Imagens de Alfama

Imagens da maratona de Alfama

Veja aqui imagens da Maratona de Alfama de 2009.

Se quiser também pode ver mais imagens de Alfama aqui.

Inundação no Beco do Mexias

Exemplo do que umas chuvas podem fazer no bairro de Alfama. Existem poucas sargetas e muitas vezes estão intupidas. Alfama precisa que olhem por ela.

António Costa quer fazer emprestimo para reabilitação urbana

António Costa pretende avançar com a ideia, que foi impossibilitada pela oposição PSD e CDS/PP de pedir um empréstimo para conseguir terminar a reabilitação de bairros como o de Alfama.
No ultimo mandato, essa proposta foi recusada na Assembleia Municipal, conforme foi dito neste blog aqui.

Talvez com a maioria na assembleia essa proposta seja validada. De referir que a oposição recusou pois pretendia ter o empréstimo para os túneis que ia inventar.

Resultados eleitorais no bairro de alfama

Na Freguesia de São Miguel:
PS - 50,23% - 429 Votos - 6 ELEITOS
PCP /PEV - 24,24% - 213 Votos - 2 ELEITOS
PSD / CDS /MPT /PPM - 16,16% - 138 votos - 1 ELEITO
BE - 4,68% - 40 Votos

Freguesia da Sé:
PSD / CDS /MPT /PPM - 55,05% - 354 votos - 6 ELEITOS
PS - 26,44% - 170 Votos - 3 ELEITOS
PCP /PEV - 8,71% - 56 Votos
BE - 4,82% - 31 Votos

Freguesia de Santo Estevão:
PCP /PEV - 39,42% - 436 Votos - 4 ELEITOS
PS - 32,55% - 360 Votos - 3 ELEITOS
PSD / CDS /MPT /PPM - 18,63% - 206 votos - 2 ELEITOS
BE - 5,88% - 65 Votos

O bairro de Alfama consegue ter 3 freguesias e 3 presidentes de junta com cores politicas diferentes. Para os eleitos apenas posso desejar que executem bem o seu mandato em nome de que os elegeu e em nome de todos os moradores do bairro e dos que gostam do bairro.

AMÁLIA RODRIGUES CANTA "O FADO DE CADA UM"

Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até a morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!

No meu fado amargurado
A sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantando
Seja quem for adivinha
Na minha voz soluçando
Que eu finjo ser quem não sou!

Bom seria poder um dia
Trocar-te o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente
Já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher!

O Fado por Paulo A. E. Borges

Há experiências que nos deixam a braços com o lado desconhecido, secreto e autêntico da vida. O Fado é uma delas. Só o compreende quem, mais do que o ouvir, já o escutou ou cantou, num dos poucos templos do seu culto autêntico. Do arrebatamento perfilado, contido e hierático do(a) fadista ao trinar da guitarra e às almas que, silenciosas de olhos cerrados na penumbra, partem num arrepio da medula ao encontro da Saudade, é um mesmo rasgo das trevas da banalidade. E fica a Voz, uma voz dorida que sai das entranhas como a flama de um lume que a tudo consome. Paixão pura, gratuita, sem outro fim senão o de arder, tanto maior quanto mais se oferta : "dom sagrado".
Dos becos e vielas do coração obscuro de Lisboa ou dos salões da aristocracia castiça uma mesma Voz se ergue, quando o crepúsculo reabsorve na treva as femininas formas da cidade branca e rosa. O vento, que outrora engravidava as éguas no Monte Santo, vem agora dedilhar as cordas de uma guitarra portuguesa. O Tejo empresta a frescura e o ritmo das suas vagas. E as ninfas, sereias e tritões tomam forma humana, vestem-se de negro, à luz da Lua, para ficarem mais nús, mais íntimos à Noite absoluta. Então as Musas, as camonianas Musas, sopram : a celebração começa.
Embalada pelas velas pandas da Viagem e pela ressaca das marés da história, pelo espírito trovadoresco luso-árabe e pela mornidão coleante do lundum afro-brasileiro, essa Voz que a prumo se ergue, redimindo Céu e Terra da cisão originária, é Portugal. Portugal e sua remota matriz, atlante e estrímnica, serpentina e lusitana, no fim de um ciclo, no entardecer do mundo. Com a embriaguez, de ideal ou - quando em desespero - de vinho, a gastronomia chamanista, a poesia devocional, épica ou lírico-panteísta, o sebastianismo, a pega de caras, o barroco, a bizarria, o sonho realizador do impossível, a loucura e a Saudade, o Fado é um dos Arrebatamentos pelos quais vamos resistindo à coca-cola, à "fast food", ao aburguesamento da cultura, à intelectualização do sentimento religioso, à epidemia mediático-publicitária, ao imperialismo do imaginário anglo-saxónico e à destruição das almas e do planeta pelo consumismo e pela barbárie tecno-buro-plutocrática.
No Fado o trágico perdura. A irracional cisão entre o indivíduo e o Absoluto, que faz com que relativamente haja Destino, Fatum - a impessoal Moira que os gregos sabiam superior aos próprios
deuses - , desafia todo o dogma religioso e as derivadas metafísicas. Por isso os portugueses a cantam, na saturnina ironia de quem contempla como vãos todos os artifícios da razão. Sabem, sem jamais terem pensado nisso, que só a dor, a extrema dor da identificação com o mal do mundo, dele nos liberta. Assumido e celebrado até à exaustão, em corpo e alma e espírito, em corpo-alma-espírito, o sofrimento transmuta-se em Alegria, a única não fictícia. Cátharsis, uma cátharsis praticada na vida quotidiana duma população, rito dum mito esquecido ou desnecessário. E tantos intelectuais que, em sua ignorância de cátedra, a julgam sepulta no teatro grego ou na Poética aristotélica...
Entre o esconjuro ou expiação do mal de existir - essa primordial injustiça da separação entre o indivíduo e a Plenitude que faz de cada nascimento uma morte e vice-versa - , a revolta contra os deuses e o destino e a aceitação resignada duma "sorte" dada por Deus, o Fado é afinal um paradoxal misto de sabedoria e ignorância ou esquecimento. Esquecimento de que a Vida - sob pena de absurdo radical ou infernal delírio divino - é metamorfose onde tudo o que a cada um acontece só pode ser por si gerado e merecido, fruto de acções livres na sua origem mas com efeitos necessários, em função da sua intencionalidade, da sua intensidade e das suas circunstâncias. O que torna possível a conversão do destino em destinação, ou a Libertação plena de todas as inevitáveis limitações existenciais, nada compatível com a anestesia, o suicídio lento e o langor do deleite num sofrimento não emancipador. Assim, aos versos do conhecido "Fado é Sorte", de Jaime Mendes - "Bem pensado/ Todos temos nosso fado/ E quem nasce mal fadado/ Melhor fado não terá // Fado é sorte/ E do berço até à morte/ Ninguém foge por mais forte/ Ao destino que Deus dá" -, bem responderia Bocage : "Não forçam corações as divindades: / Fado amigo não há, nem fado escuro;/ Fados são as paixões, são as vontades".
Decerto que Portugal é muito dessa melancolia que Aristóteles, no célebre Problema XXX, considera inerente a todo o génio ou homem de excepção, relacionando-a com a loucura, a propensão para a poesia, o vinho e o erotismo. Se a isto juntarmos o gosto pelos cavalos e pelos touros, e a indispensável guitarra, teremos, substituindo melancolia por Saudade - de âmbito semântico mais rico, e com uma abertura para a "salvação" que aquele termo grego não contempla - , um quadro perfeito da boémia fadista. E talvez o "fado vadio", cantado por quem passa, nas tascas - por exemplo na agora fechada Mascote da Atalaia, a cujas obscuras divindades tanto se deve do que aqui nos inspira - e nas ruas, nas peregrinações dentro ou fora de portas, outrora em seges e tipóias, seja ainda uma das últimas expressões de uma vida aventureira, nómada e itinerante, naturalmente marginal à existência domesticada, que o excesso de civilização, reprimindo, em vez de suprimir agudiza, polarizando-a em formas hoje cada vez mais violentas e perversas. Longínquos herdeiros dos grupos medievais de foliões, mistos de clérigos, estudantes e cantadeiras, trovadores, jograis e histriões, numa era em que, apesar da incompreensão eclesiástica, ainda se cantava e bailava nas igrejas, procissões e cemitérios ( Carolina Michäelis de Vasconcelos mostra a pujança destas práticas na cultura galaico-portuguesa ), e um século antes da juventude anglo-
saxónica produzir os seus "rebeldes sem causa", convergindo no apocalíptico "No Future" da era "punk" e em todos os pós-niilismos contemporâneos, Lisboa encontrou, na santa aliança do rufia, do fidalgo excêntrico e da prostituta, e ao som do Fado, a mesma denúncia, sem alternativa, dos valores e do progresso sem valor da cultura e da sociedade burguesas. Dançando, ou "batendo o fado", de modo tão licencioso que logo atraiu censura e repressão, a "fadistagem fixe" opôs, em plena era industrial e urbana, o sentido arcaico da festa, do potlatch e do excesso, ou seja, do sagrado lúdico ( não institucional e meta-religioso ), à ascendente moralidade produtiva, mercantil e puritana. Com a cumplicidade de uma aristocracia fiel aos valores da generosidade, do dom, da terra, do ócio e da desmesura aventureira, desdenhosa do novo-riquismo racionalista e laborioso, a tradição portuguesa polarizou uma fonte de subversão da nova ordem dos "parvenus" auto-designados como respeitáveis, embrião dos homens cinzentos que hoje gerem a agonia do mundo.
Provém porventura desse contraste, entre o Infinito que na alma há e o pouco que dele ela e o mundo humano suportam, sempre que mais empenhados no domínio mental, político ou técnico-económico do universo, o pronunciado sentido elegíaco e triste da alma portuguesa e a resignação ante a desgraça do "povo de suicidas" ( Unamuno ) que Pascoaes disse sê-lo "por amor a Deus". Entristecimento saudoso, sentido de que o que mais importa só se presentifica na sua ausência, visão de que o "agora" só o é por decadência dum intemporal "outrora", já o encontramos nas trovas dos Cancioneiros, nas meditações da dinastia de Avis e na denúncia de Gil Vicente - na primeira pessoa, ante D.João III, o introdutor da Inquisição - da permuta do espírito folgazão pelos lamentos veterotestamentários de Jeremias : "Em Portugal vi eu já / em cada casa pandeiro, / e gaita em cada palheiro ; / e de vinte anos acá / não há i gaita nem gaiteiro. / A cada porta um terreiro, / cada aldeia dez folias, / cada casa atabaqueiro; / e agora Jeremias / é nosso tamborileiro " ( Tragicomédia do Inverno e Verão ).
Mas o espírito dionisíaco persistiu na música, e particularmente na popular ( como o viu Nietzsche ), onde menos impera a separação entre actores e espectadores e o canto e dança, em comum, ou o silêncio ritual, preservam a comunhão num mesmo Corpo Místico. Procedente da arcaica religiosidade cósmica, matriarcal e pré-olímpica, no Ocidente, ou pré-védica, no Oriente - em ambos os casos pré-ariana - , por cuja recusa e dissimulada integração as grandes religiões planetárias se constituíram, o dionisismo dos cultos mistéricos e iniciáticos encontrou entre nós a adequada celebração das Grandes Mães, dispensadoras da Vida e da Morte e, sobretudo, do Canto que arrebata a alma para além da sua coincidência. A Severa e Amália são, com todas as diferenças, e decerto mais do que no seu perfil psico-biográfico, essa viva instância mítica do Eterno Feminino que, na genial visão de Pascoaes, é a "Virgem da Saudade", a qual, uma vez fecundada pelo herói da Demanda que todos somos, não pode senão parir-nos um novo Deus-Homem, Mestre-Rei num universo transfigurado.
Então a Saudade, íntima união e complementaridade de contrários, se remirá do seu divórcio, pelo qual em Portugal ficaram a memória, a tristeza, o Fado, emigrando para o Brasil o desejo, a
esperança, a alegria, o Carnaval... Então Portugal se desencantará e, descoberto o Embuçado, haverá beija-mão Real, com o João Ferreira Rosa a cantar o Fado do Fado Vencido. Acompanhá-lo-ão as dez mil guitarras de Alcácer-Quibir, dedilhadas por todos os Nautas da Aventura, culminando em Ressurreição o "morrer devagar" de quatro séculos de interminável agonia. Afinal apenas um mau sonho, mágica ilusão dissipada pela esplendorosa Luz da barra do Tejo.


