Alfama, Lisboa, abrangendo um total de cerca de 5 000 fogos e 500 entidades. De acordo com informação da Câmara Municipal de Lisboa serão distribuídos regularmente, e de forma personalizada, sacos azuis e amarelos para a recolha selectiva porta-a-porta de papel e embalagens, respectivamente. O papel será recolhido às quintas-feiras e as embalagens às terças-feiras e sábados.
Para a deposição do vidro vão ser colocadas na rua “eco-boxes”. Este equipamento vai substituir o vidrão porque ocupa muito menos espaço na via pública, que é muito limitado neste bairro, e permite o acesso a viaturas de remoção de menores dimensões e mais manobráveis, segundo a autarquia.
A área abrangida corresponde à actual área de remoção por sacos para a fracção indiferenciada, envolvendo a totalidade das freguesias de Santo Estevão, São Miguel e Castelo, uma parte considerável de S. Vicente de Fora e uma parte reduzida da Sé.
Nova exposição no Museu do Fado e da Guitarra

"Inauguramos com um novo programa museológico na exposição permanente. A alteração principal a nível conceptual é abandonarmos a ideia da recriação de ambientes que era algo que nos constrangia um pouco em termos de espaço de exposição. Ao recriarmos, por exemplo, uma casa de fados não tínhamos espaço para integrar outro tipo de acervo muito importante e que estava na posse de outras instituições", explicou à agência Lusa Sara Pereira, directora do Museu do Fado.
Das colecções municipais vem "O fado" de José Malhoa e também uma litografia de Rafael Bordalo Pinheiro "Os fadistas", de 1873.
Situado no Bairro de Alfama, o Museu que foi outrora uma estação elevatória de águas, abriu em 1998 mas, dez anos passados "muita coisa mudou, publicaram-se muitas obras sobre o tema, designadamente 'Para uma história do fado' de Rui Vieira Nery, e há uma nova geração e um novo olhar sobre o fado".
O ateliê de João Santa-Rita que foi o autor do primeiro Museu voltou a ser escolhido para esta renovação, apostando o projecto de museografia de António Viana, na sobriedade de linhas e na cor branca das paredes "para sobressaírem os objectos expostos".
Um painel de fotografias de fadistas que ocupa os três pisos do Museu "dá as boas vindas ao público", enquanto o visitante munido de um audioguia, disponível em quatro línguas, explica a colecção e permite seleccionar os fados que cada um pretende ouvir.
A aposta nas novas tecnologias é outra das características do "novo" Museu do Fado, disponibilizando postos de consulta que permitem o acesso ao seu espólio, nomeadamente, imagens, repertório, registos áudio, biografia, programas de espectáculos e até pautas, se existirem.
"Esta é uma forma de combater o pouco espaço que temos e, ao mesmo tempo, aproximar o visitante ao nosso acervo", explicou Sara Pereira.
Com esta remodelação, "a relação afectiva que existe da comunidade fadista e do universo do fado com o Museu é ampliada. O cartaz da entrada constituído por vários fadistas é isso mesmo: dá as boas vindas e quer dizer 'a casa é vossa'".
Quanto à exposição, procura-se o "diálogo entre obras emblemáticas do fado como o quadro de Malhoa e a Casa da Mariquinhas construída por Alfredo Marceneiro".
"Vamos ter em depósito o quadro de José Malhoa que pertence às colecções municipais, a gravura do Rafael Bordalo Pinheiro que representa os fadistas de 1873, uma litografia também das colecções dos museus municipais, o quadro do Constantino Esteves, 'O marinheiro', de 1913, do Museu do Chiado, e obras do Júlio Pomar. Teremos uma tela do Cândido da Costa Pinto, 'Lisboeta', de 1952, e uma outra tela que até aqui nunca foi exposta, inédita, do Arnaldo Louro de Almeida de 1947", adiantou Sara Pereira.
A encerrar o ciclo que se inicia com o óleo de Malhoa estará patente a tela de João Vieira, datada de 2005, "O mais português dos quadros a óleo" (versos do fado Malhoa criado por Amália) "e que é uma paródia ao quadro de José Malhoa".
