Imagens de Alfama

Ladra Alternativa em Alfama


Vai-se realizar nos dias entre os dias 30 e 31 de Janeiro, das 10 Horas às 19 Horas, no Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, a 17º Feira da Ladra alternativa. Nesta feira pode-se encontrar o que vai sendo feito a nível de artesanato urbano. Poderá encontrar artigos de joalharia, pintura, roupa, bijutaria, acessórios para casa, etc.

Não perca. Vale mesmo a pena.

Imagens da maratona de Alfama

Veja aqui imagens da Maratona de Alfama de 2009.

Se quiser também pode ver mais imagens de Alfama aqui.

Terramoto de 1755

Imagens do terramoto de 1755 e como foi visto pelo mundo

Inundação no Beco do Mexias

Exemplo do que umas chuvas podem fazer no bairro de Alfama. Existem poucas sargetas e muitas vezes estão intupidas. Alfama precisa que olhem por ela.

António Costa quer fazer emprestimo para reabilitação urbana

António Costa pretende avançar com a ideia, que foi impossibilitada pela oposição PSD e CDS/PP de pedir um empréstimo para conseguir terminar a reabilitação de bairros como o de Alfama.
No ultimo mandato, essa proposta foi recusada na Assembleia Municipal, conforme foi dito neste blog aqui.

Talvez com a maioria na assembleia essa proposta seja validada. De referir que a oposição recusou pois pretendia ter o empréstimo para os túneis que ia inventar.

Resultados eleitorais no bairro de alfama

Na Freguesia de São Miguel:
PS - 50,23% - 429 Votos - 6 ELEITOS
PCP /PEV - 24,24% - 213 Votos - 2 ELEITOS
PSD / CDS /MPT /PPM - 16,16% - 138 votos - 1 ELEITO
BE - 4,68% - 40 Votos

Freguesia da Sé:
PSD / CDS /MPT /PPM - 55,05% - 354 votos - 6 ELEITOS
PS - 26,44% - 170 Votos - 3 ELEITOS
PCP /PEV - 8,71% - 56 Votos
BE - 4,82% - 31 Votos

Freguesia de Santo Estevão:
PCP /PEV - 39,42% - 436 Votos - 4 ELEITOS
PS - 32,55% - 360 Votos - 3 ELEITOS
PSD / CDS /MPT /PPM - 18,63% - 206 votos - 2 ELEITOS
BE - 5,88% - 65 Votos

O bairro de Alfama consegue ter 3 freguesias e 3 presidentes de junta com cores politicas diferentes. Para os eleitos apenas posso desejar que executem bem o seu mandato em nome de que os elegeu e em nome de todos os moradores do bairro e dos que gostam do bairro.

AMÁLIA RODRIGUES CANTA "O FADO DE CADA UM"

Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até a morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!

No meu fado amargurado
A sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantando
Seja quem for adivinha
Na minha voz soluçando
Que eu finjo ser quem não sou!

Bom seria poder um dia
Trocar-te o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente
Já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher!

