Alfama

Alfama

Fado Falado

De João Villaret

Madrugada de Alfama de Amália Rodrigues - (1961)

Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada,
mas ela, de tão estouvada
nem sabe como se chama.

Mora numa água-furtada
que é a mais alta de Alfama
e que o sol primeiro inflama
quando acorda à madrugada.
Mora numa água-furtada
que é a mais alta de Alfama.

Nem mesmo na Madragoa
ninguém compete com ela,
que do alto da janela
tão cedo beija Lisboa.

E a sua colcha amarela
faz inveja à Madragoa:
Madragoa não perdoa
que madruguem mais do que ela.
E a sua colcha amarela
faz inveja à Madragoa.

Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada;
são mastros de luz doirada
os ferros da sua cama.

E a sua colcha amarela
a brilhar sobre Lisboa,
é como a estatua de proa
que anuncia a caravela,
a sua colcha amarela
a brilhar sobre Lisboa.

David Mourão-Ferreira

Alfama por Amália Rodrigues

Com letra de José Carlos Ary dos Santos

Tudo isto é Alfama!

Tudo isto é Alfama mas não só!

Mundo Mix e Ass. Património e População de Alfama







Realiza-se, desde sexta feira dia 9 de Maio de 2008 até dia 11 do mesmo mês, o Mundo Mix no Castelo de São Jorge. A Associação do Património e População de Alfama está presente na sua tenda e pretende mostrar a Maratona Fotográfica do ano Passado e apresentar a Maratona de Fotografia Digital de Alfama de 2008.


Esta ir-se-à realizar no dia 28 de Junho de 2008.


Está subordinada ao tema "Alfama ponto de Encontro".



Um tema muito apropriado para um bairro onde podemos ver vário e inúmeros tipos de arquitectura, costumes e pessoas. Onde todos vivem em conjunto e num único bairro, na verdadeira acessão da palavra.

Recuperação do Palácio de Coculim


Foi reprovada pela Câmara Municipal de Lisboa o projecto de "recuperação" do Palácio dos Condes de Coculim, que já foi referido neste blog.
Chamar recuperação a este tipo de intervenção só pode ser considerada brincadeira. Não considero recuperação, manter as fachadas e acrescentar um outro edifício, completamente diferente e moderno que parece que brotou feito vulcão das entranhas do antigo.
O Arquitecto que o desenhou não dá valor ao edifício antigo, nem ao novo.
Mas talvez seja apenas a força do poder do dinheiro dos proprietário a querer a todo o custo um Hotel de 5 estrelas rentável, com o maior numero de quartos.
Mas a questão de se fazer um edifício com mais pisos que o já existente coloca outra questão. Não terão os edifícios situados nas traseiras deste um direito, chamado de direito a vistas. Não terão os habitantes dos edifícios nas traseiras direito a que seja mantida a vista sobre o rio que sempre tiveram. Pois se assim não for poderá ser no futuro edificado um prédio frente ao Rio que tape toda a vista do Palácio dos Condes de Coculim. Talvez ai os proprietário do referido Hotel a ser contruído no palácio não achem justo ou legal.
No entanto e por enquanto foi chumbado o presente projecto. Graças também à luta de Bernardo Ferreira de Carvalho, Diogo Moura, Carlos Leite de Sousa, João Chambers, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Nuno Caiado, Paulo Ferrero e Virgílio Marques que escreveram esta carta à CML.
"Exmo. Sr. Presidente da Câmara,
Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo,
Foi agendado por V.Exas, para aprovação em reunião de CML da próxima 4ªF o projecto 33/URB2006, que diz respeito ao loteamento/emparcelamento/demolição/ ampliação e construção do denominado 'Hotel do Cais de Santarém', no antigo Palácio dos Condes de Coculim, abrangendo 5 edifícios localizados, entre outras, na Rua do Cais de Santarém, Nº 40-66, Rua do Arco de Jesus, Nº 2-10 e Rua de São João da Praça, Nº 23-29 e 59-63. Nada temos a opor quanto à ideia de transformar aquele imenso quarteirão em hotel de 5*****, que poderá ser uma mais valia em termos de revitalização da zona e reabilitação do edificado, apenas consideramos que o projecto em causa é, do ponto de vista urbanístico, uma aberração em termos de volumetria (quadruplica a volumetria quando, em termos de PDM, só se permite naquela zona uma duplicação dos índices) e estética (quebrando-se, de forma radical, o equilíbrio estético e urbanístico daquela zona histórica de Lisboa, onde, por sinal, a CML afirma ter preocupações renovadas, vide SRU-Baixa-Chiado etc. ).
Assim, ao que conhecemos, o projecto em causa consiste em construir uma estrutura moderna, tipo 'bunker', com 4 pisos, em cima dos antigos armazéns e do que resta do palácio dos Condes de Coculim, alterando profundamente as vistas de quem está por detrás, ou seja, desde São João da Praça, Sé, etc., mas também desde a Rua do Cais de Santarém e do rio. Visualmente, é um mono. Também nas traseiras, na Rua de São João da Praça, se procede à alteração completa da esquina da rua, junto à igreja de S.João da Praça, zona calma, de baixa volumetria e também fazendo parte do conjunto Sé-Alfama, destruindo mais uma vez o equilíbrio urbanístico local, sendo que não será de somenos o impacte a nível do tráfego automóvel referente ao futuro abastecimento do hotel. Por isso, apelamos a V. Exas. que recusem este projecto tal como está, devolvendo-o ao promotor a fim de o redimensionar, salvaguardando o equilíbrio urbanístico daquela zona sensível de Lisboa, e as características estéticas da mesma, e respeitando, obviamente o PDM em vigor.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Riquezas descobertas no Largo Chafariz de Dentro