"A Amor quis esquivar-me, e ao dom sagrado:
Mas vendo no meu génio o meu destino,
Que havia de fazer ? Cedi ao fado"
- Bocage

Argentina Santos vitima de um AVC



A fadista encontrava-se no sábado na sua Casa de Fados, A Parreirinha de Alfama, quando desmaiou e entrou em coma.
"Apanhámos um grande susto, mas já passou." Foi nestes termos que Carlos do Carmo se referiu ao AVC que terá estado na origem do desmaio seguido do coma de que foi vítima a fadista Argentina Santos, de 83 anos, anteontem à noite, e que obrigou ao seu internamento no Hospital de São José, em Lisboa.
A fadista encontrava-se no sábado na sua Casa de Fados, A Parreirinha de Alfama, quando desmaiou e entrou em coma. Foi conduzida rapidamente para o Hospital de São José, onde, segundo Carlos do Carmo, "foi muito bem tratada". Ontem à tarde acordou: "Foi como se tivesse acordado de um sono profundo e ainda bem. Ela é a minha menina."

Argentina Santos, considerada uma das últimas divas do fado castiço, nasceu no bairro da Mouraria, onde tem uma rua com o seu nome.

Ao contrário da maioria dos fadistas começou a cantar tarde, aos 24 anos, no restaurante que abriu em 1950, A Parreirinha de Alfama. Com os anos, e graças aos dotes vocais da fadista mas também aos culinários, a Parreirinha tornou-se um espaço de referência do fado mais tradicional.

Desde que gravou o seu primeiro disco, em 1960, Argentina Santos tem tido uma carreira cheia de êxitos, entre os quais os inesquecíveis ‘Duas Santas’ e ‘Juras’.

Realizou várias tournées internacionais e é patrona da Academia do Fado em Racanati, Itália, que inaugurou. Em 2005 foi galardoada com o Prémio Amália Rodrigues, que consagra a sua carreira.

Fonte hospitalar confirmou que Argentina Santos estava a recuperar bem, mas recusou adiantar mais pormenores. A sua saída do hospital irá agora depender "de decisão médica". Ontem, A Parreirinha de Alfama esteve fechada.


in Portal do fado

Alfama recebe animação de rua para todos os gostos

O Largo de São Miguel, em Alfama, recebe amanhã a 1ª edição de Artes Performativas de Rua. Vai haver fado, guitarradas, músicas do mundo, pintura de murais... boa sangria e petiscos típicos. A entrada é grátis.
Fado vadio, guitarradas, percussões soltas com sons de todo o mundo, pinturas de murais, e outras artes de rua... tudo acompanhado por petiscos típicos de Portugal. A 1ª edição de Artes Performativas em Alfama vai acontecer hoje, 28 de Agosto de 2009, com entrada livre.
A ideia partiu de Frederico Carvalho, morador e fã confesso do bairro: "Estava à conversa com amigos sobre eventos que começaram do nada e que se tornaram tradição, como é o caso da Tomatina , em Espanha. Porque não fazer algo que também dinamize Alfama?".
A ideia pegou e, com divulgação boca-a-boca, chegaram propostas dos mais diversos artistas anónimos. "Desde fadistas a instrumentistas de música do mundo, como a cuíca, o charango, o bandolim, o santur iraniano, o darbuka, o didgeridoo e ainda o clarinete ou o saxofone... Há muita gente a querer participar".
O evento, que terá periodicidade mensal, decorrerá sempre na última sexta-feira de cada mês, pelas 21h00. Enquanto o calor durar, o Largo de São Miguel é o local eleito para receber a festa. Quando chegar a chuva e o frio a iniciativa passa para as instalações da Associação Recreativa "O Adicense", um dos marcos daquele que é um dos mais típicos bairros de Lisboa.

O Chafariz de Dentro

«Chama-se assim este Chafariz, por ficar dentro das portas da antiga muralha de Lisboa Oriental; que todos os mays ficam da banda de fora, e tão vizinhos huns dos outros, que em pouco differem as suas agoas (…)» Assim começa o pequeno texto que Sérgio Velloso d’Andrade dedica ao Chafariz de Dentro. Apesar de menos conhecido do que o célebre Chafariz d’El-Rei é este também um dos mais antigos de Lisboa, tendo sido primeiramente conhecido por Chafariz dos Cavalos.
Tal designação, por mais de uma vez se tem prestado a confusões, pois um outro, com o mesmo nome, teve também a sua importância na história da cidade. Foi e continua a ser frequente a confusão entre os dois chafarizes em algumas publicações mais generalistas ou pela pena de autores menos escrupulosos e Castilho sentiu necessidade de esclarecer que o Chafariz dos Cavalos citado por Fernão Lopes, Damião de Góis e na Carta Régia de 2 de Maio de 1494 é aquele mesmo que hoje conhecemos por Chafariz de Dentro, nome que terá adquirido depois da construção da Muralha Fernandina.

Ora n’esse lanço isolado da muralha abria-se uma porta,
composta de dois arcos muito chegados um ao outro, segundo se
vê na estampa de Braunio, sob o n.º 72, e ahi designada pelo nome
de Porta do chafariz dos cavallos.


Os dois títulos, quanto a mim,
assignalam o mesmo chafariz. Provas? Ellas aqui vão:
1.ª – Na estampa acabada de citar, essa porta, collocada
mesmo em frente do chafariz, o qual lá se vê muito bem com os
seus tanques, chama-se, como disse, do chafariz dos Cavallos,
ficando elle no sitio exacto do nosso chafariz de Dentro.
2.ª – Ha uma carta d’el-Rei D. João II ao Senado da Câmara
de Lisboa, em 9 de Maiode 1944, datada de Almeirim, em que,
insistindo o Soberano para se fazerem certos arranjos, e
modificações, no chafariz dos Cavallos, assegura que o sitio não
ficará pejado com os novos tanques que ele projecta, para
lavagem e aguada, «e fica rrua asaz, e limpa, pª seruidam e
prosiçam da festa dos pescadores».
Essa procissão era a dos pescadores de Alfama, tão
encarecida por Frei Nicolau de Oliveira, procissão que sahia de
Santo Esp’rito de Alfama, ermida que, segundo acima notei, lá
esta no principio da rua dos Remédios, bem próxima ao mesquinho
largo onde fica o nosso chafariz de Dentro.
3.ª – Quando o autor das Grandezas de Lisboa descreve os
varios montes da Cidade, diz que o Monte de S. Vicente desce
«pelo Salvador a baixo, e vae fenecer no chafariz dos Cavallos;
fenece exactamente no chafariz de Dentro.
Querem marcação mais clara?

A mudança de designação, obviamente, apenas terá acontecido após a construção da já referida muralha351 e, mais provavelmente, após a edificação do chafariz da Aguada, de lado de fora da dita que, por contraponto, era também por conhecido por Chafariz de Fora. Para Castilho: «Quando o povo começasse a dizer chafariz de Dentro, em vez de chafariz dos Cavallos, não é fácil fixar; essas mudanças vão tão subtis, que não há modo de achar o ponto de transição.»
Se não restam dúvidas que a actual designação do chafariz resulta de razão objectiva e que não admite grandes especulações, a sua anterior denominação de Chafariz dos Cavalos é ainda objecto de alguma polémica. Alguns defendem que este Chafariz dos Cavalos era assim designado, porque teria um tanque onde matariam a sede cavalos, muares e outras bestas. Porém, outros argumentam que era assim chamado em resultado de a sua água jorrar de bicas em forma de cabeça de cavalo.
A existência destas bicas é testemunhada, entre outros, por Damião de Góis, para quem, «(…) para os lados da Porta da Cruz, emerge uma outra fonte, ou, para melhor dizer, um tanque chamado [Chafariz] dos Cavalos, isto porque tem umas esculturas de cavalos cujos focinhos de bronze deitam jorros de água, formando, ao sair do tanque, uma espécie de riachos.» Estes cavalos com focinho de bronze seriam certamente os mesmos que, segundo Fernão Lopes354, os castelhanos às ordens de Henrique II, de Castela, em 1373, terminado o cerco à cidade de Lisboa, quiseram levar como troféu, o que só não conseguiram porque, astutamente, os lisboetas, precavendo a situação, as haviam retirado. Também dois viajantes venezianos, citados por Castilho, escreveram sobre o chafariz e os seus cavalos. Diz-nos Castilho:
E os viajantes venezianos Tron e Lippomani dizem em dias ’elRei D. Sebastião, seguindo Goes servilmente:
Para o lado da porta que chamam da Cruz ha outra fonte, ou antes lago, que denominam dos Cavallos, porque da bocca de alguns cavallos de metal sae tanta agua, que forma uma corrente a modo de ribeiro»