Uma renovação que contou com a consultadoria do musicólogo Rui Vieira Nery e a "colaboração atenta" do Conselho do Fado, constituído pelos fadistas Vicente da Câmara e Carlos do Carmo, os músicos Luísa Amaro e António Chaínho, o construtor de guitarras Gilberto Grácio, a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, representada por Julieta Estrela e Luís de Castro, e a Academia da Guitarra Portuguesa e do Fado, representada por Luís Penedo e Daniel Gouveia."
NL.
In Lusa
Câmara corre risco de ficar sem o pátio Dom Fradique

"What happened here?", questionava, ontem de manhã, Celie McAlister. "O que aconteceu aqui?" é como se pode traduzir a pergunta daquela turista norte-americana, ao passar por uma das portas de acesso ao castelo de São Jorge, o monumento mais visitado na capital.
O cenário mais parece fruto de um bombardeamento. E a tradução literal das palavras de Celie só peca por não conseguir transmitir a estupefacção do grupo de turistas e o barulho das "flashadas" das máquinas fotográficas, perante tal degradação e abandono do que resta dos antigos edifícios no pátio Dom Fradique.
Situado entre o emblemático palácio Belmonte - que acolhe aquela que é considerada a melhor unidade hoteleira alfacinha - e as ruas de Maldonados e dos Cegos, há sete anos que o conjunto de casas propriedade da Câmara Municipal de Lisboa serve de abrigo a traficantes, indigentes e jovens que não resistem a grafitar as paredes. Com a agravante de ser via de passagem, não só para os residente da freguesia de Santiago como para os milhares de turistas que ali se cruzam diariamente.
"Há vários anos que tentamos sensibilizar para a necessidade de recuperar ou demolir o que existe. Sentimos que é a face mais vergonhosa da zona histórica. A Câmara diz que não tem dinheiro e, de acordo com as últimas informações que obtive, obras só mesmo em 2011", lamenta Luís Campos, presidente da Junta de Freguesia de Santiago.
Desde 25 de Julho de 2001 que todo o pátio é propriedade do município. Na altura, devido à iminente queda de telhados e paredes, colocando em risco as 30 famílias que ali viviam, a autarquia decidiu expropriar os edifícios aos donos - João José Silva Lico e o palácio Belmonte. Os residentes acabaram por ser realojados, uns perto da freguesia de Santiago, outros em bairros sociais do concelho.
Os projectos da Câmara passavam pela recuperação e reconversão urbanística, mas nada foi feito até agora, à excepção do emparedamento das janelas e portas. Perante o abandono, os anteriores proprietários podem exigir até Outubro de 2008 a devolução dos imóveis.
"Os policias vão passando por ali. Mas à noite não se evita que aconteçam alguns desacatos", admitiu Luís Campos. Encostado ao antigo convento do Menino de Deus e à Fundação Ricardo Espírito Santo, o local tem sido palco constante de pequenos incêndios. "Não se pode fechar o acesso, porque é público. Só que as casas em tabique podem ruir a qualquer momento. Até o arco que existia teve de ser deitado abaixo pelo perigo que representava", acrescentou o autarca.
Ladeando a Cerca Velha da cidade e ligando os bairros de Alfama e do Castelo, o pátio já pouco significado tem, do ponto de vista arquitectónico. Um parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) permite a demolição, desde que acompanhada por arqueólogos.
Uma fonte do Palácio Belmonte garantiu, ao JN, que há vários anos que o hotel não aluga diversos quartos, cujas janelas estão viradas para aquele espaço abandonado.
In Jornal de Noticias

Antigos combatentes travam batalha para recuperar vida perdida nas ruas
in Diario dos Açores
Palácio dos Condes de Coculim
Li esta noticia no blog cidadania LX: 
Telas de pintor holandês roubadas em ruas de Alfama
Inacreditavelmente continuam a acontecer coisas em alfama que não deveriam existir. Mesmo quando se tem a certeza que tal não foi efectiado por pessoas do bairro. Vinte e nove das 87 telas do artista holandês Guus Slauerhoff expostas desde 6 de Junho em ruas da Alfama foram roubadas, estando já a polícia a investigar o caso.
Arie Pos, representante de Slauerhoff, disse à que duas ou três das telas desapareceram antes mesmo da inauguração tendo desaparecido pelo menos 15, talvez mesmo 17 ou 18.
Várias dessas telas, segundo Pos, foram retiradas de varandins, o que só poderia ter sido feito com recurso a escadas e utilizando ferramentas para cortar os fios de nylon ou arame que as afixava.
