Alfama

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Itenerários da Fé


Desde o mês de Janeiro que se realiza mais uma edição dos "Itinerários da Fé", percursos pedestres que oferecem uma oportunidade única para descobrir a história desconhecida de algumas das mais emblemáticas Igrejas da capital.

Para além dos percursos da Baixa e do Chiado, iguais ao ano passado, foram criados dois novos itinerários - Graça/Alfama e Castelo/Alfama. A segunda edição desta iniciativa decorre todos os Sábados, às 10h00, até Julho deste ano, mediante marcação prévia.

Depois do sucesso dos Ciclos de Música Sacra que têm levado milhares de pessoas às Igrejas da Capital, a herança da espiritualidade do povo de Lisboa pode ser revisitada, até ao Verão, no coração da cidade, em mais uma iniciativa organizada pelas Paróquias da Baixa e do Chiado: "Itinerários da Fé", percursos pedestres na zona nobre da capital em torno da dimensão histórica, arquitectónica, e monumental da Fé Cristã.

No primeiro Sábado de cada mês, decorre o Circuito da Baixa, com início na Sé, às 10h00; no segundo Sábado de cada mês percorrem-se as Igrejas do Castelo/Alfama, com início na Igreja de Santa Cruz do Castelo; o terceiro Sábado do mês está reservado para o itinerário do Chiado (que começa à mesma hora na Igreja de São Roque), ficando o último Sábado destinado às Igrejas da Graça/Alfama, com ponto de encontro marcado junto ao miradouro, na Igreja da Graça.

As visitas, organizadas para grupos entre 15 e 25 pessoas, requerem inscrição prévia, junto dos serviços da Igreja de S. Nicolau. Apenas as Igrejas serão visitadas, sendo que os museus não estão incluídos nesta iniciativa. É também possível marcar percursos em outras datas para além das previstas, com o objectivo de facilitar a deslocação de grupos privados, associações e escolas. Estes percursos especiais ficam, no entanto, sujeitos à disponibilidade das paróquias e dos guias.

Marcação: 21 887 9549 (sexta-feira das 15h às 18h)
e-mail: itinerariosdafe@paroquiasaonicolau.pt
Preço: 3€ por pessoa.
Igreja de São Nicolau
Rua da Vitória 1100-618 Lisboa
Fax: 21 886 5766

Carnaval em Alfama


A população de Alfama juntou-se aos festejos de Carnaval da Cidade de Lisboa.

Pelo menos por um dia, apesar de o Carnaval serem três, conseguiu colocar os problemas para traz das costas.

Vejam as fotografias.

Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos - Correcção


Recebi um comentário onde fui informado que não foi por esquecimento que o brasão dos condes dos Arcos está tapado, mas é um acto de luto, pela morte do filho dos proprietários, em 2007.

Pelo erro, peço imensa desculpa.

Pela perda de um filho, dou as mais sinceras condolências.

Alguém, como eu, que defende a história do bairro, só pode defender esta velha tradição de luto pelos falecidos.

Obrigado Sra. Lanka Horstink, por me corrigir.

Em qualquer erro futuro não hesite em me mandar um comentário.

Palácio dos condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos II

Passei no outro dia no Largo do Salvador, porque um leitor, deste blog, me disse que o brasão dos proprietários está tapado à mais de um ano.

De repente veio-me à memória uma imagem semelhante. Quando lá passei vi esta imagem.

Mas, se o prédio (parece) estar restaurado, qual a razão deste pano. Esquecimento? Ainda não foi restaurado o brasão? Se tal for verdade como o vão restaurar sem andaimes?

Pelo que me consegui aperceber é puro lusitano esquecimento.

Assim, se possível seria bom que retirassem este pano sobre um brasão que demonstra uma parte da história do bairro.

A história está no bairro e nem precisamos de desenterrá-la, basta destapá-la.

A riqueza do largo posta à descoberta

Está no site da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, esta noticia, que achei que devia colocá-la aqui.