O Fado por Paulo A. E. Borges

Há experiências que nos deixam a braços com o lado desconhecido, secreto e autêntico da vida. O Fado é uma delas. Só o compreende quem, mais do que o ouvir, já o escutou ou cantou, num dos poucos templos do seu culto autêntico. Do arrebatamento perfilado, contido e hierático do(a) fadista ao trinar da guitarra e às almas que, silenciosas de olhos cerrados na penumbra, partem num arrepio da medula ao encontro da Saudade, é um mesmo rasgo das trevas da banalidade. E fica a Voz, uma voz dorida que sai das entranhas como a flama de um lume que a tudo consome. Paixão pura, gratuita, sem outro fim senão o de arder, tanto maior quanto mais se oferta : "dom sagrado".
Dos becos e vielas do coração obscuro de Lisboa ou dos salões da aristocracia castiça uma mesma Voz se ergue, quando o crepúsculo reabsorve na treva as femininas formas da cidade branca e rosa. O vento, que outrora engravidava as éguas no Monte Santo, vem agora dedilhar as cordas de uma guitarra portuguesa. O Tejo empresta a frescura e o ritmo das suas vagas. E as ninfas, sereias e tritões tomam forma humana, vestem-se de negro, à luz da Lua, para ficarem mais nús, mais íntimos à Noite absoluta. Então as Musas, as camonianas Musas, sopram : a celebração começa.
Embalada pelas velas pandas da Viagem e pela ressaca das marés da história, pelo espírito trovadoresco luso-árabe e pela mornidão coleante do lundum afro-brasileiro, essa Voz que a prumo se ergue, redimindo Céu e Terra da cisão originária, é Portugal. Portugal e sua remota matriz, atlante e estrímnica, serpentina e lusitana, no fim de um ciclo, no entardecer do mundo. Com a embriaguez, de ideal ou - quando em desespero - de vinho, a gastronomia chamanista, a poesia devocional, épica ou lírico-panteísta, o sebastianismo, a pega de caras, o barroco, a bizarria, o sonho realizador do impossível, a loucura e a Saudade, o Fado é um dos Arrebatamentos pelos quais vamos resistindo à coca-cola, à "fast food", ao aburguesamento da cultura, à intelectualização do sentimento religioso, à epidemia mediático-publicitária, ao imperialismo do imaginário anglo-saxónico e à destruição das almas e do planeta pelo consumismo e pela barbárie tecno-buro-plutocrática.
No Fado o trágico perdura. A irracional cisão entre o indivíduo e o Absoluto, que faz com que relativamente haja Destino, Fatum - a impessoal Moira que os gregos sabiam superior aos próprios
deuses - , desafia todo o dogma religioso e as derivadas metafísicas. Por isso os portugueses a cantam, na saturnina ironia de quem contempla como vãos todos os artifícios da razão. Sabem, sem jamais terem pensado nisso, que só a dor, a extrema dor da identificação com o mal do mundo, dele nos liberta. Assumido e celebrado até à exaustão, em corpo e alma e espírito, em corpo-alma-espírito, o sofrimento transmuta-se em Alegria, a única não fictícia. Cátharsis, uma cátharsis praticada na vida quotidiana duma população, rito dum mito esquecido ou desnecessário. E tantos intelectuais que, em sua ignorância de cátedra, a julgam sepulta no teatro grego ou na Poética aristotélica...
Entre o esconjuro ou expiação do mal de existir - essa primordial injustiça da separação entre o indivíduo e a Plenitude que faz de cada nascimento uma morte e vice-versa - , a revolta contra os deuses e o destino e a aceitação resignada duma "sorte" dada por Deus, o Fado é afinal um paradoxal misto de sabedoria e ignorância ou esquecimento. Esquecimento de que a Vida - sob pena de absurdo radical ou infernal delírio divino - é metamorfose onde tudo o que a cada um acontece só pode ser por si gerado e merecido, fruto de acções livres na sua origem mas com efeitos necessários, em função da sua intencionalidade, da sua intensidade e das suas circunstâncias. O que torna possível a conversão do destino em destinação, ou a Libertação plena de todas as inevitáveis limitações existenciais, nada compatível com a anestesia, o suicídio lento e o langor do deleite num sofrimento não emancipador. Assim, aos versos do conhecido "Fado é Sorte", de Jaime Mendes - "Bem pensado/ Todos temos nosso fado/ E quem nasce mal fadado/ Melhor fado não terá // Fado é sorte/ E do berço até à morte/ Ninguém foge por mais forte/ Ao destino que Deus dá" -, bem responderia Bocage : "Não forçam corações as divindades: / Fado amigo não há, nem fado escuro;/ Fados são as paixões, são as vontades".
Decerto que Portugal é muito dessa melancolia que Aristóteles, no célebre Problema XXX, considera inerente a todo o génio ou homem de excepção, relacionando-a com a loucura, a propensão para a poesia, o vinho e o erotismo. Se a isto juntarmos o gosto pelos cavalos e pelos touros, e a indispensável guitarra, teremos, substituindo melancolia por Saudade - de âmbito semântico mais rico, e com uma abertura para a "salvação" que aquele termo grego não contempla - , um quadro perfeito da boémia fadista. E talvez o "fado vadio", cantado por quem passa, nas tascas - por exemplo na agora fechada Mascote da Atalaia, a cujas obscuras divindades tanto se deve do que aqui nos inspira - e nas ruas, nas peregrinações dentro ou fora de portas, outrora em seges e tipóias, seja ainda uma das últimas expressões de uma vida aventureira, nómada e itinerante, naturalmente marginal à existência domesticada, que o excesso de civilização, reprimindo, em vez de suprimir agudiza, polarizando-a em formas hoje cada vez mais violentas e perversas. Longínquos herdeiros dos grupos medievais de foliões, mistos de clérigos, estudantes e cantadeiras, trovadores, jograis e histriões, numa era em que, apesar da incompreensão eclesiástica, ainda se cantava e bailava nas igrejas, procissões e cemitérios ( Carolina Michäelis de Vasconcelos mostra a pujança destas práticas na cultura galaico-portuguesa ), e um século antes da juventude anglo-
saxónica produzir os seus "rebeldes sem causa", convergindo no apocalíptico "No Future" da era "punk" e em todos os pós-niilismos contemporâneos, Lisboa encontrou, na santa aliança do rufia, do fidalgo excêntrico e da prostituta, e ao som do Fado, a mesma denúncia, sem alternativa, dos valores e do progresso sem valor da cultura e da sociedade burguesas. Dançando, ou "batendo o fado", de modo tão licencioso que logo atraiu censura e repressão, a "fadistagem fixe" opôs, em plena era industrial e urbana, o sentido arcaico da festa, do potlatch e do excesso, ou seja, do sagrado lúdico ( não institucional e meta-religioso ), à ascendente moralidade produtiva, mercantil e puritana. Com a cumplicidade de uma aristocracia fiel aos valores da generosidade, do dom, da terra, do ócio e da desmesura aventureira, desdenhosa do novo-riquismo racionalista e laborioso, a tradição portuguesa polarizou uma fonte de subversão da nova ordem dos "parvenus" auto-designados como respeitáveis, embrião dos homens cinzentos que hoje gerem a agonia do mundo.
Provém porventura desse contraste, entre o Infinito que na alma há e o pouco que dele ela e o mundo humano suportam, sempre que mais empenhados no domínio mental, político ou técnico-económico do universo, o pronunciado sentido elegíaco e triste da alma portuguesa e a resignação ante a desgraça do "povo de suicidas" ( Unamuno ) que Pascoaes disse sê-lo "por amor a Deus". Entristecimento saudoso, sentido de que o que mais importa só se presentifica na sua ausência, visão de que o "agora" só o é por decadência dum intemporal "outrora", já o encontramos nas trovas dos Cancioneiros, nas meditações da dinastia de Avis e na denúncia de Gil Vicente - na primeira pessoa, ante D.João III, o introdutor da Inquisição - da permuta do espírito folgazão pelos lamentos veterotestamentários de Jeremias : "Em Portugal vi eu já / em cada casa pandeiro, / e gaita em cada palheiro ; / e de vinte anos acá / não há i gaita nem gaiteiro. / A cada porta um terreiro, / cada aldeia dez folias, / cada casa atabaqueiro; / e agora Jeremias / é nosso tamborileiro " ( Tragicomédia do Inverno e Verão ).
Mas o espírito dionisíaco persistiu na música, e particularmente na popular ( como o viu Nietzsche ), onde menos impera a separação entre actores e espectadores e o canto e dança, em comum, ou o silêncio ritual, preservam a comunhão num mesmo Corpo Místico. Procedente da arcaica religiosidade cósmica, matriarcal e pré-olímpica, no Ocidente, ou pré-védica, no Oriente - em ambos os casos pré-ariana - , por cuja recusa e dissimulada integração as grandes religiões planetárias se constituíram, o dionisismo dos cultos mistéricos e iniciáticos encontrou entre nós a adequada celebração das Grandes Mães, dispensadoras da Vida e da Morte e, sobretudo, do Canto que arrebata a alma para além da sua coincidência. A Severa e Amália são, com todas as diferenças, e decerto mais do que no seu perfil psico-biográfico, essa viva instância mítica do Eterno Feminino que, na genial visão de Pascoaes, é a "Virgem da Saudade", a qual, uma vez fecundada pelo herói da Demanda que todos somos, não pode senão parir-nos um novo Deus-Homem, Mestre-Rei num universo transfigurado.
Então a Saudade, íntima união e complementaridade de contrários, se remirá do seu divórcio, pelo qual em Portugal ficaram a memória, a tristeza, o Fado, emigrando para o Brasil o desejo, a
esperança, a alegria, o Carnaval... Então Portugal se desencantará e, descoberto o Embuçado, haverá beija-mão Real, com o João Ferreira Rosa a cantar o Fado do Fado Vencido. Acompanhá-lo-ão as dez mil guitarras de Alcácer-Quibir, dedilhadas por todos os Nautas da Aventura, culminando em Ressurreição o "morrer devagar" de quatro séculos de interminável agonia. Afinal apenas um mau sonho, mágica ilusão dissipada pela esplendorosa Luz da barra do Tejo.