Descobri mais um Blog de um novo habitante de Alfama e desde logo já adora o bairro para onde foi.
Desse bloge trago este texto.
"A riqueza do largo posta à descobertaJá se sabia que existia um troço da Cerca Fernandina no Largo do Chafariz de Dentro, mas nunca se imaginou que estavam ali enterrados objectos da importância dos que foram recentemente encontrados pelos arqueólogos do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade com o apoio da Unidade de Projecto de Alfama. A muralha, construída entre 1373 e 1375, é desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega. Durante esses quase quatro séculos, os habitantes de Alfama foram deixando inúmeros vestígios que agora são recuperados e estudados pelos arqueólogos. Nas várias camadas de terra analisadas, existiam restos de comida e objectos que permitem fazer um retrato mais rigoroso da Lisboa de então, em particular da segunda metade do século XVI, quando a cidade era capital de um império à escala mundial. Esses achados remetem para o quotidiano, especialmente os hábitos alimentares e as práticas e usos do dia-a-dia. Lado a lado estão marcas de uma Alfama de pescadores e de marítimos, mas também de uma Alfama nobre. Exemplo disso é o grande número de porcelanas Ming da China, as faianças italianas ou mesmo um dente de marfim.Não é comum encontrar este tipo de objectos nas escavações arqueológicas em Lisboa. Aliás, o Largo do Chafariz de Dentro é especialmente rico em descobertas. De acordo com os responsáveis do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade, em dois anos e meio foi encontrado mais material neste largo do que em todas as outras obras feitas em Alfama. O trabalho dos arqueólogos não termina aqui. Segue-se a fase morosa do tratamento dos materiais, que deverá dar lugar a posteriores estudos científicos e trabalhos de divulgação junto da população em geral. Dada a qualidade de alguns objectos prevê-se que integrarão a exposição permanente do Museu da Cidade."

Dou as boas-vindas a este novo habitante do nosso bairro.

União Soviética das almas na Páscoa Ortodoxa


Li no Diário de Noticias a celebração por centenas de estrangeiros e portugueses da Páscoa Ortodoxa em Alfama. Alfama e Portugal sempre teve uma história onde os povos e as culturas se unem e se juntam. Sempre teve uma cultura de mixenização e união entre os povos. De tolerância e compreensão de culturas. Apesar de a arquitectura de Alfama ser fechada e virada para dentro sempre houve no bairro o espírito oposto.Fico contente quando isso ainda acontece neste mundo e país tão intolerante.

De lembrar que dentro de pouco tempo vai-se realizar a II Maratona Fotográfica de Alfama sobodinado ao tema "Alfama ponto de encontro".


Esta é a noticia:

"Mais de 500 ortodoxos de vários países celebraram até de madrugada
Em Alfama, na igreja russa mais ocidental da Euroásia, a celebração da Páscoa ortodoxa recriou, na noite de sábado para domingo, uma espécie de união soviética das almas.

Umas cinco centenas de russos, mas também moldavos, ucranianos, sérvios e imigrantes de outros países do ex-bloco de Leste, juntaram-se em harmonia na Rua do Jardim do Tabaco, em Lisboa, para comemorar a ressurreição de Cristo, partilhando provavelmente a celebração pascoal mais quente do continente europeu.

Até perto das 5 horas da madrugada.O termómetro marcava 23 graus pouco antes das 23 horas quando, no interior da singela igreja do Patriarcado de Moscovo, a azáfama dos últimos preparativos convivia com a placidez das senhoras sentadas com lenços coloridos enrolados à cabeça, um traje obrigatório para as mulheres. Os fiéis, em constante corropío, transportando cestas de comida, tinham de tomar cuidado para não tropeçar num berbequim e num martelo, enquanto ainda havia quem, empoleirado num escadote, vestisse de papel de prata duas vigas de ferro à entrada da igreja.