O representante do artista convencido de que se está em presença de uma operação montada "com todo o cuidado" e com meios por profissionais.
As autoridades policiais foram informadas dos roubos na passada quarta-feira pelo representante do pintor, que lhes entregou 15 fotografias dos quadros roubados.
As telas têm dois formatos - 2,40X1,80 e 2,00X1,80 metros - e são de material plástico transparente com quadros e desenhos do pintor estampados. A exposição, intitulada "Facetas da vida", foi a primeira com estas características realizada pelo pintor.
O "valor de produção" (incluindo a impressão e a tela) é de aproximadamente 200 euros cada, mas, se estivessem à venda numa galeria de arte, cada uma valeria pelo menos 1500 euros, assinalou Pos.
Esta exposição já foi referida neste blog, sendo uma exposição que deveriamos ver, no meio deste bairro de tantas saudades.
Instalação da Fundação Saramago na Casa dos Bicos é bem-vinda pelos comercaintes e moradores

"Alfama podia ser a galinha dos ovos de ouro, pois os turistas querem ver é ruas estreitinhas e roupas penduradas, mas está tudo tão degradado e feio que fogem daqui", disse Josefa Ribeiro, que dirige um loja de artesanato ao lado da Casa dos Bicos.
A mesma opinião é partilhada por outros comerciantes e alguns moradores ouvidos hoje pela Lusa, que consideraram "positiva" a instalação da sede no edifício, classificado em 1910 como monumento nacional.
"Vir para aqui algo que mexa, que dinamize a zona, é sempre bem-vindo, tanto mais que os turistas de manhã à noite fotografam a casa, mas não podem lá entrar, e vindo algo de cultural, sempre entram", disse Mário Sousa Cerqueira, do restaurante Adega do Atum.
Actualmente a servir cerca de 50 refeições diárias, Mário Sousa Cerqueira espera que a vinda da Fundação do Nobel português "traga dinamismo, gente, e que se olhe para a zona com outros olhos".
Segundo Carlos Pinto, que há 27 anos trabalha no restaurante Solar dos Bicos, "a clientela tem vindo sempre a descer", registando este ano um quebra de 50 por cento no número de refeições servidas relativamente há 20 anos.
"Das 250 refeições que servia estamos a servir actualmente cerca de 100", disse.
A insegurança nas ruas, pouca iluminação e o tráfego automóvel são alguns dos factores apontados para afastar os turistas da Rua dos Bacolheiros, apesar de vários atractivos turísticos, nomeadamente as fachadas dos edifícios contíguos à Casa dos Bicos, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Velha, ou a casa onde nasceu João Pinto de Carvalho 'Tinop', o primeiro autor de uma história do fado.
"Daqui [rua dos Bacalhoeiros] até Santa Apolónia podia ser uma zona pedonal de esplanadas e outras lojas, sendo uma porta preferencial de acesso ao mais bonito bairro de Lisboa que é Alfama", opinou Carlos Pinto.
Josefa Ribeiro assinalou, por seu turno, que "os turistas evitam esta zona pois só vêem feio, conhecem a Rua Augusta e depois procuram alguma forma de chegar ao Castelo".
Para esta lojista, a instalação da Fundação "é bem-vinda, tanto mais que, sendo um pólo cultural, irá atrair gente".
A presidente da Fundação, Pilar del Rio, disse hoje à Lusa que os objectivos são "a agitação e dinamização culturais".
Sem confirmar o que será instalado na Casa dos Bicos ou o futuro das actuais instalações alugadas na avenida Almirante Gago Coutinho, a responsável esclareceu pretender-se "uma aproximação emocional dos portugueses à obra de autores como Jorge de Sena, Raul Brandão ou José Rodrigues Miguéis, entre outros".
A Casa dos Bicos foi mandada erigir por Afonso Brás de Albuquerque, um filho legitimado por Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia.
Passou por vários proprietários, entre eles um comerciante de bacalhau, até que a Câmara a adquiriu em 1967 a Daisy Maria da Silva Knight.
Desde então foram vários os projectos previstos para ocupar os dois pisos da Casa, desde uma exposição permanente relacionada com a presença portuguesa no Oriente, a um Museu da Cidade ou um do Fado até uma casa de fados.