"A Amor quis esquivar-me, e ao dom sagrado:
Mas vendo no meu génio o meu destino,
Que havia de fazer ? Cedi ao fado"
- Bocage

Desejo as melhoras a Argentina Santos

Alfama - Igreja de Santo Estêvão

Pequeno documentário sobre Alfama

Documentário de Rick Steves. Está em inglês mas vale a pena ver como existem estrangeiros que adoram o que nós temos.

Argentina Santos vitima de um AVC



A fadista encontrava-se no sábado na sua Casa de Fados, A Parreirinha de Alfama, quando desmaiou e entrou em coma.
"Apanhámos um grande susto, mas já passou." Foi nestes termos que Carlos do Carmo se referiu ao AVC que terá estado na origem do desmaio seguido do coma de que foi vítima a fadista Argentina Santos, de 83 anos, anteontem à noite, e que obrigou ao seu internamento no Hospital de São José, em Lisboa.
A fadista encontrava-se no sábado na sua Casa de Fados, A Parreirinha de Alfama, quando desmaiou e entrou em coma. Foi conduzida rapidamente para o Hospital de São José, onde, segundo Carlos do Carmo, "foi muito bem tratada". Ontem à tarde acordou: "Foi como se tivesse acordado de um sono profundo e ainda bem. Ela é a minha menina."

Argentina Santos, considerada uma das últimas divas do fado castiço, nasceu no bairro da Mouraria, onde tem uma rua com o seu nome.

Ao contrário da maioria dos fadistas começou a cantar tarde, aos 24 anos, no restaurante que abriu em 1950, A Parreirinha de Alfama. Com os anos, e graças aos dotes vocais da fadista mas também aos culinários, a Parreirinha tornou-se um espaço de referência do fado mais tradicional.

Desde que gravou o seu primeiro disco, em 1960, Argentina Santos tem tido uma carreira cheia de êxitos, entre os quais os inesquecíveis ‘Duas Santas’ e ‘Juras’.

Realizou várias tournées internacionais e é patrona da Academia do Fado em Racanati, Itália, que inaugurou. Em 2005 foi galardoada com o Prémio Amália Rodrigues, que consagra a sua carreira.

Fonte hospitalar confirmou que Argentina Santos estava a recuperar bem, mas recusou adiantar mais pormenores. A sua saída do hospital irá agora depender "de decisão médica". Ontem, A Parreirinha de Alfama esteve fechada.


in Portal do fado

Alfama recebe animação de rua para todos os gostos

O Largo de São Miguel, em Alfama, recebe amanhã a 1ª edição de Artes Performativas de Rua. Vai haver fado, guitarradas, músicas do mundo, pintura de murais... boa sangria e petiscos típicos. A entrada é grátis.
Fado vadio, guitarradas, percussões soltas com sons de todo o mundo, pinturas de murais, e outras artes de rua... tudo acompanhado por petiscos típicos de Portugal. A 1ª edição de Artes Performativas em Alfama vai acontecer hoje, 28 de Agosto de 2009, com entrada livre.
A ideia partiu de Frederico Carvalho, morador e fã confesso do bairro: "Estava à conversa com amigos sobre eventos que começaram do nada e que se tornaram tradição, como é o caso da Tomatina , em Espanha. Porque não fazer algo que também dinamize Alfama?".
A ideia pegou e, com divulgação boca-a-boca, chegaram propostas dos mais diversos artistas anónimos. "Desde fadistas a instrumentistas de música do mundo, como a cuíca, o charango, o bandolim, o santur iraniano, o darbuka, o didgeridoo e ainda o clarinete ou o saxofone... Há muita gente a querer participar".
O evento, que terá periodicidade mensal, decorrerá sempre na última sexta-feira de cada mês, pelas 21h00. Enquanto o calor durar, o Largo de São Miguel é o local eleito para receber a festa. Quando chegar a chuva e o frio a iniciativa passa para as instalações da Associação Recreativa "O Adicense", um dos marcos daquele que é um dos mais típicos bairros de Lisboa.