Lá fora, junto à porta, o sacerdote Arsérnio absolvia, com grande informalidade, os pecados de alguns fiéis. Este ano o sacerdote teve menos trabalho. No ano passado foram quase cinco mil as pessoas que ali acorreram para a celebração. A comunidade de imigrantes cristãos ortodoxos em Portugal está a encolher, apertada pelo desemprego e pela deprimida economia que teima em não crescer tanto quanto devia.Nada que perturbe demasiado Dumitru, um moldavo de 44 anos, que trabalha na empresa de enchidos Sicasal, e está em Portugal há seis anos. "Muitos moldavos estão a sair para outros países, como Inglaterra e Irlanda, mas aqui está-se bem, tudo normal", diz num sorriso optimista. A confiança é pelo menos suficiente para ter mandado vir a mulher, Parascovia, que cá está há seis meses. De lenço à cabeça, Parascovia segura algumas velas na mão - que acenderá mais tarde quando sair a procissão para dar a volta ao quarteirão - , e faz questão de falar, num português muito incipiente, das tradições que unem todos os que ali estão. Como a do jejum de seis semanas, de carne e leite, que antecede a Páscoa e a dos ovos cozidos pintados, que são levados para serem benzidos e que deverão dar sorte durante um ano. Parascovia ainda não se conforma, contudo, com a decisão tomada em 1582 pela Igreja Romana de adoptar o calendário Gregoriano, elaborado pelo Papa Gregório XIII, que ditou a celebração da Páscoa numa data diferente.

"Era mais bonito ser tudo no mesmo dia", disse.Enquanto a missa decorria, com a maior parte da assistência sem lugar dentro da igreja, as irmãs moldavas Natalia, 22 anos, e Cristina Navin, de 15, aguardavam cá fora. A família Navin representa mais um exemplo de que, se é verdade que muitos imigrantes estão a sair, muitos continuam ainda a chegar a Portugal. Num Português irrepreensível, aprendido há apenas quatro anos, dizem que agora Portugal é a sua pátria, pois vários membros da família, num total de 29, já estão todos cá.Para desespero da PSP - com a missão de interromper o trânsito - a procissão só saiu pelas ruas Alfama já perto da meia-noite, feita de velas acesas e de um longo e sereno cântico, que nem o latir de um cachorro pouco ortoxo foi capaz de perturbar. A celebração continuou com a bênção das cestas de comida e um concerto pascal das crianças da Comunidade de Todos os Santos. Estava mais do que aberto o apetite para o banquete, às 04.00 da manhã."

Itenerários da Fé


Desde o mês de Janeiro que se realiza mais uma edição dos "Itinerários da Fé", percursos pedestres que oferecem uma oportunidade única para descobrir a história desconhecida de algumas das mais emblemáticas Igrejas da capital.

Para além dos percursos da Baixa e do Chiado, iguais ao ano passado, foram criados dois novos itinerários - Graça/Alfama e Castelo/Alfama. A segunda edição desta iniciativa decorre todos os Sábados, às 10h00, até Julho deste ano, mediante marcação prévia.

Depois do sucesso dos Ciclos de Música Sacra que têm levado milhares de pessoas às Igrejas da Capital, a herança da espiritualidade do povo de Lisboa pode ser revisitada, até ao Verão, no coração da cidade, em mais uma iniciativa organizada pelas Paróquias da Baixa e do Chiado: "Itinerários da Fé", percursos pedestres na zona nobre da capital em torno da dimensão histórica, arquitectónica, e monumental da Fé Cristã.

No primeiro Sábado de cada mês, decorre o Circuito da Baixa, com início na Sé, às 10h00; no segundo Sábado de cada mês percorrem-se as Igrejas do Castelo/Alfama, com início na Igreja de Santa Cruz do Castelo; o terceiro Sábado do mês está reservado para o itinerário do Chiado (que começa à mesma hora na Igreja de São Roque), ficando o último Sábado destinado às Igrejas da Graça/Alfama, com ponto de encontro marcado junto ao miradouro, na Igreja da Graça.

As visitas, organizadas para grupos entre 15 e 25 pessoas, requerem inscrição prévia, junto dos serviços da Igreja de S. Nicolau. Apenas as Igrejas serão visitadas, sendo que os museus não estão incluídos nesta iniciativa. É também possível marcar percursos em outras datas para além das previstas, com o objectivo de facilitar a deslocação de grupos privados, associações e escolas. Estes percursos especiais ficam, no entanto, sujeitos à disponibilidade das paróquias e dos guias.

Marcação: 21 887 9549 (sexta-feira das 15h às 18h)
e-mail: itinerariosdafe@paroquiasaonicolau.pt
Preço: 3€ por pessoa.
Igreja de São Nicolau
Rua da Vitória 1100-618 Lisboa
Fax: 21 886 5766

Carnaval em Alfama


A população de Alfama juntou-se aos festejos de Carnaval da Cidade de Lisboa.