Poderia então considerar-se como definitivo terem sido essas famosas e épicas bicas a razão deste ser chamado Chafariz dos Cavalos. Porém, e todos os outros também conhecidos pela mesma denominação, que não tinham bicas com esse formato Aceitamos como válidas ambas as proposições, no que aliás não diferimos de Eduardo
Freire de Oliveira que salomonicamente afirmava:
É possivel que no chafariz de Dentro primitivamente existissem os cavallos d’arame a que Fernão Lopes e Duarte Nunes alludem, e que fôsse esta a causa de lhe chamarem chafariz dos Cavallos; mas póde muito bem succeder que nada d’isto assim fosse, e que a denominação de chafariz dos Cavallos dada quer a um quer a outro dos referidos chafarizes, proviesse d’estes terem tanques destinados para o gado beber agua. É talvez o mais provável.
Quando foi construído este chafariz, ninguém pode afirmá-lo. As referências mais antigas datam, de acordo com Augusto Vieira da Silva, ao remotíssimo ano de 1285.
Contudo, talvez o documento mais conhecido que se refere ao Chafariz de Dentro seja a Carta Régia de 2 de Maio de 1494. Este interessante texto é bem elucidativo quanto às preocupações do soberano (D. João II) com as pequenas obras que, criteriosamente, levadas a cabo muito poderiam melhorar as condições de vida dos seus súbditos. Vejamos então o conteúdo da referida carta:

Equamto ao que per a outra carta dizees e apomtaes os
imcomveniemtes, que se podem seguir, acerca do que leixamos
hordenado que se fezese no chafariz do caualos e no lauatorio das
molheres, a nos pareçe todo o contrairo, por que nos o vimos muy
bem pr nos, e com ofiçiaes e pesoas que o bem emtemdiam,
achamos que tudo se podia muy bem fazer, feito he cousa muy
proueytosa aa çidade e moradores della; pr que, segundo a
pimtura que dello fezemos, e o que falamos com pero vaaz, que de
tudo ficou muy bem emformado, acharees que, fazemdose asy a
rrepartiçam da augua pr as bicas, que hordenamos que se façam,
homde aguora se toma em as que estam trabalhosamente, podese
tomar nas outras bicas per moças muy pequenas, muy sem
trabalho. E mais, nos chafarizes pequenos, que se ham de fazer,
em que ha de cair a augua das ditas bicas, sempre ham destar
cheos, e quem nom quiser a augua tam limpa, asy como açacaaos
(aguadeiros) e outros semelhantes, podem neeles emcher seus
camtaros a seu prazer, E as bestas tem asaz chafariz em que
bebam; e asy pode virr ao chafariz em que lauam, e fica rrua asaz
e limpa pª seruidam da prosiçam da festa dos pescadores. E asy
comcludimos que nos parece que por estes rrespeitos e outros
muitos, q aquy sam escusados dapomtar, que esta obra sse deue
fazer como esta devisada, sallvo se vos outros quiserdes obrar do
custume que sempre teueram os offiçiaes desa cidade, que, como
allguem qr fazer allguua bemfeytoria, loguo a embarguavam, e vos
asy ho podees fazer. E pr q apomtaes que nam há hy drrº das
rrendas da cidade pª a despesa desta obra, Ruy lobo tem çem mill
Rs, de cabos de comtas, com esta obra e outras mais se pode fazer,
e certo nos Reçeberiamos comtemtameto e vos agradeçeryamos de,
com toda a deligemçia, esta cousa se fazer sem delongua.»


Continua…
In Memorias das Aguas de Alfama de Carlos Manuel Barros Martins Beirão de Oliveira

Tenda Marroquina em Alfama




Já abriu a loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina em Alfama. No dia 2 de Julho abriu a primeira loja Pontos Étnicos -Tenda Marroquina, loja de artesanato e de decoração de interiores de artigos exclusivos de Marrocos.
O local escolhido para a abertura da Loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina foi Alfama junto ao Rio, na Rua Cais de Santarém, nº 30 (perto da Casa dos Bicos)
Alfama é das zonas com mais origens árabes em Lisboa, cujo nome deriva também do árabe al-hamma, que significa banhos ou fontes.
Os Pontos Étnicos - Tenda Marroquina terá à venda artigos marroquinos de decoração e de moda tais como:
- poufs em pele e tecido
- conjuntos de serviço de chás
- túnicas, calçado e malas
- conjuntos de pintura de Henna
- candeeiros e lanternas
- cerâmica variadas (tajines, potes, etc)
- espelhos de vários tipos (madeira, estanho, osso, etc..)
- tapetes bèrberes
- bijutaria em prata, osso e resina
- cosméticos tradicionais
- caixas em madeira Thuya
- e muito mais!


Todos os artigos são importados exclusivamente de marrocos e fabricados por artesões. A loja Pontos Étnicos - Tenda Marroquina, providencia ainda aos seus clientes, caso o desejem um serviço completo de decoração de interiores.
Sobre a abertura da loja Pontos Étnicos — Tenda Marroquina, Katia Amaro, mentora deste projecto refere que “A minha paixão pelo exótico e pela decoração e principalmente pelo artesanato marroquino, fez com que tomasse a decisão de abrir a loja e tentar trazer um pouco do artesanto e da cultura Marroquina para Portugal, e partilhar a minha paixão com mais pessoas.“


Para mais informações, por favor contacte:
Kátia Amaro
Gerente dos Pontos Étnicos
Tlm.: 93 821 96 43
Pontos Étnicos
Rua Cais de Santarém, nº 30
1149-035 Lisboa
Telef./Fax: 21 888 6535

Petição "Salvem o Lusitano Clube de Alfama"


À atenção: Do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Dos Srs. Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa

Da Comunicação Social


Considerando que nos últimos meses, temos sido confrontados pela constante presença de forças da autoridade que são chamadas a este espaço centenário da capital por uma única pessoa da freguesia que se queixa permanentemente do ruído inerente às actividades culturais que se desenrolam no Lusitano Clube; Considerando, com a humildade que nos é reconhecida, que a Cultura da Cidade de Lisboa saiu favorecida desde Maio do ano passado com o rejuvenescimento do Lusitano Clube; Considerando que desde essa data proporcionámos a Lisboa um espaço inclusivo e multicultural, facto esse que é reconhecido por diversas entidades públicas bem como pelas centenas de pessoas que nos fazem o favor de visitar semanalmente; Considerando por último que não faria sentido fazer parte dum projecto em que a cultura não tivesse um papel destacado e acreditando que não será uma voz isolada, que a fazer denúncias, a perseguir e a caluniar, poderá impedir a realização de acontecimentos neste espaço de Lisboa. Assim, demonstram os abaixo assinados, a sua total solidariedade para com a actual direcção do Lusitano Clube, que tudo tem feito para que este espaço seja útil para o desenvolvimento da Cultura na Cidade de Lisboa, e repudiam completamente a intensa perseguição que nos é feita. Mais solicitam os abaixo-assinados, que a Câmara Municipal de Lisboa licencie a utilização deste espaço até à 1:00h, de forma a que assim se possa prosseguir com as actividades culturais que o Lusitano Clube promove, nomeadamente a actuação dos grupos musicais residentes, sem as quais esta Associação Centenária não sobreviverá.

16 de Julho de 2009


A direcção do Lusitano Clube
Os Peticionários


Assembleia Municipal de Lisboa inviabiliza empréstimo camarário para reabilitação urbana - Deputados do PSD, BE e CDS-PP abstiveram-se


A Assembleia Municipal de Lisboa acabou de inviabilizar um empréstimo de 120 milhões de euros que a câmara tinha negociado com a banca e com o Banco Europeu de Investimento para obras de reabilitação urbana.

A lei exigia que um empréstimo deste género fosse aprovado por maioria absoluta na assembleia, uma vez que se prolonga pelos próximos mandatos camarários, mas a abstenção dos deputados municipais do PSD, BE e CDS-PP fez chumbar as propostas dos socialistas.

Os 120 milhões destinam-se entre outras coisas a terminar obras em bairros históricos como Alfama, paradas desde o mandato anterior por causa de dívidas da autarquia aos respectivos empreiteiros. O PSD designou este plano de reabilitação urbana como uma mistificação. Entre os sociais-democratas, apenas a presidente da assembleia municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, votou a favor .

Por Ana Henriques in Publico


Nota do Blogger: O PSD, Bloco de Esquerda e CDS, podem considerar este plano uma mistificação. Mas o facto de não terem votado contra, mas terem-se abstido, quando isso equivale ao mesmo, apenas pode indica uma coisa. Estes partidos, tendo eu já votado em todos eles, estão a brincar á democracia. Não votaram contra para não dizerem claramente aos munícipes que as obras dos seus prédios vão ter de esperar mais um ano para ser terminada ou mesmo começada. Mas sabendo que era necessária uma maioria absoluta estavam a impedir que tudo possa começar e continuar. Estranhamente o PSD que aprovou o túnel do marques que todos nós temos de pagar em algumas décadas, impediu que fosse aprovado a melhoria de dezenas de prédios em alfama e na restante cidade.

Posso não gostar do modo como a Câmara está a ser dirigida pelo António Costa, mas PSD, Bloco de Esquerda e CDS-PP, não terão o meu voto.

Muito menos pretendo votar num candidato que quer ser presidente da câmara, pois não tem outro local onde cair e pretende fazer túneis para esconder o que está por de cima.