O Chafariz de Dentro

«Chama-se assim este Chafariz, por ficar dentro das portas da antiga muralha de Lisboa Oriental; que todos os mays ficam da banda de fora, e tão vizinhos huns dos outros, que em pouco differem as suas agoas (…)» Assim começa o pequeno texto que Sérgio Velloso d’Andrade dedica ao Chafariz de Dentro. Apesar de menos conhecido do que o célebre Chafariz d’El-Rei é este também um dos mais antigos de Lisboa, tendo sido primeiramente conhecido por Chafariz dos Cavalos.
Tal designação, por mais de uma vez se tem prestado a confusões, pois um outro, com o mesmo nome, teve também a sua importância na história da cidade. Foi e continua a ser frequente a confusão entre os dois chafarizes em algumas publicações mais generalistas ou pela pena de autores menos escrupulosos e Castilho sentiu necessidade de esclarecer que o Chafariz dos Cavalos citado por Fernão Lopes, Damião de Góis e na Carta Régia de 2 de Maio de 1494 é aquele mesmo que hoje conhecemos por Chafariz de Dentro, nome que terá adquirido depois da construção da Muralha Fernandina.

Ora n’esse lanço isolado da muralha abria-se uma porta,
composta de dois arcos muito chegados um ao outro, segundo se
vê na estampa de Braunio, sob o n.º 72, e ahi designada pelo nome
de Porta do chafariz dos cavallos.


Os dois títulos, quanto a mim,
assignalam o mesmo chafariz. Provas? Ellas aqui vão:
1.ª – Na estampa acabada de citar, essa porta, collocada
mesmo em frente do chafariz, o qual lá se vê muito bem com os
seus tanques, chama-se, como disse, do chafariz dos Cavallos,
ficando elle no sitio exacto do nosso chafariz de Dentro.
2.ª – Ha uma carta d’el-Rei D. João II ao Senado da Câmara
de Lisboa, em 9 de Maiode 1944, datada de Almeirim, em que,
insistindo o Soberano para se fazerem certos arranjos, e
modificações, no chafariz dos Cavallos, assegura que o sitio não
ficará pejado com os novos tanques que ele projecta, para
lavagem e aguada, «e fica rrua asaz, e limpa, pª seruidam e
prosiçam da festa dos pescadores».
Essa procissão era a dos pescadores de Alfama, tão
encarecida por Frei Nicolau de Oliveira, procissão que sahia de
Santo Esp’rito de Alfama, ermida que, segundo acima notei, lá
esta no principio da rua dos Remédios, bem próxima ao mesquinho
largo onde fica o nosso chafariz de Dentro.
3.ª – Quando o autor das Grandezas de Lisboa descreve os
varios montes da Cidade, diz que o Monte de S. Vicente desce
«pelo Salvador a baixo, e vae fenecer no chafariz dos Cavallos;
fenece exactamente no chafariz de Dentro.
Querem marcação mais clara?

A mudança de designação, obviamente, apenas terá acontecido após a construção da já referida muralha351 e, mais provavelmente, após a edificação do chafariz da Aguada, de lado de fora da dita que, por contraponto, era também por conhecido por Chafariz de Fora. Para Castilho: «Quando o povo começasse a dizer chafariz de Dentro, em vez de chafariz dos Cavallos, não é fácil fixar; essas mudanças vão tão subtis, que não há modo de achar o ponto de transição.»
Se não restam dúvidas que a actual designação do chafariz resulta de razão objectiva e que não admite grandes especulações, a sua anterior denominação de Chafariz dos Cavalos é ainda objecto de alguma polémica. Alguns defendem que este Chafariz dos Cavalos era assim designado, porque teria um tanque onde matariam a sede cavalos, muares e outras bestas. Porém, outros argumentam que era assim chamado em resultado de a sua água jorrar de bicas em forma de cabeça de cavalo.
A existência destas bicas é testemunhada, entre outros, por Damião de Góis, para quem, «(…) para os lados da Porta da Cruz, emerge uma outra fonte, ou, para melhor dizer, um tanque chamado [Chafariz] dos Cavalos, isto porque tem umas esculturas de cavalos cujos focinhos de bronze deitam jorros de água, formando, ao sair do tanque, uma espécie de riachos.» Estes cavalos com focinho de bronze seriam certamente os mesmos que, segundo Fernão Lopes354, os castelhanos às ordens de Henrique II, de Castela, em 1373, terminado o cerco à cidade de Lisboa, quiseram levar como troféu, o que só não conseguiram porque, astutamente, os lisboetas, precavendo a situação, as haviam retirado. Também dois viajantes venezianos, citados por Castilho, escreveram sobre o chafariz e os seus cavalos. Diz-nos Castilho:
E os viajantes venezianos Tron e Lippomani dizem em dias ’elRei D. Sebastião, seguindo Goes servilmente:
Para o lado da porta que chamam da Cruz ha outra fonte, ou antes lago, que denominam dos Cavallos, porque da bocca de alguns cavallos de metal sae tanta agua, que forma uma corrente a modo de ribeiro»

Poderia então considerar-se como definitivo terem sido essas famosas e épicas bicas a razão deste ser chamado Chafariz dos Cavalos. Porém, e todos os outros também conhecidos pela mesma denominação, que não tinham bicas com esse formato Aceitamos como válidas ambas as proposições, no que aliás não diferimos de Eduardo
Freire de Oliveira que salomonicamente afirmava:
É possivel que no chafariz de Dentro primitivamente existissem os cavallos d’arame a que Fernão Lopes e Duarte Nunes alludem, e que fôsse esta a causa de lhe chamarem chafariz dos Cavallos; mas póde muito bem succeder que nada d’isto assim fosse, e que a denominação de chafariz dos Cavallos dada quer a um quer a outro dos referidos chafarizes, proviesse d’estes terem tanques destinados para o gado beber agua. É talvez o mais provável.
Quando foi construído este chafariz, ninguém pode afirmá-lo. As referências mais antigas datam, de acordo com Augusto Vieira da Silva, ao remotíssimo ano de 1285.
Contudo, talvez o documento mais conhecido que se refere ao Chafariz de Dentro seja a Carta Régia de 2 de Maio de 1494. Este interessante texto é bem elucidativo quanto às preocupações do soberano (D. João II) com as pequenas obras que, criteriosamente, levadas a cabo muito poderiam melhorar as condições de vida dos seus súbditos. Vejamos então o conteúdo da referida carta:

Equamto ao que per a outra carta dizees e apomtaes os
imcomveniemtes, que se podem seguir, acerca do que leixamos
hordenado que se fezese no chafariz do caualos e no lauatorio das
molheres, a nos pareçe todo o contrairo, por que nos o vimos muy
bem pr nos, e com ofiçiaes e pesoas que o bem emtemdiam,
achamos que tudo se podia muy bem fazer, feito he cousa muy
proueytosa aa çidade e moradores della; pr que, segundo a
pimtura que dello fezemos, e o que falamos com pero vaaz, que de
tudo ficou muy bem emformado, acharees que, fazemdose asy a
rrepartiçam da augua pr as bicas, que hordenamos que se façam,
homde aguora se toma em as que estam trabalhosamente, podese
tomar nas outras bicas per moças muy pequenas, muy sem
trabalho. E mais, nos chafarizes pequenos, que se ham de fazer,
em que ha de cair a augua das ditas bicas, sempre ham destar
cheos, e quem nom quiser a augua tam limpa, asy como açacaaos
(aguadeiros) e outros semelhantes, podem neeles emcher seus
camtaros a seu prazer, E as bestas tem asaz chafariz em que
bebam; e asy pode virr ao chafariz em que lauam, e fica rrua asaz
e limpa pª seruidam da prosiçam da festa dos pescadores. E asy
comcludimos que nos parece que por estes rrespeitos e outros
muitos, q aquy sam escusados dapomtar, que esta obra sse deue
fazer como esta devisada, sallvo se vos outros quiserdes obrar do
custume que sempre teueram os offiçiaes desa cidade, que, como
allguem qr fazer allguua bemfeytoria, loguo a embarguavam, e vos
asy ho podees fazer. E pr q apomtaes que nam há hy drrº das
rrendas da cidade pª a despesa desta obra, Ruy lobo tem çem mill
Rs, de cabos de comtas, com esta obra e outras mais se pode fazer,
e certo nos Reçeberiamos comtemtameto e vos agradeçeryamos de,
com toda a deligemçia, esta cousa se fazer sem delongua.»


Continua…
In Memorias das Aguas de Alfama de Carlos Manuel Barros Martins Beirão de Oliveira

Tenda Marroquina em Alfama




Já abriu a loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina em Alfama. No dia 2 de Julho abriu a primeira loja Pontos Étnicos -Tenda Marroquina, loja de artesanato e de decoração de interiores de artigos exclusivos de Marrocos.
O local escolhido para a abertura da Loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina foi Alfama junto ao Rio, na Rua Cais de Santarém, nº 30 (perto da Casa dos Bicos)
Alfama é das zonas com mais origens árabes em Lisboa, cujo nome deriva também do árabe al-hamma, que significa banhos ou fontes.
Os Pontos Étnicos - Tenda Marroquina terá à venda artigos marroquinos de decoração e de moda tais como:
- poufs em pele e tecido
- conjuntos de serviço de chás
- túnicas, calçado e malas
- conjuntos de pintura de Henna
- candeeiros e lanternas
- cerâmica variadas (tajines, potes, etc)
- espelhos de vários tipos (madeira, estanho, osso, etc..)
- tapetes bèrberes
- bijutaria em prata, osso e resina
- cosméticos tradicionais
- caixas em madeira Thuya
- e muito mais!


Todos os artigos são importados exclusivamente de marrocos e fabricados por artesões. A loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina, providencia ainda aos seus clientes, caso o desejem um serviço completo de decoração de interiores.
Sobre a abertura da loja Pontos Étnicos — Tenda Marroquina, Katia Amaro, mentora deste projecto refere que “A minha paixão pelo exótico e pela decoração e principalmente pelo artesanato marroquino, fez com que tomasse a decisão de abrir a loja e tentar trazer um pouco do artesanto e da cultura Marroquina para Portugal, e partilhar a minha paixão com mais pessoas.“


Para mais informações, por favor contacte:
Kátia Amaro
Gerente dos Pontos Étnicos
Tlm.: 93 821 96 43
Pontos Étnicos
Rua Cais de Santarém, nº 30
1149-035 Lisboa
Telef./Fax: 21 888 6535

Roda de Choro de Lisboa no Lusitano Clube em Alfama

Petição "Salvem o Lusitano Clube de Alfama"


À atenção: Do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Dos Srs. Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa

Da Comunicação Social


Considerando que nos últimos meses, temos sido confrontados pela constante presença de forças da autoridade que são chamadas a este espaço centenário da capital por uma única pessoa da freguesia que se queixa permanentemente do ruído inerente às actividades culturais que se desenrolam no Lusitano Clube; Considerando, com a humildade que nos é reconhecida, que a Cultura da Cidade de Lisboa saiu favorecida desde Maio do ano passado com o rejuvenescimento do Lusitano Clube; Considerando que desde essa data proporcionámos a Lisboa um espaço inclusivo e multicultural, facto esse que é reconhecido por diversas entidades públicas bem como pelas centenas de pessoas que nos fazem o favor de visitar semanalmente; Considerando por último que não faria sentido fazer parte dum projecto em que a cultura não tivesse um papel destacado e acreditando que não será uma voz isolada, que a fazer denúncias, a perseguir e a caluniar, poderá impedir a realização de acontecimentos neste espaço de Lisboa. Assim, demonstram os abaixo assinados, a sua total solidariedade para com a actual direcção do Lusitano Clube, que tudo tem feito para que este espaço seja útil para o desenvolvimento da Cultura na Cidade de Lisboa, e repudiam completamente a intensa perseguição que nos é feita. Mais solicitam os abaixo-assinados, que a Câmara Municipal de Lisboa licencie a utilização deste espaço até à 1:00h, de forma a que assim se possa prosseguir com as actividades culturais que o Lusitano Clube promove, nomeadamente a actuação dos grupos musicais residentes, sem as quais esta Associação Centenária não sobreviverá.