Pelo menos por um dia, apesar de o Carnaval serem três, conseguiu colocar os problemas para traz das costas.

Vejam as fotografias.

Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos - Correcção


Recebi um comentário onde fui informado que não foi por esquecimento que o brasão dos condes dos Arcos está tapado, mas é um acto de luto, pela morte do filho dos proprietários, em 2007.

Pelo erro, peço imensa desculpa.

Pela perda de um filho, dou as mais sinceras condolências.

Alguém, como eu, que defende a história do bairro, só pode defender esta velha tradição de luto pelos falecidos.

Obrigado Sra. Lanka Horstink, por me corrigir.

Em qualquer erro futuro não hesite em me mandar um comentário.

Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos II

Passei no outro dia no Largo do Salvador, porque um leitor, deste blog, me disse que o brasão dos proprietários está tapado à mais de um ano.

De repente veio-me à memória uma imagem semelhante. Quando lá passei vi esta imagem.

Mas, se o prédio (parece) estar restaurado, qual a razão deste pano. Esquecimento? Ainda não foi restaurado o brasão? Se tal for verdade como o vão restaurar sem andaimes?

Pelo que me consegui aperceber é puro lusitano esquecimento.

Assim, se possível seria bom que retirassem este pano sobre um brasão que demonstra uma parte da história do bairro.

A história está no bairro e nem precisamos de desenterrá-la, basta destapá-la.

A riqueza do largo posta à descoberta

Está no site da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, esta noticia, que achei que devia colocá-la aqui.

É um site interessante que ensina muito sobre o bairro. É pena não ser algo que todas as juntas do Bairro tenham como objectivo:


"Já se sabia que existia um troço da Cerca Fernandina no Largo do Chafariz de Dentro, mas nunca se imaginou que estavam ali enterrados objectos da importância dos que foram recentemente encontrados pelos arqueólogos do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade com o apoio da Unidade de Projecto de Alfama.
A muralha, construída entre 1373 e 1375, é desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega. Durante esses quase quatro séculos, os habitantes de Alfama foram deixando inúmeros vestígios que agora são recuperados e estudados pelos arqueólogos.
Nas várias camadas de terra analisadas, existiam restos de comida e objectos que permitem fazer um retrato mais rigoroso da Lisboa de então, em particular da segunda metade do século XVI, quando a cidade era capital de um império à escala mundial. Esses achados remetem para o quotidiano, especialmente os hábitos alimentares e as práticas e usos do dia-a-dia.
Lado a lado estão marcas de uma Alfama de pescadores e de marítimos, mas também de uma Alfama nobre. Exemplo disso é o grande número de porcelanas Ming da China, as faianças italianas ou mesmo um dente de marfim.
Não é comum encontrar este tipo de objectos nas escavações arqueológicas em Lisboa. Aliás, o Largo do Chafariz de Dentro é especialmente rico em descobertas. De acordo com os responsáveis do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade, em dois anos e meio foi encontrado mais material neste largo do que em todas as outras obras feitas em Alfama.
O trabalho dos arqueólogos não termina aqui. Segue-se a fase morosa do tratamento dos materiais, que deverá dar lugar a posteriores estudos científicos e trabalhos de divulgação junto da população em geral. Dada a qualidade de alguns objectos prevê-se que integrarão a exposição permanente do Museu da Cidade."

Filmagens em Alfama

Vi, neste Blog (Alfama) esta noticia.

"Alfama, com as suas caracteristicas únicas, é sempre um palco muito utilizado para séries, filmes e documentários, mas nos últimos meses um fenómeno diferente invadiu Alfama: as telenovelas da TVI. Invadem as pequenas e apertadas ruas de Alfama de carrinhas, equipamento televisivo e actores.
Sem querer discutir a qualidade da telenovela em questão (”Deixa-me Amar”), há questões que me parecem pertinentes:
- A população nunca ser avisada de quando vão fazer as filmagens.- A utilização de dezenas de lugares de estacionamento num local onde já de origem são insuficientes (associado ao facto de nunca se saber as datas em que essa “ocupação tem lugar), com a reserva dos locais pela Policia Municipal no dia anterior impossibilitando as pessoas de estacionar no interior de Alfama (onde tem um lugar que é pago [embora o valor seja pouco significativo]) e levando-as a ter que estacionar longe de suas casas em locais com parquimetro.- A ocupação de ruas durante o dia inteiro, impossibilitando a passagem de pessoas.
Todo o incómodo causado por estas filmagens poderia ser diminuido com simples avisos à população com a data e hora das filmagens, e com o fornecimento de locais alternativos de estacionamento para os residentes.
Existem, no entanto, no bairro bons exemplos:

A RTP recentemente filmou em Alfama, e colocou avisos à população em todos os automoveis e prédios, mostrando assim como é possivel filmar em Alfama e respeitar a população.
Mas a diferença não se mostrou só ai, a produção da RTP utilizou os serviços do Grupo Sportivo Adicence para servir refeições, em vez de encher um pouco mais Alfama com carrinhas de catering que nada trazem ao bairro."