III MARATONA DE FOTOGRAFIA DIGITAL




OS SENTIDOS DE ALFAMA
SÁB 4 JULHO 09 10h00 – 22h00
Passear em Alfama, percorrer as suas ruelas e becos, prende o nosso olhar fascinado pelo desequilíbrio dos edifícios, pela diversidade de estilos arquitectónicos, pela riqueza patrimonial. Mas também o nosso ouvido é invadido pelos sons do bairro, seja a música que sai de uma janela ou uma conversa animada entre vizinhos. O cheiro do peixe grelhado à porta de casa, o balde de água suja despejado na rua, as flores plantadas em vasos ou nos quintais improvisados, despertam-nos sensações agradáveis ou repulsivas. Por vezes o cheiro incentiva a experiência do gosto e as sardinhas assadas tornam-se irresistíveis… O passeio continua, enquanto sentimos o contraste da rugosidade das paredes em ruínas com a suavidade dos edifícios pintados de novo.
Alfama estimula todos os nossos sentidos e activa sensações e memórias para além do campo da visão. Assim, queremos proporcionar aos participantes na Maratona a oportunidade de viverem uma experiência multi-sensorial e desafiamo-los a utilizarem a fotografia não apenas como prolongamento do olhar, mas de todos os sentidos.
INSCRIÇÕES
de 15 Junho a 2 de Julho
PREÇO: 15€ (15-25 Junho) / 20€ (26 Junho-2 Julho)
http://www.app-alfama.org/

Podem consultar o regulamento aqui

Ou ver os premios aqui

Há um ano havia 22 mil lugares que não davam qualquer rendimento por estarem desactivados ou por explorar

O silo automóvel das Portas do Sol, em Alfama, é o mais moderno do país e também o que teve até hoje o pior resultado financeiro para a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). Só em 2007 o prejuízo rondou os 150 mil uros.
Segundo dados da empresa, cada lugar de estacionamento neste silo rendeu em 2007 por mês menos de 50 euros, num espaço que tem cerca de 20 mil euros por mês de custos de manutenção, avança a Lusa.
Apostada em reduzir o valor dos custos de manutenção, a EMEL está a renegociar o contrato com a empresa responsável pelo serviço.


O silo custou cinco milhões de euros e abriu em 2005 com um sistema de estacionamento automático que apenas exige ao condutor que coloque o carro num elevador e o deixe fechado.
Um moderno sistema automático instalado nos três pisos do silo encarrega-se de estacionar o veículo e de o ir buscar quando chega o dono.
Apesar de ser igualmente um espaço de estacionamento mais seguro do que os clássicos parques de rua, porque não permite a entrada de pessoas, o silo não tem merecido a confiança dos lisboetas.
«Percebemos que as pessoas não tinham muita confiança em deixar aqui o carro, porque o perdiam de vista. Não sabiam o que lhe acontecia», explicou à agência, Diogo Homem, da direcção comercial/marketing da EMEL.
Para minorar esse sentimento de desconfiança foi instalado um painel junto aos dois elevadores onde se pode ver todo o percurso do veículo até chegar ao seu lugar.
Redução das assinaturas mensais


A redução das assinaturas mensais para cerca de metade (até ao final do ano) foi outra das medidas lançadas este mês pela EMEL, passando os passes mensais do público (horário diurno) para 99 euros (custavam mais de 200), os dos comerciantes para 74 e dos residentes 37 euros.
A EMEL tem a seu cargo 50 mil lugares de estacionamento em Lisboa, 3 mil dos quais em 16 parques espalhados pela cidade.
De acordo com documentos da anterior administração a que a Lusa teve acesso, há um ano havia 22 mil lugares que não davam qualquer rendimento à empresa, por estarem desactivados e/ou por explorar.







In Agencia Financeira.




Nota do autor: Este estacionamento, para alem de muito caro, teve durante vários meses um elevador de automóveis avariados, para além de, em algumas situações, o motorista precisa de esperar mais de 10 minutos pela sua viatura. Retirou-se um campo de futebol de 5 que a Câmara prometeu fazer noutro sitio, que ainda esperamos, para haver mais lugar para estacionar. Na verdade, perdeu-se um campo de Futebol e um parque para crianças e arranjou-se apenas 20.000€ de custo de manutenção numa obra de 5.000.000€. Sem palavras.

Lisboa debaixo de terra - O Teatro Romano

O teatro romano, situado em Alfama, na Rua de São Mamede, que é de visita obrigatoria.

Marcha de Alfama 2009

plágio que uma associação de Famalicão que concorreu às marchas antoninas fez à marcha de Alfama 2007

Os unidos de Avidos, os grandes vencedores Marchas Antoninas 2009 Vila Nova Famalicão, plagiaram a marcha de Alfama de 2007. Fatos, musica , letra e foram vencedores, mesmo quando se descobriu que era plagio da Marcha de Alfama.

No Blog www.euvisusei.blogspot.com está este texto:


"Marchas Antoninas visto pelo leitores
"Sê mais esperto do que os outros, se puderes, mas não lhes digas isso"
Philip Chesterfield (1694-1773)

Para os 4 membros do júri que avaliaram as marchas antoninas 2009, especializados em marchas, que de certeza absoluta, viram e ouviram as inúmeras marchas vitoriosas do bairro alfacinha de Alfama ao longo da última década, aqui vai um tónico para lhes avivar a memória. Para muitos, buscar inspiração é copiar. Assim, o caminho fica facilitado.
E tudo se torna mais fácil, quando somos avaliados por um júri com sintomas de Alzheimer. Bom, mas tudo é muito normal num país onde impera o facilitismo.
Enfim, são as chamadas novas oportunidades.
Não é preciso ser inteligente, basta ser esperto.

Marcha de Alfama 2007 (vencedora das Marchas de Lisboa desse ano) versus Marcha de Avidos 2009 (vencedora das Marchas Antoninas de Famalicão – 2009)
Para não falar da música que é uma cópia integral, e da coreografia que é uma colagem parcial, tentem descobrir as enormes diferenças do refrão:

Marcha de Alfama 2007

Toma lá beijinhos e dois abraçinhos
Vem comigo hoje p’ra rua, quero dançar
E se tu quiseres, logo que puderes
Pedimos ao Santo para nos casar.
Toma um manjerico, que este namorico,
Como diz o verso num cravinho de papel,
Tem do Santo a bênção e já todos pensam
Que esta Maria é deste Manel.

Marcha de Avidos 2009

Toma lá beijinhos e dois abraçinhos
Vem comigo hoje p’ra rua, quero dançar
E se tu quiseres, logo que puderes
Pedimos ao Santo para nos casar.
Toma meu amor este manjerico,
Como diz o verso num cravinho de papel,
Tem do Santo a bênção e já todos pensam
Que esta Maria é deste Manel.

São muito diferentes, não são?

Agora pergunto:
Para quê procurar originalidade, queimar os neurónios, se a 300 km a sul temos todas as ferramentas de que precisamos?
Como seria bom que todas as marchas de Famalicão fossem clones das lisboetas. Sem dúvida que a qualidade aumentaria."

Existem direitos de autor, que devem ser respeitados e por isso deve alguem colocar a Associação unidos de Avidos em Tribunal.

Procissão de Santo António

No dia 13 de Junho, no Bairro de Alfama, na data da morte do Santo que todos os lisboetas gostam, realiza-se a Procissão de Santo António. É festejado o dia de Santo António, como feriado na cidade de Lisboa e noutras localidades, pois sabemos hoje em que dia o nosso santo morreu e não temos a certeza em que ano nasceu (1191/1195).
Começa na Igreja de Santo António, passa pela Sé Catedral, Igreja de São João da Praça, Igreja de São Miguel, Capela da Senhora dos Remédios, Igreja de Santo Estêvão, Igreja de São Tiago e volta para a Igreja de Santo António.
Algumas Imagens da Procissão deste ano de 2009.



Santo António e o Menino


São Miguel e o povo

A procissão

São Miguel







Marcha de Alfama-2009

A Marcha Campeã, juntamente com Castelo, do nosso bairro de Alfama

Alfama e Castelo conquistam o primeiro lugar nas Marchas Populares de Lisboa

Pela 12ª vez, em 20 anos, Alfama foi vencedora nas Marchas. Este ano Alfama dividiu o 1º lugar com o Castelo. Depois de uma noite de desfiles na Avenida da Liberdade, Alfama e Castelo foram os bairros vencedores "ex-aequo" do Concurso das Marchas Populares de Lisboa 2009, anunciou o júri.

Madragoa e Marvila ficaram em segundoVárias foram as classificações "ex-aequo", facto que foi salientado com satisfação pelo júri como sinal da "qualidade global sempre crescente" das marchas.

Classificação final:

1.º lugar - Alfama e Castelo

2.º lugar - Madragoa e Marvila

3.º lugar - Bairro Alto

4.º lugar - Bica

5.º lugar - Alcântara

6.º lugar - Olivais

7.º lugar - Mouraria

8.º lugar - Beato

9.º lugar - Alto do Pina, Carnide, Graça e Santa Engrácia

10.º lugar - Baixa e Lumiar

11.º lugar - S. Vicente

12.º lugar - Bela Flor

13.º lugar - Belém

14.º lugar - Campolide

Melhor figurino - Beato, Castelo e Madragoa

Melhor coreografia - Bairro Alto e Castelo

Melhor cenografia - Alcântara e Castelo

Melhor letra - Beato, Madragoa, Marvila e Mouraria

Melhor musicalidade - Alfama

Desfile na Avenida - Alfama

Melhor composição - Bica ("À espera de uma fragata")