Na década de 1960, quando a imprensa especulava sobre o fim da carreira de Amália Rodrigues, a fadista confessou em várias entrevistas que gostaria de explorar na Casa dos Bicos um restaurante típico de fados.
Raul Lino, que orientou as obras de consolidação de 1969 a 1974, chegou a apresentar um projecto para adaptação a uma "Casa de Goa".
Entre 1980 e 1981 os arquitectos José Daniel Santa Rita e Manuel Vicente apresentaram um projecto de reinterpretação da Casa e decidiram incorporar-lhe, com elementos contemporâneos, os dois pisos que o terramoto de 1755 destruiu.
Em 1983 foi o núcleo "Dinastia de Avis" da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, seguindo-se um hiato na sua ocupação até 1987, quando recebe a Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, que ali permaneceu até 2002.
Actualmente, funcionam na Casa os serviços relacionados com a vereação de Cultura.
As escavações arqueológicas realizadas no início da década de 1980 trouxeram à luz do dia parte da muralha moura, tanques romanos e até uma garrafeira da família Albuquerque."

O CONVENTO DO SALVADOR, EM ALFAMA-LISBOA , E AS CASAS NOBRES DOS ESTEVES DE AZAMBUJA, ARCOS E NORONHAS, DE ALENQUER
Com efeito, por volta de 1390, D. João Esteves de Azambuja, que foi bispo do Porto e depois arcebispo de Lisboa, fundou no largo do Salvador, em Alfama, o Convento desse nome, que só mais tarde foi acabado, em 1478, por D. Leonor, mulher de D. João II. Esse Convento situava-se no flanco norte desse largo do Salvador que com uma explêndida acácia dominava uma bela paisagem sobre o bairro de Alfama. Ao lado desse Convento foi construído, no número 22, o Palácio do século XVII que foi dos condes dos Arcos e que depois passou para a Casa de S. Miguel, possuindo brasão num cartel de estilo barroco. Este Palácio terá sido palco dos acordos de ligação entre núcleos e vínculos das Famílias descendentes de D. João Esteves, como foi D. Leão de Noronha (1510-1572) e as Casas dos condes de Arcos e posteriormente a Casa de S. Miguel.
D. Leão de Noronha. que está sepultado no ex-Convento e Igreja de S. Francisco, de Alenquer, com brasão e lápide de grande destaque perto da Casa do Capítulo, foi possuidor do famoso "Prazo de Dom Leão de Alenquer" e era um descendente daquele arcebispo D. João Esteves de Azambuja, há quarta geração.
Muito mais tarde um bisneto de D. Leão de Noronha, de nome D. Tomás de Noronha, casou em 1646 com D. Madalena de Brito e Bourbon, filha do 1º conde dos Arcos, D. Luis de Lima Brito de Noronha. D. Tomás de Noronha que foi conselheiro de Estado do rei D. Afonso VI, tornou-se, pelo casamento, no 3º conde dos Arcos porque o 2º conde, seu cunhado, irmão de sua esposa, faleceu sem deixar descendência. Este D. Tomás de Noronha está também sepultado no ex-convento de S. Francisco de Alenquer; serviu na armada real de Ceuta e foi com o seu irmão D. Francisco um dos 40 conjurados da Revolução de 1640. Teve catorze filhos e faleceu em 1669. Um seu neto com nome idêntico ao seu, D. Tomás de Noronha e Brito, nascido em 1679 casou duas vezes. Casou D. Tomás (neto) na primeira vez, em 1705, com 26 anos, com D. Madalena Bruno de Castro, com 16 anos, filha dos condes de Assumar. Teve quatro filhos e quatro filhas. O segundo casamento deu-se em 1731 com D. Antónia Xavier de Lencastre, esta com 20 anos e ele agora com 52. O curioso é que nesse mesmo ano do seu 2º casamento também casou o seu filho D. Marcos José de Noronha e Brito, do 1º casamento, com uma irmã da D. Antónia Xavier de Lencastre, portanto irmã da segunda mulher do seu pai. A mulher do filho, foi D. Maria Xavier de Lencastre, que passou a ser ao mesmo tempo, nora e cunhada do Sr. D. Tomás de Noronha e Brito. Estas duas senhoras irmãs, eram filhas dos 3ºs. condes de S. Miguel. Assim e por aqui a Casa de S. Miguel ligou-se à Casa dos condes d' Arcos.