Palacio dos Condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos





No Largo do Salvador nº 14 a 24, ergue-se o grande e singelo Palácio dos Condes dos Arcos ou dos Condes de S. Miguel. Fundado por D. João Esteves de Azambuja, bispo do Porto, a sua história encontra-se ligada à do vizinho Convento do Salvador. O palácio foi ampliado no século XVII, passando para a posse dos condes dos Arcos de Valdevez. Ostentando fachada austera, apresenta no portal as armas dos seus segundos proprietários, abrindo-se depois num pátio com arcadas. Destaquem-se ainda os azulejos setecentistas e a pequena capela.


Passou para a posse de D. Francisco Nuno Álvares Botelho, 1º Conde de S. Miguel, titulo criado pelo Rei D. Filipe III, de Portugal, IV de Espanha em 1633.


Hoje é ainda visível a fachada austera e no portal as armas dos proprietários.

Por ser um imóvel particular, não é permitido visitar o seu interior.

É mais um imóvel que devia ser tratado, recuperado de modo a que não entre no nevoeiro do esquecimento da população.

Incendio em Alfama

Houve um incêndio em Alfama, no dia 15 de Janeiro de 2008 onde doze pessoas tiveram de ser realojadas. Do incêndio que deflagrou no número 22 do Beco das Cruzes, 11 viviam no prédio atingido pelas chamas e o 12º habitava num edifício da Rua Castelo Picão, cuja cobertura foi também afectada pelo fogo. Do incidente resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma queimadura num ombro. O incêndio começou pouco antes das 11 horas, no terceiro andar do número 22, tendo sido dado como extinto minutos antes das 12.30 horas. O piso ardeu por completo e as chamas acabaram também por atingir a cobertura do edifício, que foi consumida. O regresso dos moradores ao prédio teve de ser vedado, uma vez que a chaminé ficou em risco de colapso interno.
Tal situação vem demonstrar que, devido à constituição dos prédios e das ruas de Alfama, foi uma sorte que o mesmo tenha ficado apenas neste prédio e não tenha alastrado ao bairro. Talvez porque ocorreu durante o dia, talvez porque foi socorrido a tempo, talvez por sorte.

O bairro necessita de ter Bocas de incêndio preparadas e que as obras de reconstituição do bairro terminem o estreitamento das ruas, que, por si só, já são estreitas.

Esperemos, por ultimo, que as obras de reconstituição do prédio e o tempo que os moradores vão ficar longe do bairro não os afaste em definitivo.


Até quando a relevância turística de Lisboa? É tão fácil!



A propósito do post "Até quando a relevância turística de Lisboa?" publicada por FJorge.
Deixo aqui alguns desenhos para aqueles que não entendem poderem verificar como poderia ser tão fácil, um espaço urbano aprasível, simples, sem exercícios de estilo, ou assinatura de arquitectos famosos. Espaços onde seria bom passar as tardes até para os turistas!.



Estas fotos são tiradas de um espaço urbano magnifico, junto do Castelo de São Jorge, ao lado de um excelente hotel com vista para São Vicente, Santa Engrácia, Alfama, e o Rio.
Publicado em Cidadania LX por Gonçalo Cornelio da Silva

Palácio dos Condes de Coculim



Parece, se nada ou o IPPAR, não impedir, que o Palácio dos Condes de Coculim vai passar a ser um Hotel de 5 estrelas no Bairro de Alfama. Fica situado na Rua Cais de Santarém, nº 66. Pertenceu ao Marquês de Fronteira e passou a um filho, D. Francisco Mascarenhas, o 1º conde de Coculim (nome de uma das terras lusitanias da Índia. Era um edifico que datava do SEC. XVII e uma das vitimas do terramoto de 1755. Em 1965 era usado pela firma Sommer &C.ª, para armazém. Vazio e em alto estado de degradação apenas se consegue ver o brasão na esquina com a Rua Arco de Jesus e uma porta Barroca. Espero que não destruam o que ainda existe mas que dêem vida a um imóvel que merece ser preservado.

