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"Bairro islâmico" no Castelo abre em Junho

O "bairro islâmico" situado no Castelo de S. Jorge, em Lisboa, descoberto durante a construção de um parque de estacionamento (entretanto suspenso), abre ao público no final de Junho, após obras de musealização.
As escavações começaram em 1996, mas só agora o núcleo residencial do período islâmico, datado dos séculos XI-XII - e que integra ainda os vestígios habitacionais da Idade do Ferro e do Palácio dos Condes de Santiago - vai poder ser visitado.
A data foi ontem anunciada a embaixadores dos países islâmicos por António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, durante uma visita ao sítio arqueológico e ao Núcleo Museológico Islâmico do Castelo de S. Jorge, inaugurado em Dezembro do ano passado e onde está exposto muito do espólio encontrado durante as escavações, desde moedas, cerâmicas, cachimbos e até uma sepultura.
A musealização do sítio arqueológico passa por murar o bairro islâmico e "recriar", em forma de maqueta em tamanho real, paredes e telhados das casas nobres, por forma a dar uma ideia da atmosfera da época, protegendo ao mesmo tempo, os frescos ainda existentes em duas casas, revelou Carrilho da Graça, arquitecto responsável pelo projecto.
A musealização da área arqueológica e a instalação do Núcleo Museológico do Castelo de S. Jorge inscrevem-se no âmbito das acções de requalificação e valorização do Castelo de S. Jorge, enquanto monumento nacional, potenciadoras do desenvolvimento de actividades educativas, científicas e económicas. O investimento total previsto é de 2,2 milhões de euros, avançou a Câmara de Lisboa, acrescentando que, em cerca de três meses, mais de 35 mil pessoas visitaram o Núcleo Museológico.
O sítio arqueológico, que além de vestígios da presença árabe, revela também outras ocupações, como a fenícia e a romana, "mostra como Lisboa tem sido o local de cruzamento de gentes e de povos", sublinhou António Costa.
O presidente da Câmara de Lisboa aproveitou a ocasião para sublinhar que pretende "valorizar Lisboa como a cidade da tolerância". Costa lembrou, a propósito, que já disponibilizou um espaço, em Alfama, para a Comunidade Judaica instalar aí um museu e que estabeleceu uma parceria com a Africa.com para que possa ser criado, na cidade, um centro de arte contemporânea.

In Jornal de Noticias por TELMA ROQUE

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