De João Villaret
Alfama
Madrugada de Alfama de Amália Rodrigues - (1961)
Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada,
mas ela, de tão estouvada
nem sabe como se chama.
Mora numa água-furtada
que é a mais alta de Alfama
e que o sol primeiro inflama
quando acorda à madrugada.
Mora numa água-furtada
que é a mais alta de Alfama.
Nem mesmo na Madragoa
ninguém compete com ela,
que do alto da janela
tão cedo beija Lisboa.
E a sua colcha amarela
faz inveja à Madragoa:
Madragoa não perdoa
que madruguem mais do que ela.
E a sua colcha amarela
faz inveja à Madragoa.
Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada;
são mastros de luz doirada
os ferros da sua cama.
E a sua colcha amarela
a brilhar sobre Lisboa,
é como a estatua de proa
que anuncia a caravela,
a sua colcha amarela
a brilhar sobre Lisboa.
David Mourão-Ferreira
Mundo Mix e Ass. Património e População de Alfama
Recuperação do Palácio de Coculim

Riquezas descobertas no Largo Chafariz de Dentro
Dou as boas-vindas a este novo habitante do nosso bairro.
União Soviética das almas na Páscoa Ortodoxa

Em Alfama, na igreja russa mais ocidental da Euroásia, a celebração da Páscoa ortodoxa recriou, na noite de sábado para domingo, uma espécie de união soviética das almas.
Itenerários da Fé

Para além dos percursos da Baixa e do Chiado, iguais ao ano passado, foram criados dois novos itinerários - Graça/Alfama e Castelo/Alfama. A segunda edição desta iniciativa decorre todos os Sábados, às 10h00, até Julho deste ano, mediante marcação prévia.
Depois do sucesso dos Ciclos de Música Sacra que têm levado milhares de pessoas às Igrejas da Capital, a herança da espiritualidade do povo de Lisboa pode ser revisitada, até ao Verão, no coração da cidade, em mais uma iniciativa organizada pelas Paróquias da Baixa e do Chiado: "Itinerários da Fé", percursos pedestres na zona nobre da capital em torno da dimensão histórica, arquitectónica, e monumental da Fé Cristã.
No primeiro Sábado de cada mês, decorre o Circuito da Baixa, com início na Sé, às 10h00; no segundo Sábado de cada mês percorrem-se as Igrejas do Castelo/Alfama, com início na Igreja de Santa Cruz do Castelo; o terceiro Sábado do mês está reservado para o itinerário do Chiado (que começa à mesma hora na Igreja de São Roque), ficando o último Sábado destinado às Igrejas da Graça/Alfama, com ponto de encontro marcado junto ao miradouro, na Igreja da Graça.
As visitas, organizadas para grupos entre 15 e 25 pessoas, requerem inscrição prévia, junto dos serviços da Igreja de S. Nicolau. Apenas as Igrejas serão visitadas, sendo que os museus não estão incluídos nesta iniciativa. É também possível marcar percursos em outras datas para além das previstas, com o objectivo de facilitar a deslocação de grupos privados, associações e escolas. Estes percursos especiais ficam, no entanto, sujeitos à disponibilidade das paróquias e dos guias.
Marcação: 21 887 9549 (sexta-feira das 15h às 18h)
e-mail: itinerariosdafe@paroquiasaonicolau.pt
Preço: 3€ por pessoa.
Igreja de São Nicolau
Rua da Vitória 1100-618 Lisboa
Fax: 21 886 5766
Carnaval em Alfama
Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos - Correcção

Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos II

A riqueza do largo posta à descoberta

A muralha, construída entre 1373 e 1375, é desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega. Durante esses quase quatro séculos, os habitantes de Alfama foram deixando inúmeros vestígios que agora são recuperados e estudados pelos arqueólogos.
Nas várias camadas de terra analisadas, existiam restos de comida e objectos que permitem fazer um retrato mais rigoroso da Lisboa de então, em particular da segunda metade do século XVI, quando a cidade era capital de um império à escala mundial. Esses achados remetem para o quotidiano, especialmente os hábitos alimentares e as práticas e usos do dia-a-dia.
Lado a lado estão marcas de uma Alfama de pescadores e de marítimos, mas também de uma Alfama nobre. Exemplo disso é o grande número de porcelanas Ming da China, as faianças italianas ou mesmo um dente de marfim.
Não é comum encontrar este tipo de objectos nas escavações arqueológicas em Lisboa. Aliás, o Largo do Chafariz de Dentro é especialmente rico em descobertas. De acordo com os responsáveis do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade, em dois anos e meio foi encontrado mais material neste largo do que em todas as outras obras feitas em Alfama.
O trabalho dos arqueólogos não termina aqui. Segue-se a fase morosa do tratamento dos materiais, que deverá dar lugar a posteriores estudos científicos e trabalhos de divulgação junto da população em geral. Dada a qualidade de alguns objectos prevê-se que integrarão a exposição permanente do Museu da Cidade."
Filmagens em Alfama
Sem querer discutir a qualidade da telenovela em questão (”Deixa-me Amar”), há questões que me parecem pertinentes:
- A população nunca ser avisada de quando vão fazer as filmagens.- A utilização de dezenas de lugares de estacionamento num local onde já de origem são insuficientes (associado ao facto de nunca se saber as datas em que essa “ocupação tem lugar), com a reserva dos locais pela Policia Municipal no dia anterior impossibilitando as pessoas de estacionar no interior de Alfama (onde tem um lugar que é pago [embora o valor seja pouco significativo]) e levando-as a ter que estacionar longe de suas casas em locais com parquimetro.- A ocupação de ruas durante o dia inteiro, impossibilitando a passagem de pessoas.
Todo o incómodo causado por estas filmagens poderia ser diminuido com simples avisos à população com a data e hora das filmagens, e com o fornecimento de locais alternativos de estacionamento para os residentes.
Existem, no entanto, no bairro bons exemplos:

Mas a diferença não se mostrou só ai, a produção da RTP utilizou os serviços do Grupo Sportivo Adicence para servir refeições, em vez de encher um pouco mais Alfama com carrinhas de catering que nada trazem ao bairro."
Palacio dos Condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos


Passou para a posse de D. Francisco Nuno Álvares Botelho, 1º Conde de S. Miguel, titulo criado pelo Rei D. Filipe III, de Portugal, IV de Espanha em 1633.


Incendio em Alfama
Houve um incêndio em Alfama, no dia 15 de Janeiro de 2008 onde doze pessoas tiveram de ser realojadas. Do incêndio que deflagrou no número 22 do Beco das Cruzes, 11 viviam no prédio atingido pelas chamas e o 12º habitava num edifício da Rua Castelo Picão, cuja cobertura foi também afectada pelo fogo. Do incidente resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma queimadura num ombro. O incêndio começou pouco antes das 11 horas, no terceiro andar do número 22, tendo sido dado como extinto minutos antes das 12.30 horas. O piso ardeu por completo e as chamas acabaram também por atingir a cobertura do edifício, que foi consumida. O regresso dos moradores ao prédio teve de ser vedado, uma vez que a chaminé ficou em risco de colapso interno.Até quando a relevância turística de Lisboa? É tão fácil!


Deixo aqui alguns desenhos para aqueles que não entendem poderem verificar como poderia ser tão fácil, um espaço urbano aprasível, simples, sem exercícios de estilo, ou assinatura de arquitectos famosos. Espaços onde seria bom passar as tardes até para os turistas!.

Palácio dos Condes de Coculim


Marcha de Alfama 2007
Tetra campeões. Quando quer este bairro consegue mostrar que é o melhor. Só precisa de trabalhar e de acreditar em si próprio
Utentes da Carris contra redução de carreiras
Ana Fonseca in Jornal de Noticias
E se os utentes tiverem dificuldades de locomoção (pois a distancia desde as estações do metro e da Carris, em Alfama, distam cerca de 6oo metros), ou Clautrofobia?
Não pode um meio de transporte substituir outro. Qualquer dia iamos ver a Carris a tirar estações e linhas quando descobrisse que os habitantes da zona tinham todos viatura automóvel.
Transportes Públicos