Alfama dos Madredeus

Pela Tum'Acanénica da Universidade Lusíada de Famalicão

Marcha de Alfama 2007

Tetra campeões. Quando quer este bairro consegue mostrar que é o melhor. Só precisa de trabalhar e de acreditar em si próprio

Amalia Rodrigues

Com um Grande poema de José Carlos Ary dos Santos

Ruas de Alfama

Ruas, becos, escadas de alfama

Utentes da Carris contra redução de carreiras

"A luta continua" para os utentes da Carris que, ontem, entregaram um abaixo-assinado com mais de oito mil assinaturas ao chefe de gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) contra a supressão, redução de trajectos e alteração de circuitos de várias carreiras da empresa pública de transportes. Os representantes do movimento apontam o dedo à Carris e ao Governo pela concretização da "famigerada" Rede 7, no âmbito da qual foram feitas as alterações, acusando-os de "isolarem cada vez mais as populações" de zonas como Alfama, Olivais, Campolide, Estrada de Benfica e Bairro da Boavista. "Locais onde residem muitos idosos" salientou Paulo Amaral, da Comissão de Utentes, de Alfama. No fundo, prosseguiu, "eles querem substituir os transportes à superfície pelo metro".
Ana Fonseca in Jornal de Noticias

E se os utentes tiverem dificuldades de locomoção (pois a distancia desde as estações do metro e da Carris, em Alfama, distam cerca de 6oo metros), ou Clautrofobia?
Não pode um meio de transporte substituir outro. Qualquer dia iamos ver a Carris a tirar estações e linhas quando descobrisse que os habitantes da zona tinham todos viatura automóvel.

Transportes Públicos


Foi inaugurado, no dia 19 de Dezembro, duas novas estações de Metropolitano (linha azul). As estações de Terreiro do Paço e Santa Apolónia. No entanto foram suprimidas 3 linhas da Carris. Parece que o metro é suficiente para transportar as pessoas para Alfama.

No entanto, ao sair nas estações novas do Metro reparei que as saídas mais próximas da estação da carris da Av. Infante D. Henrique distam entre 540 e 600 metros de distancia.

Talvez os responsáveis da carris achem que é uma boa forma de os habitantes de Alfama fazerem exercício. Mas, esquecem que Alfama é um bairro de pessoas idosas, que nunca tiveram viaturas próprias e por isso vão ter de fazer este sacrifício adicional para poderem-se deslocar pela cidade, ou, em alternativa, ficarem no bairro isolados do resto da cidade.

Um medida que deveria ter sido bem recebida, vem dar razão aos que são contras novidades na nossa sociedade.

Meus senhores da Carris, este meio de transporte não pode ser superado pelas novas estações do metro. Pelo contrário, devia ser uma alternativa e fazer concorrência ao Metropolitano. Só assim, poderiam fazer desaparecer (a longo prazo) a dependência que os lisboetas têm do seu veiculo automóvel.

Esta cidade não de deixa de surpreender, pela negativa.

Notícias contraditórias


CML prevê investir 94,9 M€ reabilitação bairros históricos
A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar quase 95 milhões de euros em reabilitação urbana em várias zonas e bairros da capital até 2011, dos quais 19,6 milhões de euros só em 2008.
De acordo com o plano plurianual de investimentos da autarquia apresentado terça-feira pelo presidente da autarquia, António Costa, os bairros de Alfama e do Castelo vão ser os mais beneficiados, com um montante global de 26,5 milhões de euros, dos quais 5,3 milhões de euros a aplicar já no próximo ano. "

"CML acumula uma dívida a fornecedores de 832 M€
A Câmara Municipal de Lisboa acumula uma dívida a fornecedores de 832 milhões de euros, uma situação de «ruptura financeira», de acordo com o relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano.
Segundo o relatório de execução financeira do primeiro trimestre de 2007, citado hoje pelo Rádio Clube Português, existe um «desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira» na autarquia lisboeta.
A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros. "
"Lisboa/Empréstimo: Proposta aprovada por maioria absoluta
A Assembleia Municipal de Lisboa repetiu hoje a votação da proposta de empréstimo de 400 milhões de euros, que desta vez foi aprovada por maioria absoluta, com o PSD votar favoravelmente.
Na votação realizada na semana passada, a proposta passou com os votos favoráveis do PS, PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda e as abstenções do PSD e CDS.
Desta vez, a proposta, que se mantém nos mesmo termos aprovados a semana passada, teve os votos favoráveis do PSD, PS, Bloco de Esquerda, Os Verdes, PCP e a abstenção do CDS-PP.”

Vê-se noticias como estas, parcialmente transcritas, e ficamos a pensar que existe algo que não está correcto.
Como pode a C. M. Lisboa investir 94,9 Milhões de Euros se o empréstimo que a Caixa Geral de Depósitos vai conceder (mais nenhum banco quis emprestar), caso seja aprovado pelo Tribunal de Contas, no valor de 400 Milhões, não chega para pagar aos credores?
Mas tal situação não é nova, nem será a ultima, em matéria tratamentos de dinheiros públicos. Do mesmo modo, está em fase de conclusão a obra da construção da Agência Europeia da Segurança Marítima, sem qualquer licença da Câmara Municipal. Se esta obra fosse feita por um particular estava embargada e com uma multa muito elevada.
Esperemos que a Administração do Porto de Lisboa não siga este exemplo.