Moradores de Alfama estremeceram o Pavilhão Atlântico no desfile das marchas

Cerca de oito mil pessoas fizeram uma enorme festa na primeira das três noites de desfiles das Marchas Populares no Pavilhão Atlântico. O serão terminou em apoteose com a entrada da Marcha de Alfama. Hoje há mais.
A dada altura, junto a um bar ouve-se um sururu e no corredor de cima duas mulheres desatam à cacetada: uma espeta um soco na outra que, por sua vez, não fica quieta e tenta responder. Há povo em redor que parece gostar da cena mas surpreendentemente o conflito é encarado com uma naturalidade incrível pela maioria. Duas mulheres ao soco? Nada de grave. "Eh pá, é a Bela ali à porrada, não é?", comenta um rapaz conhecido por Xanana. "É ela, é", responde outro; e seguem os dois para o bar, como se nada se passasse e tudo aquilo fosse uma cena trivial.
As Marchas Populares vivem deste tipo de episódios que espelham bem a rivalidade em jogo. Muitos defendem que sem estas picardias a tradição não teria metade da piada - como tal, é escusado o paleio hippie.
O desfile das Marchas Populares no Pavilhão Atlântico é uma experiência inolvidável e impressionante. O espectáculo não se resume ao que se passa na arena. Nas bancadas também há encanto. O cenário descreve-se assim: as mulheres, baixinhas e roliças, dançam enquanto gesticulam e berram "Ié ié ié Alfama é que é!". Os maridos, ao lado, bigodes proeminentes, as mãos nos bolsos, mantêm-se mais reservados. A rapaziada mais nova circula em bando e exibe um look sofisticado: argola dourada no ouvido, alguns bonés, muitos penteados à Raul Meireles e um ou outro telemóvel a debitar um ritmo hip-hop.
Cada bairro parece ter a sua zona definida na bancada e nos corredores. Nos metros quadrados de "fronteira" entre cada um trocam-se bocas ou olhares de desconfiança. "Eu sou o Piranha!", apresenta-se um homem de peito inchado pelo orgulho de ver a sua filha Vera Pereira na Marcha do Beato. "Sou do Beato mas reconheço que Alfama é favorita e tem a melhor claque", prossegue Piranha, 45 anos, trabalhador na construção civil e adepto assumido dos Onze Unidos, uma equipa infantil de Futsal "muito conhecida na Internet".
A festa segue noite dentro com desfiles da Marcha Infantil "A voz do Operário", e das Marchas da Baixa, Lumiar, Santa Engrácia, Bela Flor e Beato. Por volta da meia noite entra em cena a Marcha de Alfama. E, aí, o Pavilhão estremece numa ruideira imensa: a claque de Alfama é, de longe, a mais numerosa e festiva. Aliás, a malta de Alfama é muito peculiar: fala alto, é expansiva e cada frase é articulada com um fervor desmesurado. Levam as Marchas muito a sério. Com a voz embebida em veneração e admiração os nativos falam em Carlos Mendonça, responsável por 12 vitórias do bairro nos últimos 20 anos. Consta que é um génio daquelas artes, assim uma espécie de Mourinho das Marchas, pleno de talento e bastante rigoroso com os seus súbditos. Esta edição marca a sua despedida: vai abandonar o seu cargo.
Não é à toa que o homem é admirado: por aquilo que o JN testemunha em mais de duas horas de desfile, a Marcha de Alfama está muito à frente e propõe um espectáculo de alto nível. Não é preciso ser-se especialista na matéria para reparar que os 50 marchantes de Alfama (25 casais) têm a lição bem estudada, movimentam-se numa sincronia incrível, arrasando na cenografia. Todavia, tais qualidades nem sempre são bem recebidas ou assumidas pelas marchas rivais que não raras vezes convivem mal com as vitórias de Alfama
. Para mais, e por aquilo que o JN tem visto, afigura-se pertinente sublinhar que é na Marcha de Alfama que estão as raparigas mais bonitas.
In Jornal de Noticias por CRISTIANO PEREIRA

Ano de depedida de Carlos Mendonça - Ensaiador das Marchas de Alfama




A edição de 2009 fica ainda marcada pela despedida de Carlos Mendonça, ensaiador de Alfama e que já conquistou doze vitórias. A muito se deve a este homem a boa prestação das Marchas de Alfama. O seu profissionalismo, segredo, e bom gosto veio tornar o bairro de Alfama como uma Marcha a ser vista com olhos de orgulho.


Seja qual for o resultado do bairro nas marchas deste ano desde já queremos agradecer ao grande Carlos Mendonça pelo tempo que nos disponibilizou.


A edição deste ano das Marchas Populares de Lisboa orça em cerca de um milhão de euros. Aos 660 mil euros de subsídio da Câmara Municipal de Lisboa (30 mil euros para cada uma das 22 colectividades organizadoras), somam-se mais de 260 mil euros para a logística dos três dias de exibições no Pavilhão Atlântico (próximos dias 5, 6 e 7) e desfile na Avenida da Liberdade (12).
Para o Atlântico são disponibilizados cerca de 7600 lugares por dia e já há bilhetes à venda (seis euros). Na Avenida vão ser montadas várias bancadas, com capacidade para cerca de 3000 lugares sentados. Também já se sabe a composição do júri: Francisco Teófilo (presidente), José Castanheira (cenografia), Dino Alves (figurinos) Duarte Ivo Cruz (letra), António de Brito (música), João Pinto e Rui Graça (apreciação global) e Mafalda Sebastião (representante da EGEAC).
A edição deste ano marca a estreia das Marchas da Baixa e Belém e o regresso dos Mercados. Por parte dos estreantes as expectativas são diferentes: Belém quer fazer boa figura no ano de estreia enquanto a Baixa coloca a fasquia alta e ambiciona os primeiros lugares. Para tal, conta na coordenação com António Escolástico, que no ano passado venceu com Marvila.

Habitar entre paredes que ameaçam cair

Prédio de Alfama ainda acolhe duas famílias, mas a fachada está a desprender-se das paredes
"É hoje que a fachada cai. É hoje que cai...". Todos os dias, Maria Pereirinha é assaltada por este pensamento perturbador. Ela e o vizinho. Ambos ousam ainda morar no velho prédio de Alfama, em Lisboa. Mas não sem medo.
Quem passa pela Rua Terreiro do Trigo nem imagina a agonia que reina entre aquelas paredes. A cara lavada da fachada com tinta (já esbatida por uns quantos anos de exposição ao sol), para disfarçar os efeitos de um incêndio, escondem tectos caídos e soalhos apodrecidos pela entrada da chuva. Nas traseiras, mais resguardadas de olhares indiscretos, há buracos abertos nas paredes que dão para a rua, engalanados por ervas daninhas.
"Quando chove, parece que estamos na rua. Há ratos e bichos por todo o lado. Ninguém faz nada. Parece que se esqueceram de nós", queixa-se Maria Pereirinha, 64 anos, que habita aquele prédio com a filha, uma neta e um bisneto. Já só Maria tem coragem de pisar o varandim da frente. A fachada desprendeu-se há muito das paredes, abrindo uma fissura onde a moradora já consegue mergulhar o braço.
"Nós queixamo-nos e nada. Já pedi para fazerem obras. Até nem me importava que me aumentassem a renda", explica a mulher, criticando o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, por não resolver o problema. "Empurra a questão para a Câmara e a Câmara faz o mesmo. Todos dizem que não têm dinheiro", desabafa a moradora.
José Emídio, vizinho de Maria Pereirinha, que tem também a casa a cair aos pedaços, explora um café, no rés-do-chão do mesmo prédio, onde as mazelas saltam à vista. "Veio cá, a mando do senhorio, uma senhora que tirou fotografias aos buracos e humidades, mas nada se fez", avançou o homem de 57 anos, nascido entre aquelas paredes periclitantes.
O prédio, muito comprido, com mais de meia dúzia de números de polícia, comércio no rés-do-chão e muitas casas devolutas nos primeiros e segundos andares, está nas mãos do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) há três anos, que o recebeu da Mansão de Marvila, um lar de terceira idade e centro de acolhimento para jovens com problemas de inserção.
Nenhuma destas duas entidades procedeu a obras. "Há 30 anos, colocaram-me soalho de madeira no chão da cozinha", precisa Maria Pereirinha, que vai tapando os buracos e as infiltrações com tectos falsos improvisados, recorrendo a plásticos e madeiras.
Contactada pelo JN, fonte do IGFSS, disse apenas que o organismo está a par da situação do prédio e que "está a desenvolver esforços para que a obra seja feita no mais curto espaço de tempo possível", sem, contudo, avançar com datas.
Também a Unidade de Projecto de Alfama, gabinete técnico que coordena as intervenções no bairro, conhece o estado de agonia do imóvel, adiantando que o senhorio já foi intimado para proceder a obras de conservação.
"Um desperdício. Tantos casais que poderiam estar a habitar o prédio se fosse bem aproveitado", critica, por sua vez, Francisco Maia, presidente da Junta de Freguesia de S. Miguel. "A Câmara tem feito alguma intervenção, mas não pode, sozinha, resolver todos os problemas", argumenta, acrescentando que, nos últimos Censos, contavam-se quase duas centenas de prédios devolutos na sua freguesia.
In Jornal de Noticias por TELMA ROQUE

Marchas avançam mas também sentem a crise


Já começou a contagem decrescente para as Marchas Populares das Festas de Lisboa.
Em 23 bairros, os ensaios decorrem há várias semanas. Regressam as rivalidades. Este ano com queixas da crise, que afecta os apoios.
Desde o início de Maio que o povo se concentra, cinco noites por semana, no interior do Centro Cultural Magalhães Lima, em Alfama, para duas horas de ensaio. Tal como nos outros bairros, a tradição é encarada com seriedade. Nos dias 5, 6 e 7 de Junho está anunciada a apresentação das marchas populares a concurso no Pavilhão Atlântico. Na noite de Santo António, a 12, o auge da celebração enche a Avenida da Liberdade. E ninguém quer fazer figura triste.
"Todos os bairros levam isto muito a sério", diz, ao JN, Carlos Mendonça, figura de proa da Marcha de Alfama já lá vão duas décadas. À sua frente, no pavilhão, 25 rapazes e 25 raparigas - "a grande maioria tem entre 18 e 20 anos" - dançam e cantam com uma sincronia assinalável. Sem as vestimentas típicas das marchas, são rapazes como muitos outros, cheios de pinta, penteado "à Cristiano Ronaldo", um ou outro brinco na orelha. E não andam ali a brincar. "São marchantes muito responsáveis que nunca faltam aos ensaios. Há uma disciplina aplicada ao trabalho", elogia Carlos Mendonça.
A grande dificuldade em erguer uma Marcha Popular passa por outras razões. "Não falo só por mim, falo por todas as marchas: a nossa dificuldade é o dinheiro", assume o responsável de Alfama.
Em tempos de crise, os tempos não estão fáceis. "Sim, isto agora anda pior", afirma, por seu turno, Mário Monteiro, presidente da colectividade Esperança Atlético Clube e coordenador da Marcha da Madragoa. "Temos um subsídio da Câmara e da Junta", diz, "mas isso mal dá para fazer a marcha".
O JN soube que a Câmara Municipal de Lisboa tem vindo a atribuir nos últimos três anos um subsídio anual de 30 mil euros para cada uma das marchas. A partir daí, cabe a cada bairro gerir e angariar apoios nas Juntas ou patrocínios em empresas. Mas em altura de crise, as portas fecham-se cada vez mais. "Sentimos que há muita gente que não pode dar apoio este ano porque as coisas andam mal", corrobora Ana Marques, coordenadora da Marcha de Marvila. "Mesmo assim", prossegue, "sempre vão existindo algumas empresas que nos ajudam".
A rivalidade entre alguns bairros é histórica. "A rivalidade que há no futebol com o Benfica e o Sporting também existe nas marchas entre Alfama e Marvila", explica-nos Ana Marques. "Nós já fomos injustiçados por não sermos um bairro tão conhecido como Alfama", acusa. O responsável da Madragoa subscreve as críticas. Diz que "Lisboa não é só um bairro mas a imprensa vira-se toda para Alfama". Carlos Mendonça, responsável por 12 vitórias de Alfama em 20 anos.