É um site interessante que ensina muito sobre o bairro. É pena não ser algo que todas as juntas do Bairro tenham como objectivo:


"Já se sabia que existia um troço da Cerca Fernandina no Largo do Chafariz de Dentro, mas nunca se imaginou que estavam ali enterrados objectos da importância dos que foram recentemente encontrados pelos arqueólogos do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade com o apoio da Unidade de Projecto de Alfama.
A muralha, construída entre 1373 e 1375, é desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega. Durante esses quase quatro séculos, os habitantes de Alfama foram deixando inúmeros vestígios que agora são recuperados e estudados pelos arqueólogos.
Nas várias camadas de terra analisadas, existiam restos de comida e objectos que permitem fazer um retrato mais rigoroso da Lisboa de então, em particular da segunda metade do século XVI, quando a cidade era capital de um império à escala mundial. Esses achados remetem para o quotidiano, especialmente os hábitos alimentares e as práticas e usos do dia-a-dia.
Lado a lado estão marcas de uma Alfama de pescadores e de marítimos, mas também de uma Alfama nobre. Exemplo disso é o grande número de porcelanas Ming da China, as faianças italianas ou mesmo um dente de marfim.
Não é comum encontrar este tipo de objectos nas escavações arqueológicas em Lisboa. Aliás, o Largo do Chafariz de Dentro é especialmente rico em descobertas. De acordo com os responsáveis do Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade, em dois anos e meio foi encontrado mais material neste largo do que em todas as outras obras feitas em Alfama.
O trabalho dos arqueólogos não termina aqui. Segue-se a fase morosa do tratamento dos materiais, que deverá dar lugar a posteriores estudos científicos e trabalhos de divulgação junto da população em geral. Dada a qualidade de alguns objectos prevê-se que integrarão a exposição permanente do Museu da Cidade."

Filmagens em Alfama

Vi, neste Blog (Alfama) esta noticia.

"Alfama, com as suas caracteristicas únicas, é sempre um palco muito utilizado para séries, filmes e documentários, mas nos últimos meses um fenómeno diferente invadiu Alfama: as telenovelas da TVI. Invadem as pequenas e apertadas ruas de Alfama de carrinhas, equipamento televisivo e actores.
Sem querer discutir a qualidade da telenovela em questão (”Deixa-me Amar”), há questões que me parecem pertinentes:
- A população nunca ser avisada de quando vão fazer as filmagens.- A utilização de dezenas de lugares de estacionamento num local onde já de origem são insuficientes (associado ao facto de nunca se saber as datas em que essa “ocupação tem lugar), com a reserva dos locais pela Policia Municipal no dia anterior impossibilitando as pessoas de estacionar no interior de Alfama (onde tem um lugar que é pago [embora o valor seja pouco significativo]) e levando-as a ter que estacionar longe de suas casas em locais com parquimetro.- A ocupação de ruas durante o dia inteiro, impossibilitando a passagem de pessoas.
Todo o incómodo causado por estas filmagens poderia ser diminuido com simples avisos à população com a data e hora das filmagens, e com o fornecimento de locais alternativos de estacionamento para os residentes.
Existem, no entanto, no bairro bons exemplos:

A RTP recentemente filmou em Alfama, e colocou avisos à população em todos os automoveis e prédios, mostrando assim como é possivel filmar em Alfama e respeitar a população.
Mas a diferença não se mostrou só ai, a produção da RTP utilizou os serviços do Grupo Sportivo Adicence para servir refeições, em vez de encher um pouco mais Alfama com carrinhas de catering que nada trazem ao bairro."

Palacio dos Condes de S. Miguel ou dos Condes dos Arcos





No Largo do Salvador nº 14 a 24, ergue-se o grande e singelo Palácio dos Condes dos Arcos ou dos Condes de S. Miguel. Fundado por D. João Esteves de Azambuja, bispo do Porto, a sua história encontra-se ligada à do vizinho Convento do Salvador. O palácio foi ampliado no século XVII, passando para a posse dos condes dos Arcos de Valdevez. Ostentando fachada austera, apresenta no portal as armas dos seus segundos proprietários, abrindo-se depois num pátio com arcadas. Destaquem-se ainda os azulejos setecentistas e a pequena capela.