Marcha de Alfama no Brasil


No Jornal da Mídia (jornal brasileiro) vinha esta noticia:


"Programação cultural pelos 200 anos da chegada da Família Real

Sexta-feira, 30/11/2007 - 16:06

Salvador - Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, a Bahia sediará diversas atividades culturais. Governo do Estado e Prefeitura Municipal, juntamente com a Câmara Portuguesa e o Consulado Geral de Portugal em Salvador, organizadores do evento, prepararam uma extensa programação, visando difundir e aproximar os valores culturais entre Salvador e Lisboa. Entre os dias 1º e 9 de dezembro chegará à capital baiana uma comitiva composta por autoridades portuguesas e aproximadamente 80 membros da Marcha Popular de Alfama, vencedora das Marchas Populares de Lisboa deste ano. Na oportunidade, os visitantes participarão das festas locais de Santa Bárbara, dia 4 de dezembro, e Nossa Senhora da Conceição da Praia, dia 8, que abrem o calendário de Festas de Largo da cidade. No programa estratégico da comemoração dos 200 anos estão previstos a exposição das Máscaras Portuguesas, no Gabinete Português de Leitura, a exibição do documentário musical Fados, de Carlos Saura, na Sala Walter da Silveira e Câmara Municipal de Salvador, e o desfile da Marcha Alfama pelo Centro de Salvador, juntamente com o afoxé Filhos de Gandhy, o Cortejo Afro e a Fanfarra Integração da Bahia. A comitiva também visitará organizações culturais da cidade, como Instituto Oyá, no bairro de Pirajá, onde fará oficinas de Capoeira, dança Afro e Percussão. O secretário de Relações Internacionais, Leonel Leal, destaca “que esse evento, além de permitir o intercâmbio cultural entre Salvador e Lisboa, contribuirá para uma aproximação política com o país europeu, fortalecendo laços culturais, diplomáticos e políticos entre as cidades-irmãs”. A coordenadora de Cooperação Bilateral e Rede de Cidades da Secri, Helena Santana, reforça “que a oportunidade permitirá a celebração do título de Capital Lusófona da Cultura conferido a Salvador pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa - UCCLA”.

Limpeza da Cidade de Lisboa

Segundo uma noticia on line a C.M. Lisboa pretende fazer uma limpeza em zonas da cidade de Lisboa “O plano de limpeza de passeios, que conta com a colaboração da Unilever, abrange várias zonas da cidade, entre as quais a Baixa-Chiado, Mouraria, Alfama, Príncipe Real, São Bento, Rato, Amoreiras, 24 de Julho, Campo de Ourique, Saldanha, Praça de Londres, Benfica, as estações do Cais do Sodré e de Santa Apolónia, os terminais de transportes do Campo Grande e de Sete Rios e sete estações de metro.”
No entanto, e no que concerne a Alfama, basta andar pelo bairro para preceber que não basta uma limpeza das pedras da calçada para dar mais condições ao bairro. Não digo que a limpeza não seja bem vinda. Mas só não chega.
Num bairro onde há mais de 20 anos se criou uma associação de protecção da população e património do bairro (APPA – Associação da População e Património de Alfama) com o lema Reabilitação ou Morte. Onde ao longo das inúmeras eleições é prometida a conclusão da mesma para o bairro. Onde foi criado um gabinete técnico de Alfama que hoje, para variar, já tem o nome de Unidade de Projectos de Alfama e sem qualquer poderes sobre as obras do bairro. Onde as obras do bairro obrigam a emigrar os habitantes do bairro para vários quilómetros de distância e durante décadas. Onde o aluguer das casas onde a C. M. Lisboa alojou estas pessoas obriga a um dispêndio de recursos de uma câmara financeiramente falida. Pois as rendas pagas pelas novas casas não se comparam às rendas originais, sendo a C.M. Lisboa a pagar a diferença. Tais situações não serão disfarçadas pela limpeza das ruas. O que interessa para um habitante ver a calçada limpa se não existem caixotes do lixo para colocar o mesmo? Para quê a limpeza das ruas se não pode utilizar uma assoalhada da sua pequena casa com medo de ir parar ao vizinho de baixo? Para quê isto se muitos prédios necessitam de obras e nada é feito?
Penso que falta prioridades reais à C.M. Lisboa. Não se pode "tapar o sol com a peneira" e não serão as pessoas que vem visitar as ruas ao fim de semana ou comprar na Baixa-Chiado ou em Alfama que vão votar nas próximas eleições. São os habitantes e é nestes que as prioridades devem ser colocadas. Desde logo, com a limpeza financeira da C. M. Lisboa e com a descentralização de poderes, para os órgãos que já existem, como a Unidade de Projectos de Alfama que estando situada no bairro e tendo conhecimento dos problemas do mesmo é mais capaz de resolver os problemas deste do que qualquer vereador que visitou Alfama durante a campanha eleitoral.