In Jornal de Noticias por CRISTIANO PEREIRA

Nota do Blogger: Alfama é o bairro que mais ganhou, não por ser conhecido, pois se assim fosse, existia dinheiro para terminar as obras que se arrastam à décadas e para fazer tudo o que lhe falta. Alfama tem ganho pois é a melhor e a mais profissional.

Inicio das festas populares em Alfama dia 29 de Maio de 2009




Início das Festas Populares da Freguesia da Sé, sendo o início de um dos melhores arraiais Populares de Lisboa.

Com a organização da Junta de Freguesia da Sé e o apoio das Tunas é o início da animação no Campo das Cebolas.

Câmara gastou 3,7 milhões em realojamentos

Obras de reabilitação paradas por falta de verba há anos. Em Alfama e Castelo, serão retomadas este ano.
A Câmara de Lisboa já gastou, desde 2003, mais de 3,7 milhões de euros em realojamentos das famílias deslocadas dos prédios envolvidos na empreitada de reabilitação lançada por Santana Lopes, mas nunca terminada.
Só com Alfama, onde se contam dezenas de famílias deslocadas, a Autarquia gasta, por mês, mais de 52 mil euros, revelou, ontem, o presidente António Costa, durante uma visita ao bairro, onde está concentrada a maioria dos prédios que a EPUL (Empresa Municipal de Urbanização de Lisboa) se propunha reabilitar.
Um dos imóveis cuja obra ficou em "banho-maria", no Largo do Chafariz de Dentro, acabou por entrar em colapso com o passar dos anos e outros, caso de um prédio no Largo de S. Rafael, estão em risco de cair.
A visita de António Costa a Alfama e à freguesia vizinha do Castelo serviu não só para mostrar obras paradas como para apresentar as linhas mestras do Programa Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana, que será executado com a ajuda de um empréstimo ao Banco Europeu de Investimento, no valor de 120 milhões de euros, mas que aguarda ainda o voto da Assembleia Municipal, onde o PSD tem maioria. "Se não viabilizarem, é porque não querem acabar com estes cancros que estão a minar a cidade", disse Costa num recado directo à Oposição laranja. "É urgente viabilizar o programa, para que as obras tenham um princípio, meio e fim. As obras não podem ser um momento de propaganda", sublinhou, num "atirar de farpas" a Santana Lopes.
"Queremos agarrar as obras que foram lançadas em 2003 sem condições de financiamento e projectos, para que as pessoas possam voltar às suas casas, para que desapareçam os andaimes", frisou o autarca, acrescentando que, ao mesmo tempo, a Câmara "libertava-se de um encargo muito pesado de suportar" (as rendas dos realojados) e acabava com a degradação do bairro.
Segundo António Costa, dos 50 edifícios que a EPUL se propunha reabilitar, apenas cinco foram concluídos. "As sociedades de reabilitação urbana gastaram 14 milhões até final de 2008 e recuperaram um imóvel", reforçou, por sua vez, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, frisando que, graças a pequenas obras, 40 famílias vieram morar para Alfama.
A Câmara conta, ainda este ano, retomar nove empreitadas em Alfama e cinco no Castelo e tem outras três já em curso noutras zonas da cidade. Só em Alfama, ao abrigo do Programa Prioritário de Reabilitação Urbana, serão recuperados 40 edifícios, num total de 117 fogos, com um custo de 12 milhões de euros.
O Programa deverá ser desenvolvido ao longo de quatro anos, distribuído por 345 empreitadas, para recuperar 293 fogos em áreas histórias (beneficiando 880 pessoas), cinco bairros de Marvila (envolvendo 26 mil pessoas nos Lóios, Amendoeiras, Flamenga, Armador e Condado), 58 escolas, 38 espaços públicos e 39 edifícios de serviços. "Estas obras vão animar a economia e criar três mil postos directos de trabalho", rematou António Costa.

por TELMA ROQUE in Jornal de Noticias



Nota do Blogger:


Sobre esta noticia tenho varias considerações:


- 3,7 milhões dava para ter concluído as obras em Alfama. No entanto muitos prédios continuam a aguardar o começo das mesmas.


- O afastamento da população de Alfama provoca a criação de raízes noutros bairros. Não podemos esquecer que esta população fica afastada durante vários anos. Não querendo depois voltar para o bairro.


- Em época de eleições, sendo este o ano de todas elas, excepto as presidenciais, temos mais uma promessa que é agora que vão continuar.


- Por ultimo, nos prédios que aguardam começo das obras temos dois tecelões que informam os cidadãos do seguinte:


Obra aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa e aguarda aprovação pela assembleia municipal. Pensando bem e no fundo, a Câmara está a fazer campanha com o dinheiro dos contribuintes informando que o PSD está a parar o PS. Maus amigos deixem-se de politiquice e façam o V. trabalho. A vossa sorte é que o povo anda tão preocupado com a economia familiar que não tem tempo para as V. brincadeiras, nem para perceber o dinheiro deitado á rua. No fundo e se fizermos bem as contas não são 3,7 milhões mas mais perto dos 5 milhões que se gastaram em Alfama sem que conseguíssemos perceber a onde.


Festas de Lisboa 2009

Festas de Lisboa em Alfama

As festas de Lisboa também passam por alfama:
Para alem do arraial de 1 a 30 de Junho, em todo o bairro, mais concretamente:
No Largo de S. Miguel, Escadinhas de S. Miguel, Largo de S. Rafael, Rua da Adiça e Becos adjacentes
temos igualmente
FESTA DO FADO
Castelo de S. Jorge concertos 5, 6, 13, 19, 20, 26 e 27 de Junho 22h00
Museu do Fado concertos 11, 18 e 25 de Junho 19h00
Museu do Fado exposição temporária AS MÃOS QUE TRAGO a partir de 5 Junho
A Festa do Fado tem-se afirmado como um dos mais representativos projectos do Programa das Festas de Lisboa, criando raízes e uma regularidade que tem possibilitado uma adesão crescente de público nacional e estrangeiro.
À semelhança das edições anteriores, a Festa do Fado lança novos desafios aos vários artistas participantes para a criação de espectáculos que estabeleçam uma parceria entre o Fado e outros
géneros musicais.
Em 2009, a 6ª edição da Festa do Fado, além dos concertos habituais apresentados na Praça de Armas do Castelo de S. Jorge, estende o seu programa ao Museu do Fado com a apresentação de três concertos musicais onde a guitarra portuguesa é a anfitriã de outras sonoridades.
No arranque da Festa, o Museu do Fado inaugura uma exposição temporária evocativa do vastíssimo legado de Alain Oulman no universo do Fado nomeadamente através da influência decisiva que suscitou no percurso artístico de Amália Rodrigues, consubstanciando, a partir da década de 60, a fusão da poesia erudita com a canção urbana de Lisboa.
Trazer o fado a um outro público, menos habitual a estas lides, mas também rasgar horizontes ao público tradicional do fado, apresentando projectos alternativos e emergentes do universo musical fadista, são os objectivos da Festa do Fado.
Projecto desenvolvido em parceria com a H.M. Musica

MUSEU DO FADO
Entrada: bilhete normal de acesso ao museu 3€ bilhetes à venda na bilheteira do Museu do Fado
m/ 3 anos
AS MÃOS QUE TRAGO exposição temporária homenagem a Alain Oulman 4 Junho Inauguração
PÔR-DO-FADO concertos instrumentais de final de tarde, onde a guitarra portuguesa é a anfitriã de outras sonoridades 11, 18 e 25 Junho 19h00
11 Junho Ricardo Parreira (Guitarra Portuguesa) & António Teles (Quiné) (Percussão)
18 Junho Luís Guerreiro (Guitarra Portuguesa) & Pedro Jóia (Guitarra Clássica)
25 Junho Paulo Soares (Guitarra Portuguesa) & Carlos Alberto Augusto (Vibrafone)



VISITAS CANTADAS
Museu do Fado
Até 30 Junho, sábados e domingos 16h30
Marcação prévia Entrada: bilhete de acesso ao museu 3€ bilhetes à venda na bilheteira do Museu do Fado
m/ 3 anos
Visitas animadas ao circuito museológico com a actuação de um intérprete de fado, aos sábados e
domingos de Maio e Junho, pelas 16h30, mediante marcação prévia.



ESPONTÂNEOS DO FADO
Museu do Fado, dias 18 Maio e 15 Junho
m/ 3 anos
No âmbito das comemorações do Dia Internacional de Museus, a 18 de Maio, o Museu do Fado inaugura o ciclo Espontâneos do Fado. Coordenado por João Gil, este projecto, de periodicidade mensal, constituirá um desafio a diversas personalidades, oriundas das mais distintas áreas para que, em ambiente de tertúlia, por uma noite, interpretem os fados da sua eleição.
18 Maio Dia Internacional dos Museus Café do Museu do Fado 22h00
LUÍS REPRESAS
15 Junho Café do Museu do Fado 22h00
SANDRA BARATA BELO

Nota de imprensa do Blog Cidadania LX sobre o terminal de contentores

Caro(a) Amigo(a)
Congratulamo-nos com a aparente vontade de quem de direito em recuar, mas confessamos a nossa estupefacção pela manchete: "Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim". Isto porque uma coisa é o Projecto Nova Alcântara e outra é o Projecto de Ampliação do Terminal de Contentores de Alcântara, embora este esteja compreendido naquele.

Ora em nenhum momento as notícias fazem referência clara ao que de facto mudou ou vai mudar no tal projecto, que são dois em um; ou quando foi, ou será, isso decidido, e por quem. Apenas se faz menção ao tal "jardim", que aliás já se tornou um expediente de circunstância sempre que se quer ser "amigo" das populações.

O Nova Alcântara, recordamos, contém uma série de incongruências básicas e algumas omissões sérias (a quase impossibilidade, técnica e financeira, do desvio da linha de Cascais, a questão do leito de cheias, a impossibilidade de facto em se levar por diante o tal projecto das bacias de retenção uma vez que já se construiu no local!, etc., etc.) e continua a parecer-nos ser apenas o "embrulho" necessário ao negócio da ampliação do terminal de contentores e à urgência em levá-lo por diante.

