Imagens de Alfama

SuperCaliFragilistic - Novo restaurante em Alfama


O SuperCaliFragilistic, no típico bairro lisboeta, tem mesas, cadeiras e transmite jogos do Benfica mas a cozinha experimental distingue-o de outras casas de repasto do mesmo género


Alexandra Sumares e Sofia Garrido eram duas trabalhadoras descontentes com a situação laboral e bem-sucedidas na organização de festas. Da inquietação à acção fizeram vingar a teoria do caos numa "tasca atípica" na íngreme Rua dos Remédios, em Alfama.

Chama-se SuperCaliFragilistic esta casa de repasto que vive da relação entre o antigo e o moderno. Ou, nas palavras de Alexandra Sumares, uma ex-promotora discográfica, um cruzamento entre "experimental e tradicional". E porquê tasca? "O conceito é o de uma tasca, por causa das mesas e por sermos um bocado caóticos". A partir deste conceito de abrangência, uma combinação que tenha como base a transmissão de um jogo do Benfica não será recusada. Muito pelo contrário.

Há uma cozinha "aberta e integrada", em que a criatividade é aplicada em iguarias como bombons de morcela, ovos de codorniz com maionese picante de caril e maçã, ou almôndegas de alheira e cogumelos com puré de batata-doce.

O menu de entradas tem pesto de manjericão, pesto vermelho, húmus, mousse de abacate, pasta de azeitonas, manteiga de alho e as sopas de miso amarelo com algas e camarão ou alho-francês com pimenta, parmesão e cebolinho. Para acompanhar, porque não um cocktail com champanhe e sumo de limão?

Por ser um "espaço de convívio", o SuperCaliFragilistic está disponível para receber quem queira comer e também quem ali se desloque simplesmente à procura de regar a conversa com líquidos. "É restaurante e bar. Muitas vezes, as pessoas vêm aqui jantar e ficam até às 02.00. Não há muitos espaços assim em Lisboa", explica Alexandra Sumares.

A escolha de Alfama não é inocente. "Para mim, é o bairro mais giro de Lisboa. É calmo e não tem o stress do Bairro Alto. Este não é um restaurante para putos. Pode ser, mas não são eles que normalmente vêm", defende também, acrescentando que "quem experimenta normalmente volta", parte da clientela é estrangeira e ainda que mais de metade das visitas ocorrem mediante marcação prévia.

E os preços: 14,5 euros para o tártaro de atum, corvina ou salmão; mil-folhas de camarão com caril e manga a 10,5€ euros; peito de pato com frutos silvestres e porto com cubos de milho frito a 12,5 euros, entre outros. E, para quem está atento à música e prestar atenção ao menu, a sobremesa Primavera de Destroços é mesmo uma homenagem aos Mão Morta.

In Diário de Notícias.

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