Notícias contraditórias

A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar quase 95 milhões de euros em reabilitação urbana em várias zonas e bairros da capital até 2011, dos quais 19,6 milhões de euros só em 2008.
De acordo com o plano plurianual de investimentos da autarquia apresentado terça-feira pelo presidente da autarquia, António Costa, os bairros de Alfama e do Castelo vão ser os mais beneficiados, com um montante global de 26,5 milhões de euros, dos quais 5,3 milhões de euros a aplicar já no próximo ano. "
"CML acumula uma dívida a fornecedores de 832 M€
A Câmara Municipal de Lisboa acumula uma dívida a fornecedores de 832 milhões de euros, uma situação de «ruptura financeira», de acordo com o relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano.
Segundo o relatório de execução financeira do primeiro trimestre de 2007, citado hoje pelo Rádio Clube Português, existe um «desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira» na autarquia lisboeta.
A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros. "
A Assembleia Municipal de Lisboa repetiu hoje a votação da proposta de empréstimo de 400 milhões de euros, que desta vez foi aprovada por maioria absoluta, com o PSD votar favoravelmente.
Na votação realizada na semana passada, a proposta passou com os votos favoráveis do PS, PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda e as abstenções do PSD e CDS.
Desta vez, a proposta, que se mantém nos mesmo termos aprovados a semana passada, teve os votos favoráveis do PSD, PS, Bloco de Esquerda, Os Verdes, PCP e a abstenção do CDS-PP.”
Vê-se noticias como estas, parcialmente transcritas, e ficamos a pensar que existe algo que não está correcto.
Como pode a C. M. Lisboa investir 94,9 Milhões de Euros se o empréstimo que a Caixa Geral de Depósitos vai conceder (mais nenhum banco quis emprestar), caso seja aprovado pelo Tribunal de Contas, no valor de 400 Milhões, não chega para pagar aos credores?
Esperemos que a Administração do Porto de Lisboa não siga este exemplo.
Marcha de Alfama no Brasil