Passou para a posse de D. Francisco Nuno Álvares Botelho, 1º Conde de S. Miguel, titulo criado pelo Rei D. Filipe III, de Portugal, IV de Espanha em 1633.


Hoje é ainda visível a fachada austera e no portal as armas dos proprietários.

Por ser um imóvel particular, não é permitido visitar o seu interior.

É mais um imóvel que devia ser tratado, recuperado de modo a que não entre no nevoeiro do esquecimento da população.

Incendio em Alfama

Houve um incêndio em Alfama, no dia 15 de Janeiro de 2008 onde doze pessoas tiveram de ser realojadas. Do incêndio que deflagrou no número 22 do Beco das Cruzes, 11 viviam no prédio atingido pelas chamas e o 12º habitava num edifício da Rua Castelo Picão, cuja cobertura foi também afectada pelo fogo. Do incidente resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma queimadura num ombro. O incêndio começou pouco antes das 11 horas, no terceiro andar do número 22, tendo sido dado como extinto minutos antes das 12.30 horas. O piso ardeu por completo e as chamas acabaram também por atingir a cobertura do edifício, que foi consumida. O regresso dos moradores ao prédio teve de ser vedado, uma vez que a chaminé ficou em risco de colapso interno.
Tal situação vem demonstrar que, devido à constituição dos prédios e das ruas de Alfama, foi uma sorte que o mesmo tenha ficado apenas neste prédio e não tenha alastrado ao bairro. Talvez porque ocorreu durante o dia, talvez porque foi socorrido a tempo, talvez por sorte.

O bairro necessita de ter Bocas de incêndio preparadas e que as obras de reconstituição do bairro terminem o estreitamento das ruas, que, por si só, já são estreitas.

Esperemos, por ultimo, que as obras de reconstituição do prédio e o tempo que os moradores vão ficar longe do bairro não os afaste em definitivo.


Até quando a relevância turística de Lisboa? É tão fácil!



A propósito do post "Até quando a relevância turística de Lisboa?" publicada por FJorge.
Deixo aqui alguns desenhos para aqueles que não entendem poderem verificar como poderia ser tão fácil, um espaço urbano aprasível, simples, sem exercícios de estilo, ou assinatura de arquitectos famosos. Espaços onde seria bom passar as tardes até para os turistas!.



Estas fotos são tiradas de um espaço urbano magnifico, junto do Castelo de São Jorge, ao lado de um excelente hotel com vista para São Vicente, Santa Engrácia, Alfama, e o Rio.
Publicado em Cidadania LX por Gonçalo Cornelio da Silva

Palácio dos Condes de Coculim



Parece, se nada ou o IPPAR, não impedir, que o Palácio dos Condes de Coculim vai passar a ser um Hotel de 5 estrelas no Bairro de Alfama. Fica situado na Rua Cais de Santarém, nº 66. Pertenceu ao Marquês de Fronteira e passou a um filho, D. Francisco Mascarenhas, o 1º conde de Coculim (nome de uma das terras lusitanias da Índia. Era um edifico que datava do SEC. XVII e uma das vitimas do terramoto de 1755. Em 1965 era usado pela firma Sommer &C.ª, para armazém. Vazio e em alto estado de degradação apenas se consegue ver o brasão na esquina com a Rua Arco de Jesus e uma porta Barroca. Espero que não destruam o que ainda existe mas que dêem vida a um imóvel que merece ser preservado.

Alfama dos Madredeus

Pela Tum'Acanénica da Universidade Lusíada de Famalicão

Marcha de Alfama 2007

Tetra campeões. Quando quer este bairro consegue mostrar que é o melhor. Só precisa de trabalhar e de acreditar em si próprio