Quanto aos contentores, reafirmamos a nossa posição ab-initio:

Nunca devia ter sido permitida a anterior renovação da exploração em Alcântara. Não deve ser permitida mais nenhuma ampliação nem renovação para o local, e antes, isso sim, aproveitando o hiato do prazo de exploração que ainda decorria, Governo e CML procurarem alternativas técnicas a que, a longo prazo, se permitisse libertar não só Alcântara, mas toda a sua frente histórica, dos mesmos, definitivamente, até porque não faltam bons exemplos lá de fora.

Já em relação à questão dos terminais de cruzeiros, ela é antiga e continua a ser tratada como se fosse uma questão menor. Recordamos ainda o seguinte:

As gares marítimas de Alcântara e da Rocha de Conde d'Óbidos são os locais ideais para ali atracarem os navios de cruzeiros. Por isso foram aí construídas e não noutro local. Os edifícios podem, de facto, ser exíguos e não permitir as condições de conforto e serviço aduaneiro necessárias aos tempos modernos, mas a APL dispõe de muito espaço junto às gares, hoje ocupado por ... contentores, para as necessárias intervenções, pugnado, claro está, pelo respeito à arquitectura e memória do local.

Alfama pode ter um cais secundário mas nunca o que a APL lhe quer fazer: construir um mega-terminal, compreendendo um centro comercial e um hotel, instalações da própria APL, mais um muro de 600m de comprido por 8m de alto, no que seria mais uma séria barreira entre a cidade, os cidadãos, e o rio. Para além disso, o projecto dado a conhecer ao público há cerca de 2 anos, contemplava ainda umas estruturas em passadiço, absurdas e gritantemente agressivas sobre a antiga Alfândega.

Acresce que, paralelamente e a seu bel-prazer, a APL tem quase pronto o alargamento do Cais do Jardim do Tabaco, que consiste em mais uma mega-placa de betão defronte ao rio!!

Pela nossa parte, esta é uma "guerra" que não acabou.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, João Chambers, António Branco Almeida, Jorge Santos Silva, Virgílio Marques, Artur Lourenço, Diogo Moura, José Arnaud, Alexandre Marques da Cruz e Pedro Gomes

Associação de Alfama contra "estaleiro de obras" instalado naquele bairro histórico

Contra o estaleiro de obras paradas, a Associação do Património e da População de Alfama quer que a Câmara de Lisboa faça alguma coisa para resolver as situações de abandono de obras, que prejudicam a qualidade de vida e de circulação da população local. Segundo afirmam, este bairro histórico transformou-se num estaleiro de obras, muitas privadas, mas também há obras de reabilitação urbana, promovidas pela Câmara. Quando e como volta o maior descanso a Alfama é o tema em debate, com a jornalista Teresa Quintela.
2009-04-30

Oiça aqui.

Inacreditavelmente o Presidente da Junta de São Miguel disse que a situação não é assim tão má.
Por outro lado, coloca palavras nas bocas de pessoas que nunca as disseram e tem medo de falar à frente de um vereador só porque é da mesma cor politica. Alfama, bem como o pais, precisa de alguem que diga a verdade e não tenha medo de enfrentar por interesses do bairro e do pais.

A População de Alfama recusa-se a aceitar o abandono a que foi deixado o seu Bairro e Património


A APPA - Associação do Património e da População de Alfama decidiu avançar com um abaixo assinado junto da população de Alfama, e de todos quanto os se preocupam e gostam deste Bairro com vista a pressionar a Câmara de Municipal de Lisboa a avançar com as devidas diligências para resolver as situações de abandono com obras paradas que privam a população de Alfama das condições minimas de habitabilitade e tornam este bairro histórico da capital portuguesa um estaleiro de obra que põe em risco população e visitantes e deixa junto destes últimos uma péssima imagem do nosso pais.
Os interessados poderão ler mais informação no site da APPA, ou assinar o abaixo assinado em diversos locais da freguesia assim como online em : http://www.petitiononline.com/alfama

"Bairro islâmico" no Castelo abre em Junho

O "bairro islâmico" situado no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, descoberto durante a construção de um parque de estacionamento (entretanto suspenso), abre ao público no final de Junho, após obras de musealização.
As escavações começaram em 1996, mas só agora o núcleo residencial do período islâmico, datado dos séculos XI-XII - e que integra ainda os vestígios habitacionais da Idade do Ferro e do Palácio dos Condes de Santiago - vai poder ser visitado.
A data foi ontem anunciada a embaixadores dos países islâmicos por António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, durante uma visita ao sítio arqueológico e ao Núcleo Museológico Islâmico do Castelo de S. Jorge, inaugurado em Dezembro do ano passado e onde está exposto muito do espólio encontrado durante as escavações, desde moedas, cerâmicas, cachimbos e até uma sepultura.
A musealização do sítio arqueológico passa por murar o bairro islâmico e "recriar", em forma de maqueta em tamanho real, paredes e telhados das casas nobres, por forma a dar uma ideia da atmosfera da época, protegendo ao mesmo tempo, os frescos ainda existentes em duas casas, revelou Carrilho da Graça, arquitecto responsável pelo projecto.
A musealização da área arqueológica e a instalação do Núcleo Museológico do Castelo de S. Jorge inscrevem-se no âmbito das acções de requalificação e valorização do Castelo de S. Jorge, enquanto monumento nacional, potenciadoras do desenvolvimento de actividades educativas, científicas e económicas. O investimento total previsto é de 2,2 milhões de euros, avançou a Câmara de Lisboa, acrescentando que, em cerca de três meses, mais de 35 mil pessoas visitaram o Núcleo Museológico.
O sítio arqueológico, que além de vestígios da presença árabe, revela também outras ocupações, como a fenícia e a romana, "mostra como Lisboa tem sido o local de cruzamento de gentes e de povos", sublinhou António Costa.
O presidente da Câmara de Lisboa aproveitou a ocasião para sublinhar que pretende "valorizar Lisboa como a cidade da tolerância". Costa lembrou, a propósito, que já disponibilizou um espaço, em Alfama, para a Comunidade Judaica instalar aí um museu e que estabeleceu uma parceria com a Africa.com para que possa ser criado, na cidade, um centro de arte contemporânea.

In Jornal de Noticias por TELMA ROQUE

Amar Alfama no Destak

O Blog Amar Alfama apareceu em noticia no Destak na Pagina nº 4, no dia 13 de Abril de 2009
Esta era a noticia:

BLOGUEMANIA ALFACINHA
por JOÃO CORTESÃO


Amar Alfama

COMO SURGIU ESTE BLOGUE?
O blogue surgiu com a necessidade de mostrar o que existe de bom e de mau num dos bairros mais antigos da cidade de Lisboa. Existe, igualmente, pela necessidade de defender o bairro que esteve várias vezes ao longo da sua existência em vias de extinção.

QUAL É A OBRA MAIS URGENTE PARA A ZONA DE ALFAMA?
A maior urgência para todo o bairro de Alfama são as obras de conservação e remodelação que duram há mais de vinte anos e que não terminam.(...) Posteriormente devia existir uma campanha para que jovens casais e pessoas sozinhas, igualmente jovens, queiram viver no bairro. Amar Alfama dedica-se a um dos bairros mais carismáticos de Lisboa. Concertos, espaços verdes, segurança, exposicoes, vídeos, comercio, politicas autarquias e ate anúncios de apartamentos fazem parte deste blogue da autoria de Helder Gomes. O autor conta mesmo que, desde que temo blogue, recebe e-mails de pessoas com vontade de conhecer o bairro.

«Inacreditavelmente continuam a acontecer coisa em Alfama que não deveriam existir. Mesmo quando se tem a certeza que tal não foi efectuado por pessoas do bairro.»

Hélder Gomes da Silva

120 Milhões para reabilitação Urbana - 12 dos quais para Alfama e Castelo


De acordo com o plano de acções prioritárias definido pela autarquia, a que a Lusa teve acesso, as obras de reabilitação para arrendamento abrangem mais de 580 edifícios habitacionais, num total de 4.340 fogos.

Os 120 milhões serão usados até 2012 e deverão igualmente ser aplicados na recuperação de 16 equipamentos culturais (12,2, milhões), entre os quais o cinema S. Jorge, onde ainda este ano a autarquia investirá 1,8 milhões de euros.

O núcleo museológico do Castelo de S. Jorge, onde serão aplicados este ano 2,2 milhões de euros, o Palácio Ulrich (Casa Veva de Lima), com um investimento global superior a 1,6 milhões, e a hemeroteca/antigo edifício Record (1,1 milhões no total) são alguns dos equipamentos a reabilitar.

A câmara pretende investir mais de 30 milhões em reabilitação urbana, 6,4 para intervenções da Unidade de projecto Baixa-Chiado, mais de 2,9 no Bairro Alto, dos quais 1,1 na recuperação do elevador da Bica.

Mais de 12 milhões de euros serão aplicados nos bairros de Alfama e Castelo, a maior parte para recuperar edifícios habitacionais para arrendamento.

Para a Mouraria vão mais de 5,8 milhões, a maior parte para recuperar casas para arrendar, e para a Madragoa 142 mil euros, igualmente para reabilitar diversas casas que serão depois arrendadas.

Ainda na área do arrendamento a autarquia pretende gastar mais de 3,3 milhões de euros na recuperação de prédios devolutos.

Em Marvila, a Câmara de Lisboa vai gastar mais de 16 milhões de euros a recuperar fogos para alugar e fachadas e coberturas de prédios e a reabilitar edifícios para serviços e instituições públicas e espaços comuns, infra-estruturas e arranjos exteriores.

Para a reabilitação do equipamento escolar vão mais de 29 milhões de euros, mais de 13 milhões a aplicar já este ano, 9,1 em 2010 e os restantes 6,9 serão usados durante o ano de 2011.

De acordo com a proposta que o vereador das finanças, Cardoso da Silva, leva quarta-feira á reunião de câmara, 58,9 milhões de euros serão pedidos ao Banco Europeu de Investimento (BEI) via Instituto de Habitação e Reabilitação urbana (IHRU), 30 milhões ao Banco Português de Investimento (BPI), 30 milhões à Caixa Geral de Depósitos (CGD) e 15,55 milhões ao Deixa Sabadell.


In Lusa

Venda de um T2 na zona da Sé - Alfama


A Marta Martins está a vender a casa, situada junto à Sé de Lisboa. É um apartamento T2, no 3º andar (sem elevador) de um lindo prédio de traça pombalina, totalmente reabilitado em 2001. O prédio tem 4 pisos, 1 morador por piso.
O apartamento tem cerca de 80 m2 e possui magníficas varandas a toda a volta, recebendo luz todo o dia. Está orientado a Sul / Poente.
O chão é soalho restaurado, as janelas são de PVC, mantendo a traça original. Pé-direito alto.
A cozinha é ampla e luminosa e fica semi-equipada. Casa-de-banho com janela.
Instalações eléctricas, de gás e canalizações totalmente renovadas.