Salvador - Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, a Bahia sediará diversas atividades culturais. Governo do Estado e Prefeitura Municipal, juntamente com a Câmara Portuguesa e o Consulado Geral de Portugal em Salvador, organizadores do evento, prepararam uma extensa programação, visando difundir e aproximar os valores culturais entre Salvador e Lisboa. Entre os dias 1º e 9 de dezembro chegará à capital baiana uma comitiva composta por autoridades portuguesas e aproximadamente 80 membros da Marcha Popular de Alfama, vencedora das Marchas Populares de Lisboa deste ano. Na oportunidade, os visitantes participarão das festas locais de Santa Bárbara, dia 4 de dezembro, e Nossa Senhora da Conceição da Praia, dia 8, que abrem o calendário de Festas de Largo da cidade. No programa estratégico da comemoração dos 200 anos estão previstos a exposição das Máscaras Portuguesas, no Gabinete Português de Leitura, a exibição do documentário musical Fados, de Carlos Saura, na Sala Walter da Silveira e Câmara Municipal de Salvador, e o desfile da Marcha Alfama pelo Centro de Salvador, juntamente com o afoxé Filhos de Gandhy, o Cortejo Afro e a Fanfarra Integração da Bahia. A comitiva também visitará organizações culturais da cidade, como Instituto Oyá, no bairro de Pirajá, onde fará oficinas de Capoeira, dança Afro e Percussão. O secretário de Relações Internacionais, Leonel Leal, destaca “que esse evento, além de permitir o intercâmbio cultural entre Salvador e Lisboa, contribuirá para uma aproximação política com o país europeu, fortalecendo laços culturais, diplomáticos e políticos entre as cidades-irmãs”. A coordenadora de Cooperação Bilateral e Rede de Cidades da Secri, Helena Santana, reforça “que a oportunidade permitirá a celebração do título de Capital Lusófona da Cultura conferido a Salvador pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa - UCCLA”.
Limpeza da Cidade de Lisboa
No entanto, e no que concerne a Alfama, basta andar pelo bairro para preceber que não basta uma limpeza das pedras da calçada para dar mais condições ao bairro. Não digo que a limpeza não seja bem vinda. Mas só não chega.
Num bairro onde há mais de 20 anos se criou uma associação de protecção da população e património do bairro (APPA – Associação da População e Património de Alfama) com o lema Reabilitação ou Morte. Onde ao longo das inúmeras eleições é prometida a conclusão da mesma para o bairro. Onde foi criado um gabinete técnico de Alfama que hoje, para variar, já tem o nome de Unidade de Projectos de Alfama e sem qualquer poderes sobre as obras do bairro. Onde as obras do bairro obrigam a emigrar os habitantes do bairro para vários quilómetros de distância e durante décadas. Onde o aluguer das casas onde a C. M. Lisboa alojou estas pessoas obriga a um dispêndio de recursos de uma câmara financeiramente falida. Pois as rendas pagas pelas novas casas não se comparam às rendas originais, sendo a C.M. Lisboa a pagar a diferença. Tais situações não serão disfarçadas pela limpeza das ruas. O que interessa para um habitante ver a calçada limpa se não existem caixotes do lixo para colocar o mesmo? Para quê a limpeza das ruas se não pode utilizar uma assoalhada da sua pequena casa com medo de ir parar ao vizinho de baixo? Para quê isto se muitos prédios necessitam de obras e nada é feito?
Penso que falta prioridades reais à C.M. Lisboa. Não se pode "tapar o sol com a peneira" e não serão as pessoas que vem visitar as ruas ao fim de semana ou comprar na Baixa-Chiado ou em Alfama que vão votar nas próximas eleições. São os habitantes e é nestes que as prioridades devem ser colocadas. Desde logo, com a limpeza financeira da C. M. Lisboa e com a descentralização de poderes, para os órgãos que já existem, como a Unidade de Projectos de Alfama que estando situada no bairro e tendo conhecimento dos problemas do mesmo é mais capaz de resolver os problemas deste do que qualquer vereador que visitou Alfama durante a campanha eleitoral.
Obras em Alfama
Até ao momento foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego). Segunda-feira a Edifer retoma uma das maiores e mais antigas obras de Alfama, na Rua de S. Pedro, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade - as peixeiras mudaram-se - devido aos tapumes. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a câmara já regularizou os pagamentos à construtora Soares da Costa e os trabalhadores regressam em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.
Uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa de 1,5 milhões de euros levou à falência da construtora Pavia e à consequente impossibilidade de reiniciar cinco empreitadas: a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos) e da Alameda da Linha de Torres (Lumiar), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).
Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco. Por fim, na Mouraria, a obra de conservação de vários edifícios continuará parada."
Arqueologia ou reabilitação – alternativa ou duas faces da mesma moeda?
Alfama é um bairro histórico, com casas muito antigas, com falta de espaço, luz natural, já para não falar de estacionamento, elevador, vidros duplos, etc.
No entanto, existe desde á mais de 15 anos uma reabilitação no bairro que, teoricamente vem manter a fisionomia do bairro e impedir o despovoamento e quedas dos prédios.
Mas, quando se faz obras em prédios, descobre-se historia por debaixo dos mesmo prédio.
Exemplo disso é o prédio na Rua Norberto Araújo, nº 29 que está para reabilitação há mais de uma dezena de anos. Ao tentarem reabilitar foi descoberto por detrás do prédio, parte da muralha antiga, ou moura, e uma torre posterior que ainda não se sabe de que data. Tal situação deve-se ao facto de que não é possível saber a data em que as pedras da torre foram feitas. Assim, só com especulação podemos alcançar a verdade.
No entanto, sendo uma torre moura em fase tardia, ou uma torre posterior à tomada da cidade pelos cristãos, não deixa de ser uma descoberta importante que deve ser mostrada ao publico. Mas cria uma situação que deve ser ressalvada. As pessoas que viviam no prédio querem voltar para o mesmo. E a isso têm direito. Como resolver esta situação.
Não deve a C. M. Lisboa proteger o património do país e ao mesmo tempo proteger a propriedade privada e dar os direitos a quem deles é merecedor?
Tais situações acrescidos ao facto de que a falta de dinheiro impede a que se chegue a uma solução rápida e justa, vem criar questões que não são de fácil resposta.
Por mim considero que dentro do possível deve-se preservar o património, com a ressalva que não pode o bairro transformar-se num museu. Mas num bairro habitacional onde vida e património sejam duas faces da mesma moeda chamada Alfama.
Se pretenderem saber as dificuldade da arqueologia no bairro de Alfama sigam este link.
Acerca de mim
- Helder Gomes da Silva
- Lisboa, Alfama, Portugal