Obras em Alfama

Noticia do Expresso do dia 10 de Novembro de 2007

"Nas vésperas da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa garantiu que, caso fosse eleito, esticaria ao limite as finanças da autarquia de forma a arranjar 6,8 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que se encontravam suspensas por falta de pagamento. Cem dias passados só arrancaram três obras e outras quatro avançam nos próximos dias. Onze continuarão paradas por falência do empreiteiro ou rescisão dos contratos, o que exige a abertura de novos concursos públicos.
Até ao momento foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego). Segunda-feira a Edifer retoma uma das maiores e mais antigas obras de Alfama, na Rua de S. Pedro, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade - as peixeiras mudaram-se - devido aos tapumes. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a câmara já regularizou os pagamentos à construtora Soares da Costa e os trabalhadores regressam em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.
Uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa de 1,5 milhões de euros levou à falência da construtora Pavia e à consequente impossibilidade de reiniciar cinco empreitadas: a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos) e da Alameda da Linha de Torres (Lumiar), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).
Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco. Por fim, na Mouraria, a obra de conservação de vários edifícios continuará parada."
Sobre isto tenho a seguinte opinião:
Existem, em Lisboa e em Alfama, concretamente, obras paradas há vários anos que colocaram os habitantes dos bairros em locais distantes, Sendo um acréscimo de despesas para a Câmara Municipal de Lisboa, que paga a diferença das rendas pagas pelos arrendatários no momento que foram deslocadas e a renda que os actuais senhorios exigem.
Não são só estas as obras, supra referidas, que existem em Alfama. Desde logo as obras na Rua da Adiça, na Rua Norberto Araújo, com descobertas arqueológicas que poderão impedir de alguma habitantes de voltar. Das obras no Largo do Chafariz de Dentro que pela enézima vez foi descoberto resquícios da Muralha Fernandina que o IPPAR mandou suspender as obras e onde a falta de comunicação dos serviços da câmara faz espantar o mais sensato dos munícipes. Como pode a C.M. Lisboa não ter conhecimento da existência da Muralha se foi o município que colocou calçada diferente para mostrar onde passa a muralha?
Coisas estranhas que só nos podem surpreender.

Visita a Alfama com colegas


Prédio restaurado em Alfama


Rua de S. Pedro (Largo do Chafariz de dentro) e as suas esplanadas.

Alfama e a sua Igreja de Santo Estevão



Largo e Miradouro das Portas do Sol



Casa mais antiga da cidade de Lisboa




Pátio do Carrasco




Arqueologia ou reabilitação – alternativa ou duas faces da mesma moeda?

Em Alfama sabemos que a reabilitação do bairro começada há mais de 15 anos e muito longe do fim é algo importante e que deve ser um esforço de todos. Mesmo para a C. M. Lisboa, que tem dezenas de obras paradas no bairro e que impede que as pessoas possam viver nas suas casas. Sendo mandadas para outros bairros da cidade por vários anos que, muitas vezes, passam da década. Existindo um desprender das raízes das pessoas ao bairro.
Alfama é um bairro histórico, com casas muito antigas, com falta de espaço, luz natural, já para não falar de estacionamento, elevador, vidros duplos, etc.
No entanto, existe desde á mais de 15 anos uma reabilitação no bairro que, teoricamente vem manter a fisionomia do bairro e impedir o despovoamento e quedas dos prédios.
Mas, quando se faz obras em prédios, descobre-se historia por debaixo dos mesmo prédio.
Exemplo disso é o prédio na Rua Norberto Araújo, nº 29 que está para reabilitação há mais de uma dezena de anos. Ao tentarem reabilitar foi descoberto por detrás do prédio, parte da muralha antiga, ou moura, e uma torre posterior que ainda não se sabe de que data. Tal situação deve-se ao facto de que não é possível saber a data em que as pedras da torre foram feitas. Assim, só com especulação podemos alcançar a verdade.
No entanto, sendo uma torre moura em fase tardia, ou uma torre posterior à tomada da cidade pelos cristãos, não deixa de ser uma descoberta importante que deve ser mostrada ao publico. Mas cria uma situação que deve ser ressalvada. As pessoas que viviam no prédio querem voltar para o mesmo. E a isso têm direito. Como resolver esta situação.
Não deve a C. M. Lisboa proteger o património do país e ao mesmo tempo proteger a propriedade privada e dar os direitos a quem deles é merecedor?
Tais situações acrescidos ao facto de que a falta de dinheiro impede a que se chegue a uma solução rápida e justa, vem criar questões que não são de fácil resposta.
Por mim considero que dentro do possível deve-se preservar o património, com a ressalva que não pode o bairro transformar-se num museu. Mas num bairro habitacional onde vida e património sejam duas faces da mesma moeda chamada Alfama.
Se pretenderem saber as dificuldade da arqueologia no bairro de Alfama sigam este link.

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