16 de Julho de 2009


A direcção do Lusitano Clube
Os Peticionários


Assembleia Municipal de Lisboa inviabiliza empréstimo camarário para reabilitação urbana - Deputados do PSD, BE e CDS-PP abstiveram-se


A Assembleia Municipal de Lisboa acabou de inviabilizar um empréstimo de 120 milhões de euros que a câmara tinha negociado com a banca e com o Banco Europeu de Investimento para obras de reabilitação urbana.

A lei exigia que um empréstimo deste género fosse aprovado por maioria absoluta na assembleia, uma vez que se prolonga pelos próximos mandatos camarários, mas a abstenção dos deputados municipais do PSD, BE e CDS-PP fez chumbar as propostas dos socialistas.

Os 120 milhões destinam-se entre outras coisas a terminar obras em bairros históricos como Alfama, paradas desde o mandato anterior por causa de dívidas da autarquia aos respectivos empreiteiros. O PSD designou este plano de reabilitação urbana como uma mistificação. Entre os sociais-democratas, apenas a presidente da assembleia municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, votou a favor .

Por Ana Henriques in Publico


Nota do Blogger: O PSD, Bloco de Esquerda e CDS, podem considerar este plano uma mistificação. Mas o facto de não terem votado contra, mas terem-se abstido, quando isso equivale ao mesmo, apenas pode indica uma coisa. Estes partidos, tendo eu já votado em todos eles, estão a brincar á democracia. Não votaram contra para não dizerem claramente aos munícipes que as obras dos seus prédios vão ter de esperar mais um ano para ser terminada ou mesmo começada. Mas sabendo que era necessária uma maioria absoluta estavam a impedir que tudo possa começar e continuar. Estranhamente o PSD que aprovou o túnel do marques que todos nós temos de pagar em algumas décadas, impediu que fosse aprovado a melhoria de dezenas de prédios em alfama e na restante cidade.

Posso não gostar do modo como a Câmara está a ser dirigida pelo António Costa, mas PSD, Bloco de Esquerda e CDS-PP, não terão o meu voto.

Muito menos pretendo votar num candidato que quer ser presidente da câmara, pois não tem outro local onde cair e pretende fazer túneis para esconder o que está por de cima.

III MARATONA DE FOTOGRAFIA DIGITAL




OS SENTIDOS DE ALFAMA
SÁB 4 JULHO 09 10h00 – 22h00
Passear em Alfama, percorrer as suas ruelas e becos, prende o nosso olhar fascinado pelo desequilíbrio dos edifícios, pela diversidade de estilos arquitectónicos, pela riqueza patrimonial. Mas também o nosso ouvido é invadido pelos sons do bairro, seja a música que sai de uma janela ou uma conversa animada entre vizinhos. O cheiro do peixe grelhado à porta de casa, o balde de água suja despejado na rua, as flores plantadas em vasos ou nos quintais improvisados, despertam-nos sensações agradáveis ou repulsivas. Por vezes o cheiro incentiva a experiência do gosto e as sardinhas assadas tornam-se irresistíveis… O passeio continua, enquanto sentimos o contraste da rugosidade das paredes em ruínas com a suavidade dos edifícios pintados de novo.
Alfama estimula todos os nossos sentidos e activa sensações e memórias para além do campo da visão. Assim, queremos proporcionar aos participantes na Maratona a oportunidade de viverem uma experiência multi-sensorial e desafiamo-los a utilizarem a fotografia não apenas como prolongamento do olhar, mas de todos os sentidos.
INSCRIÇÕES
de 15 Junho a 2 de Julho
PREÇO: 15€ (15-25 Junho) / 20€ (26 Junho-2 Julho)
http://www.app-alfama.org/

Podem consultar o regulamento aqui

Ou ver os premios aqui

Há um ano havia 22 mil lugares que não davam qualquer rendimento por estarem desactivados ou por explorar

O silo automóvel das Portas do Sol, em Alfama, é o mais moderno do país e também o que teve até hoje o pior resultado financeiro para a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). Só em 2007 o prejuízo rondou os 150 mil uros.
Segundo dados da empresa, cada lugar de estacionamento neste silo rendeu em 2007 por mês menos de 50 euros, num espaço que tem cerca de 20 mil euros por mês de custos de manutenção, avança a Lusa.
Apostada em reduzir o valor dos custos de manutenção, a EMEL está a renegociar o contrato com a empresa responsável pelo serviço.


O silo custou cinco milhões de euros e abriu em 2005 com um sistema de estacionamento automático que apenas exige ao condutor que coloque o carro num elevador e o deixe fechado.
Um moderno sistema automático instalado nos três pisos do silo encarrega-se de estacionar o veículo e de o ir buscar quando chega o dono.
Apesar de ser igualmente um espaço de estacionamento mais seguro do que os clássicos parques de rua, porque não permite a entrada de pessoas, o silo não tem merecido a confiança dos lisboetas.
«Percebemos que as pessoas não tinham muita confiança em deixar aqui o carro, porque o perdiam de vista. Não sabiam o que lhe acontecia», explicou à agência, Diogo Homem, da direcção comercial/marketing da EMEL.
Para minorar esse sentimento de desconfiança foi instalado um painel junto aos dois elevadores onde se pode ver todo o percurso do veículo até chegar ao seu lugar.
Redução das assinaturas mensais


A redução das assinaturas mensais para cerca de metade (até ao final do ano) foi outra das medidas lançadas este mês pela EMEL, passando os passes mensais do público (horário diurno) para 99 euros (custavam mais de 200), os dos comerciantes para 74 e dos residentes 37 euros.
A EMEL tem a seu cargo 50 mil lugares de estacionamento em Lisboa, 3 mil dos quais em 16 parques espalhados pela cidade.
De acordo com documentos da anterior administração a que a Lusa teve acesso, há um ano havia 22 mil lugares que não davam qualquer rendimento à empresa, por estarem desactivados e/ou por explorar.







In Agencia Financeira.