A situação é privilegiada, numa rua sossegada entre a Baixa e Alfama. Fica a 5 minutos do Metro do Terreiro do Paço.

Preço: 210 000 €

Contactos: Marta Martins 962 395 799 E-mail:martimarta@gmail.com



Programação Santiago Alquimista


Doismileoito, If Lucy Fell, Feromona, Samuel Úria e Farra Fanfarra são alguns dos nomes que vão passar pelo Festival Novos Fados no Santiago Alquimista, em Lisboa.


O evento dedicado à nova música portuguesa vai decorrer de 9 a 11 de Abril no espaço de Alfama, com um total de 15 bandas e um DJ por noite.

Aqui fica a programação por dias e por salas:
9 de Abril:

Sala 1
doismileoito
Feromona
Oioai

Sala 2
Samuel Úria
João e a Sombra

10 de Abril:

Sala 1
If Lucy Fell
Murdering Tripping Blues
Gnu

Sala 2
Press Play
Tsunamiz

11 de Abril:

Sala 1
Farra Fanfarra
Anonima Nuvolari
The Ratazanas

Sala 2
Atma
Anaidcram

Cidadãos mais seguros em Alfama

Aparentemente o facto de exitir o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade parece estar a dar uma ideia de maior segurança e conforto para os habitantes e turistas.
Veja aqui esta reportagem onde poderá ver alguns habitantes.

Maratona Digital de Alfama

Falta de clientes preocupa comerciantes de Alfama

Fundação Ricardo Espírito Santo: Restaurar e conservar a História com "saber fazer"

"Restaurar e preservar é palavra de ordem para mestres e aprendizes que há cinquenta anos asseguram diariamente a arte de 'saber fazer' nas oficinas de Arte e Ofícios da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, tornando-se o seu "património imaterial".
Em 1953 o banqueiro e coleccionador Ricardo Espírito Santo doou o Palácio Azurara e parte da sua colecção privada ao Estado Português. Este foi o princípio da fundação com o seu nome, criada como Museu-Escola com as finalidades de proteger as Artes Decorativas Portuguesas e os ofícios tradicionais com elas relacionadas.
Cinquenta e seis anos depois, a Fundação Ricardo Espírito Santo (FRESS) encontra-se no Palácio da Azurara, Alfama, e dispõe de 18 oficinas ligadas a ofícios tradicionais, relacionadas com a arte de trabalhar a criação e recuperação de objectos de madeira, metais, têxteis, papéis e peles, vindos de outras épocas em que não eram utilizados materiais como a cola ou os pregos de hoje em dia.
"Todo o trabalho é feito com muito rigor e muita mestria como se fosse feito há 200 anos. É esse 'saber fazer' que é a ideia inicial desta casa: criar um Museu de Artes Decorativas que funciona como Museu-Escola", disse à agência Lusa a directora do Museu de Artes Decorativas Portuguesas, Conceição Amaral.
Foi com este rigor e mestria que se restaurou recentemente o acervo e pintura do Hotel Palácio Seteais, em Sintra, numa obra que envolveu 13 oficinas de artes e ofícios e 40 trabalhadores na recuperação de duas mil peças, na sua maioria datadas do século XVIII, incluindo mobiliário, tapeçarias, luminárias, pinturas murais, gravuras e porcelanas.
A trabalhar na oficina da Talha há quase uma década, José Durão já perdeu a conta ao número de peças que tem restaurado e criado e garantiu à Lusa que, para se trabalhar nesta área, tem de se ter "paixão pela profissão".
"Trabalho na Fundação há oito anos, tirei o curso cá e continuei, como bastantes outras pessoas que vão ficando e fazendo a ponte entre os mais antigos que vão saindo por razões de reforma. Nós ficamos para dar continuidade e para ensinar os próximos de forma a que estas artes não se percam", disse.
Actualmente, José Durão encontra-se a recuperar uma estatueta de Jesus Cristo à qual o tempo se encarregou de retirar um dos dedos, e que, após intervenção na oficina da Talha, seguirá para a Pintura, de forma a concluir o restauro.
A Mestre e chefe da oficina da Encadernação e Decoração de Livros, Graça Jordão, orgulhosa da colecção de mais de dois mil ferros (utilizados para decorar os livros, alguns deles datados do século XVI), trabalha no seio desta "família" há 43 anos e após ter passado por diversas oficinas da Fundação especializou-se na recuperação de livros.
"Com os mestres que passaram pela fundação adquirimos um saber diferente que me valeu para estar agora aqui", disse a Mestre, que dá formação e pequenos cursos a "gente mais nova", de forma a garantir a continuidade deste ofício que já lhe "colocou" nas mãos "algumas pequenas relíquias", como um exemplar dos Lusíadas do século XVI.
Segundo o presidente da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, Luís Calado, as oficinas "são uma componente importante para o projecto global da Fundação, que tem três grandes núcleos".
São eles "o Museu de Artes Decorativas Portuguesas, que foi por aí que nasceu a Fundação, e duas escolas que ensinam as artes tradicionais e é daí que saem os futuros mestres oficinais".
"As oficinais são uma componente importantíssima quer do suporte às escolas quer na política de implementação de conservação e restauro que esta casa tem", sublinhou, adiantando que a Fundação é uma "instituição do Estado inserida da orgânica do Ministério da Cultura".
Segundo o responsável, "há aqui 'saber fazer' do ponto de vista da intervenção da conservação e restauro e conhecimento técnico da ciência da conservação e restauro".
"A Fundação tem competência, capacidade e organização capazes de liderar a conservação e restauro do país, quer no mercado quer em termos da formação profissional", afirmou ainda."


In Agencia Lusa

50 anos da morte de António Botto

No dia em que se completa 50 anos sobre a morte de António Botto (16 de Março de 1959), o escritor Eduardo Pitta profere uma palestra intitulada “Toda a verdade será castigada” na Casa Fernando Pessoa. Botto, ainda menino, vem viver para Lisboa, para o bairro de Alfama, onde cresceu. Tendo publicado um livro em 1933 intitulado Alfama
António Botto gozou sempre de uma certa protecção de Pessoa que prefaciou obras suas e através da sua autoridade caucionou a obra de Botto, não que sua poesia precisasse, mas Botto enquanto Pessoa viveu esteve protegido de um já característica maledicência lusitana. Homossexual assumido, filho de um fragateiro, sem grandes habilitações académicas, Botto estava naturalmente “desprotegido” e era um alvo fácil de alguma chacota, ebm contrário do seu companheiro de borgas, Raul Leal, sempre salvo pela família burguesa a que pertencia.Eduardo Pitta autor de contos e romances de teor homossexual dirige desde o ano passado a reedição das obras completas de Botto através da nortenha Quási Editores. “Canções e outros poemas” e “Fátima” foram os dois títulos editados e este ano será publicado “Cartas que me serão devolvidas”. Pitta defende que Botto continua hoje a ter o interesse do público, até porque tem uma poesia muito musical. O escritor frisou à imprensa, a quando do lançamento dos dois primeiros títulos do poeta que "em Botto, o amor tem género, é masculino, sem medos e afirmativo. Tendo antecipado de forma estridente a evidência da experiência".
António Botto morreu no Rio de Janeiro, para onde se auto-exilara em 1947, depois de ter sido expulso da função pública, vítima de um atropelamento por uma viatura oficial. Natural de Casal da Concavada (Abrantes) Botto era filho de um homem que trabalhava nas fragatas do Tejo. Ajudante de livraria durante a juventude, entrou na função pública como escriturário de segunda no Governo Civil de Lisboa, publicou pela primeira vez aos 22 anos, "Flor do mal". A primeira edição de "Canções" foi mandada apreender em 1922 e gerou até manifestações dos estudantes das escolas superiores de Lisboa contra a obra. Entre esses estudantes, encontrava-se Marcelo Caetano que num artigo se congratulou com o facto de “aquela papelada imunda, que empestava a cidade” /sic/ ter sido cremada no Governo Civil, onde aliás Botto era escriturário. A estas fortes oposições, além de Pessoa, Botto contava com admiração de Adolfo Casais Monteiro, José Régio e João Gaspar Simões. Todavia e, apesar da apropriação que o fado fez da sua poesia, quando os seus restos mortais vêm para Portugal, em 1965, oito anos após a sua morte, no cemitério do Alto S. João, em Lisboa, estavam apenas no Alto de São João, José Régio, Ferreira de Castro, Natália Correia, David Mourão-Ferreira e os artistas plásticos Luís Amaro e Dórdio Guimarães.
Hoje Botto será ainda um poeta maldito? Ou aquele que teve a coragem de ser e escrever nas primeiras décadas do século XX, o que muitos poetas hoje sendo iguais na condição e na opção preferem a comodidade do meio-termo e uma certa cumplicidade do “talvez”.

No Tejo

Depois da faina, o navio -
Já lá vai pelo mar fora!
A faina foi dura e a carga
Foi tanta que o alcatrate
Quase que ficou rez-vez;
Tinham que olhar com cuidado
Aonde se punha os pés!

Mas tudo se fez e em bem!

O peor foi a noite perdida
Sempre a mexer e a trabalhar
Para o navio largar
Ao romper da madrugada!
Noite fria de Novembro
Em que as estrelas tristes lá no céu
Pareciam distantes e perdidas
De tudo a que elas dão amparo e guia!

Parecia que a noite era infinita
Que não deixava
Nascer o dia!
Ninguém dormiu. O camarada,
O arrais, o moço - e ao porão,
Uma contra-mestre aloirado,
Tipo nórdico a fumar,
Continuamente, cachimbo,
Ia dizendo a uns dois
Que arrumassem com cuidado
A carga que ia descendo...
O barulho dos guindastes
Raspava na pele impulsos
Que davam tosse e mau-estar
E como de um gigante que dormisse
Ouvia-se a respiração do mar!

Mas com a luz do Sol, oiro e alegria!
Passam, agora, lentos e lavados
- Só a vela de estaia vai erguida!
Os barcos com os mastros levantados
A caminho das docas onde ficam
À espera de outras sáfaras iguais!

Uma mulher dá de mamar ao filho
Ali sentada a um canto sobre o cais!

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