D. Marcos José de Noronha e Brito foi o 6º conde d' Arcos; teve dois filhos, que morreram cedo, e mais seis filhas. A herdeira da Casa foi D. Juliana Xavier de Noronha e Brito, nascida em 1732 e casou em 1765 com D. Manuel José de Noronha e Meneses, filho do 4º marquês de Marialva e 6º conde de Cantanhede. Este Senhor, pelo casamento, tornou-se no 7º conde dos Arcos. Esta nobre Casa estava, por volta de 1900, representada na pessoa de D. Maria do Carmo das Dores do Socorro e Neiva da Costa Macedo Giraldes Barba de Noronha e Brito Meneses, 11ª condessa, nascida em 1866. Pelo seu 2º casamento com D. Henrique José de Brito e Meneses de Alarcão, começa, julgamos, a perder-se a varonia dos Arcos passando para a de Alarcão e o 12º conde dos Arcos foi D. José Manuel de Noronha e Brito de Meneses e Alarcão que casou com D. Maria Margarida de Jesus Maria Clara Francisco Xavier de Mendonça, em 1936, proveniente da Família dos condes de Azambuja, duques de Loulé e viscondes de Moçamedes.
O antigo e famoso "Prazo de Dom Leão, em Alenquer", passou a ser representado pelos condes dos Arcos, e pela fonte de recursos a que nos socorremos e que abaixo referenciamos, inferimos que o Senhor D. José Manuel de Noronha e Meneses de Alarcão era à época de 1945, daquele documento, talvez o próprio 12º conde dos Arcos que atrás referimos, ou então um descendente com idêntico nome.
Voltando ao Palácio dos condes dos Arcos, podemos dizer, por aquilo que já lemos, que o mesmo foi quase destruído com o terramoto de 1755. Foi, contudo, reedificado e com as obras que teve no século XIX, a sua traça primitiva ficou bastante alterada. A fachada possuia 8 janelas de sacada no andar nobre, tendo mais 3 pavimentos. O portal tinha as armas dos Arcos, com as quinas de Portugal, no 1º e 4º quarteis do brasão e no 2º e 4º quarteis estavam dois leões rompantes com bordadura de ouro e veios, tudo envolto em bordadura de sete castelos. O pátio do palácio possui arcarias trípticas de volta perfeita.
Do largo do Salvador, saem duas importantes ruas: a da Regueira, talvez uma das mais características de Alfama e a outra a rua Guilherme Braga que vai chegar ao largo de Santo Estevão onde se situa a afamada Igreja de Santo Estevão que serviu já de tema a fados castiços de Lisboa.
E aqui bem perto de nós, não em Lisboa mas em Sobral de Monte Agraço, existiu também uma igreja primitiva que tinha como orago S.Salvador, mas hoje só resta uma porta gótica do século XIV integrada na reconstruída capela do cemitério público. É um espaço que há tempos idos fomos visitar, quando nos dirigiamos para a Igreja manuelina de S.Quintino. A Igreja de S. Salvador, do Sobral de Monte Agraço, era românica-gótica com belos capiteis em suas colunas grossas adossadas às paredes em igreja de nave única. Julgamos que os capiteis estavam esculpidos com motivos de flora e fauna da região (cães, leitões ou cordeiros). "
Fontes: - "O Prazo de Dom Leão, em Alenquer", documento de D. José Manuel
de Noronha e Menezes de Alarcão (conde dos Arcos) - Boletim
da Província da Estremadura, série II, nº IX-1945.
- "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira"
- "Roteiro de Portugal - Lisboa"
Por Carlos Nogueira(lic. em economia, pelo ISEG)
Paulo Portas do passado e o actual a defender os pobres de alfama
O Ex-ministro da defesa, que, enquanto tal, só se preocupava em comprar, submarinos, carros de combate e a tirar 64 mil cópias de documentos secretos do Ministério da defesa para os ter em casa, veio a Alfama exigir medidas urgentes para “melhorar as condições de vida” dos idosos mais desfavorecidos, destacando que os reformados estão a ser os mais prejudicados com a crise.
Infelizmente não que podemos ligar, basta ver o vídeo e ver que o que ele diz não é para se escrever.
Tenho pena que este tipo de visitas ainda tenha a participação de alguém.
Acerca de mim
- Helder Gomes da Silva
- Lisboa, Alfama, Portugal