Nota do autor: Este estacionamento, para alem de muito caro, teve durante vários meses um elevador de automóveis avariados, para além de, em algumas situações, o motorista precisa de esperar mais de 10 minutos pela sua viatura. Retirou-se um campo de futebol de 5 que a Câmara prometeu fazer noutro sitio, que ainda esperamos, para haver mais lugar para estacionar. Na verdade, perdeu-se um campo de Futebol e um parque para crianças e arranjou-se apenas 20.000€ de custo de manutenção numa obra de 5.000.000€. Sem palavras.

Lisboa debaixo de terra - O Teatro Romano

O teatro romano, situado em Alfama, na Rua de São Mamede, que é de visita obrigatoria.

Marcha de Alfama 2009

plágio que uma associação de Famalicão que concorreu às marchas antoninas fez à marcha de Alfama 2007

Os unidos de Avidos, os grandes vencedores Marchas Antoninas 2009 Vila Nova Famalicão, plagiaram a marcha de Alfama de 2007. Fatos, musica , letra e foram vencedores, mesmo quando se descobriu que era plagio da Marcha de Alfama.

No Blog www.euvisusei.blogspot.com está este texto:


"Marchas Antoninas visto pelo leitores
"Sê mais esperto do que os outros, se puderes, mas não lhes digas isso"
Philip Chesterfield (1694-1773)

Para os 4 membros do júri que avaliaram as marchas antoninas 2009, especializados em marchas, que de certeza absoluta, viram e ouviram as inúmeras marchas vitoriosas do bairro alfacinha de Alfama ao longo da última década, aqui vai um tónico para lhes avivar a memória. Para muitos, buscar inspiração é copiar. Assim, o caminho fica facilitado.
E tudo se torna mais fácil, quando somos avaliados por um júri com sintomas de Alzheimer. Bom, mas tudo é muito normal num país onde impera o facilitismo.
Enfim, são as chamadas novas oportunidades.
Não é preciso ser inteligente, basta ser esperto.

Marcha de Alfama 2007 (vencedora das Marchas de Lisboa desse ano) versus Marcha de Avidos 2009 (vencedora das Marchas Antoninas de Famalicão – 2009)
Para não falar da música que é uma cópia integral, e da coreografia que é uma colagem parcial, tentem descobrir as enormes diferenças do refrão:

Marcha de Alfama 2007

Toma lá beijinhos e dois abraçinhos
Vem comigo hoje p’ra rua, quero dançar
E se tu quiseres, logo que puderes
Pedimos ao Santo para nos casar.
Toma um manjerico, que este namorico,
Como diz o verso num cravinho de papel,
Tem do Santo a bênção e já todos pensam
Que esta Maria é deste Manel.

Marcha de Avidos 2009

Toma lá beijinhos e dois abraçinhos
Vem comigo hoje p’ra rua, quero dançar
E se tu quiseres, logo que puderes
Pedimos ao Santo para nos casar.
Toma meu amor este manjerico,
Como diz o verso num cravinho de papel,
Tem do Santo a bênção e já todos pensam
Que esta Maria é deste Manel.

São muito diferentes, não são?

Agora pergunto:
Para quê procurar originalidade, queimar os neurónios, se a 300 km a sul temos todas as ferramentas de que precisamos?
Como seria bom que todas as marchas de Famalicão fossem clones das lisboetas. Sem dúvida que a qualidade aumentaria."

Existem direitos de autor, que devem ser respeitados e por isso deve alguem colocar a Associação unidos de Avidos em Tribunal.

Procissão de Santo António

No dia 13 de Junho, no Bairro de Alfama, na data da morte do Santo que todos os lisboetas gostam, realiza-se a Procissão de Santo António. É festejado o dia de Santo António, como feriado na cidade de Lisboa e noutras localidades, pois sabemos hoje em que dia o nosso santo morreu e não temos a certeza em que ano nasceu (1191/1195).
Começa na Igreja de Santo António, passa pela Sé Catedral, Igreja de São João da Praça, Igreja de São Miguel, Capela da Senhora dos Remédios, Igreja de Santo Estêvão, Igreja de São Tiago e volta para a Igreja de Santo António.
Algumas Imagens da Procissão deste ano de 2009.



Santo António e o Menino


São Miguel e o povo

A procissão

São Miguel







Marcha de Alfama-2009

A Marcha Campeã, juntamente com Castelo, do nosso bairro de Alfama

Alfama e Castelo conquistam o primeiro lugar nas Marchas Populares de Lisboa

Pela 12ª vez, em 20 anos, Alfama foi vencedora nas Marchas. Este ano Alfama dividiu o 1º lugar com o Castelo. Depois de uma noite de desfiles na Avenida da Liberdade, Alfama e Castelo foram os bairros vencedores "ex-aequo" do Concurso das Marchas Populares de Lisboa 2009, anunciou o júri.

Madragoa e Marvila ficaram em segundoVárias foram as classificações "ex-aequo", facto que foi salientado com satisfação pelo júri como sinal da "qualidade global sempre crescente" das marchas.

Classificação final:

1.º lugar - Alfama e Castelo

2.º lugar - Madragoa e Marvila

3.º lugar - Bairro Alto

4.º lugar - Bica

5.º lugar - Alcântara

6.º lugar - Olivais

7.º lugar - Mouraria

8.º lugar - Beato

9.º lugar - Alto do Pina, Carnide, Graça e Santa Engrácia

10.º lugar - Baixa e Lumiar

11.º lugar - S. Vicente

12.º lugar - Bela Flor

13.º lugar - Belém

14.º lugar - Campolide

Melhor figurino - Beato, Castelo e Madragoa

Melhor coreografia - Bairro Alto e Castelo

Melhor cenografia - Alcântara e Castelo

Melhor letra - Beato, Madragoa, Marvila e Mouraria

Melhor musicalidade - Alfama

Desfile na Avenida - Alfama

Melhor composição - Bica ("À espera de uma fragata")

Moradores de Alfama estremeceram o Pavilhão Atlântico no desfile das marchas

Cerca de oito mil pessoas fizeram uma enorme festa na primeira das três noites de desfiles das Marchas Populares no Pavilhão Atlântico. O serão terminou em apoteose com a entrada da Marcha de Alfama. Hoje há mais.
A dada altura, junto a um bar ouve-se um sururu e no corredor de cima duas mulheres desatam à cacetada: uma espeta um soco na outra que, por sua vez, não fica quieta e tenta responder. Há povo em redor que parece gostar da cena mas surpreendentemente o conflito é encarado com uma naturalidade incrível pela maioria. Duas mulheres ao soco? Nada de grave. "Eh pá, é a Bela ali à porrada, não é?", comenta um rapaz conhecido por Xanana. "É ela, é", responde outro; e seguem os dois para o bar, como se nada se passasse e tudo aquilo fosse uma cena trivial.
As Marchas Populares vivem deste tipo de episódios que espelham bem a rivalidade em jogo. Muitos defendem que sem estas picardias a tradição não teria metade da piada - como tal, é escusado o paleio hippie.
O desfile das Marchas Populares no Pavilhão Atlântico é uma experiência inolvidável e impressionante. O espectáculo não se resume ao que se passa na arena. Nas bancadas também há encanto. O cenário descreve-se assim: as mulheres, baixinhas e roliças, dançam enquanto gesticulam e berram "Ié ié ié Alfama é que é!". Os maridos, ao lado, bigodes proeminentes, as mãos nos bolsos, mantêm-se mais reservados. A rapaziada mais nova circula em bando e exibe um look sofisticado: argola dourada no ouvido, alguns bonés, muitos penteados à Raul Meireles e um ou outro telemóvel a debitar um ritmo hip-hop.
Cada bairro parece ter a sua zona definida na bancada e nos corredores. Nos metros quadrados de "fronteira" entre cada um trocam-se bocas ou olhares de desconfiança. "Eu sou o Piranha!", apresenta-se um homem de peito inchado pelo orgulho de ver a sua filha Vera Pereira na Marcha do Beato. "Sou do Beato mas reconheço que Alfama é favorita e tem a melhor claque", prossegue Piranha, 45 anos, trabalhador na construção civil e adepto assumido dos Onze Unidos, uma equipa infantil de Futsal "muito conhecida na Internet".
A festa segue noite dentro com desfiles da Marcha Infantil "A voz do Operário", e das Marchas da Baixa, Lumiar, Santa Engrácia, Bela Flor e Beato. Por volta da meia noite entra em cena a Marcha de Alfama. E, aí, o Pavilhão estremece numa ruideira imensa: a claque de Alfama é, de longe, a mais numerosa e festiva. Aliás, a malta de Alfama é muito peculiar: fala alto, é expansiva e cada frase é articulada com um fervor desmesurado. Levam as Marchas muito a sério. Com a voz embebida em veneração e admiração os nativos falam em Carlos Mendonça, responsável por 12 vitórias do bairro nos últimos 20 anos. Consta que é um génio daquelas artes, assim uma espécie de Mourinho das Marchas, pleno de talento e bastante rigoroso com os seus súbditos. Esta edição marca a sua despedida: vai abandonar o seu cargo.
Não é à toa que o homem é admirado: por aquilo que o JN testemunha em mais de duas horas de desfile, a Marcha de Alfama está muito à frente e propõe um espectáculo de alto nível. Não é preciso ser-se especialista na matéria para reparar que os 50 marchantes de Alfama (25 casais) têm a lição bem estudada, movimentam-se numa sincronia incrível, arrasando na cenografia. Todavia, tais qualidades nem sempre são bem recebidas ou assumidas pelas marchas rivais que não raras vezes convivem mal com as vitórias de Alfama
. Para mais, e por aquilo que o JN tem visto, afigura-se pertinente sublinhar que é na Marcha de Alfama que estão as raparigas mais bonitas.
In Jornal de Noticias por CRISTIANO PEREIRA

Lisboa Down Town 2009 PARTE 2

Lisboa Downtown 2009

Desde 2000. Não existe outro bairro como este

Ano de depedida de Carlos Mendonça - Ensaiador das Marchas de Alfama




A edição de 2009 fica ainda marcada pela despedida de Carlos Mendonça, ensaiador de Alfama e que já conquistou doze vitórias. A muito se deve a este homem a boa prestação das Marchas de Alfama. O seu profissionalismo, segredo, e bom gosto veio tornar o bairro de Alfama como uma Marcha a ser vista com olhos de orgulho.


Seja qual for o resultado do bairro nas marchas deste ano desde já queremos agradecer ao grande Carlos Mendonça pelo tempo que nos disponibilizou.


A edição deste ano das Marchas Populares de Lisboa orça em cerca de um milhão de euros. Aos 660 mil euros de subsídio da Câmara Municipal de Lisboa (30 mil euros para cada uma das 22 colectividades organizadoras), somam-se mais de 260 mil euros para a logística dos três dias de exibições no Pavilhão Atlântico (próximos dias 5, 6 e 7) e desfile na Avenida da Liberdade (12).
Para o Atlântico são disponibilizados cerca de 7600 lugares por dia e já há bilhetes à venda (seis euros). Na Avenida vão ser montadas várias bancadas, com capacidade para cerca de 3000 lugares sentados. Também já se sabe a composição do júri: Francisco Teófilo (presidente), José Castanheira (cenografia), Dino Alves (figurinos) Duarte Ivo Cruz (letra), António de Brito (música), João Pinto e Rui Graça (apreciação global) e Mafalda Sebastião (representante da EGEAC).
A edição deste ano marca a estreia das Marchas da Baixa e Belém e o regresso dos Mercados. Por parte dos estreantes as expectativas são diferentes: Belém quer fazer boa figura no ano de estreia enquanto a Baixa coloca a fasquia alta e ambiciona os primeiros lugares. Para tal, conta na coordenação com António Escolástico, que no ano passado venceu com Marvila.

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