Amalia Rodrigues

Com um Grande poema de José Carlos Ary dos Santos

Ruas de Alfama

Ruas, becos, escadas de alfama

Utentes da Carris contra redução de carreiras

"A luta continua" para os utentes da Carris que, ontem, entregaram um abaixo-assinado com mais de oito mil assinaturas ao chefe de gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) contra a supressão, redução de trajectos e alteração de circuitos de várias carreiras da empresa pública de transportes. Os representantes do movimento apontam o dedo à Carris e ao Governo pela concretização da "famigerada" Rede 7, no âmbito da qual foram feitas as alterações, acusando-os de "isolarem cada vez mais as populações" de zonas como Alfama, Olivais, Campolide, Estrada de Benfica e Bairro da Boavista. "Locais onde residem muitos idosos" salientou Paulo Amaral, da Comissão de Utentes, de Alfama. No fundo, prosseguiu, "eles querem substituir os transportes à superfície pelo metro".
Ana Fonseca in Jornal de Noticias

E se os utentes tiverem dificuldades de locomoção (pois a distancia desde as estações do metro e da Carris, em Alfama, distam cerca de 6oo metros), ou Clautrofobia?
Não pode um meio de transporte substituir outro. Qualquer dia iamos ver a Carris a tirar estações e linhas quando descobrisse que os habitantes da zona tinham todos viatura automóvel.

Transportes Públicos


Foi inaugurado, no dia 19 de Dezembro, duas novas estações de Metropolitano (linha azul). As estações de Terreiro do Paço e Santa Apolónia. No entanto foram suprimidas 3 linhas da Carris. Parece que o metro é suficiente para transportar as pessoas para Alfama.

No entanto, ao sair nas estações novas do Metro reparei que as saídas mais próximas da estação da carris da Av. Infante D. Henrique distam entre 540 e 600 metros de distancia.

Talvez os responsáveis da carris achem que é uma boa forma de os habitantes de Alfama fazerem exercício. Mas, esquecem que Alfama é um bairro de pessoas idosas, que nunca tiveram viaturas próprias e por isso vão ter de fazer este sacrifício adicional para poderem-se deslocar pela cidade, ou, em alternativa, ficarem no bairro isolados do resto da cidade.

Um medida que deveria ter sido bem recebida, vem dar razão aos que são contras novidades na nossa sociedade.

Meus senhores da Carris, este meio de transporte não pode ser superado pelas novas estações do metro. Pelo contrário, devia ser uma alternativa e fazer concorrência ao Metropolitano. Só assim, poderiam fazer desaparecer (a longo prazo) a dependência que os lisboetas têm do seu veiculo automóvel.

Esta cidade não de deixa de surpreender, pela negativa.

Notícias contraditórias


“CML prevê investir 94,9 M€ reabilitação bairros históricos
A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar quase 95 milhões de euros em reabilitação urbana em várias zonas e bairros da capital até 2011, dos quais 19,6 milhões de euros só em 2008.
De acordo com o plano plurianual de investimentos da autarquia apresentado terça-feira pelo presidente da autarquia, António Costa, os bairros de Alfama e do Castelo vão ser os mais beneficiados, com um montante global de 26,5 milhões de euros, dos quais 5,3 milhões de euros a aplicar já no próximo ano. "

"CML acumula uma dívida a fornecedores de 832 M€
A Câmara Municipal de Lisboa acumula uma dívida a fornecedores de 832 milhões de euros, uma situação de «ruptura financeira», de acordo com o relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano.
Segundo o relatório de execução financeira do primeiro trimestre de 2007, citado hoje pelo Rádio Clube Português, existe um «desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira» na autarquia lisboeta.
A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros. "
"Lisboa/Empréstimo: Proposta aprovada por maioria absoluta
A Assembleia Municipal de Lisboa repetiu hoje a votação da proposta de empréstimo de 400 milhões de euros, que desta vez foi aprovada por maioria absoluta, com o PSD votar favoravelmente.
Na votação realizada na semana passada, a proposta passou com os votos favoráveis do PS, PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda e as abstenções do PSD e CDS.
Desta vez, a proposta, que se mantém nos mesmo termos aprovados a semana passada, teve os votos favoráveis do PSD, PS, Bloco de Esquerda, Os Verdes, PCP e a abstenção do CDS-PP.”

Vê-se noticias como estas, parcialmente transcritas, e ficamos a pensar que existe algo que não está correcto.
Como pode a C. M. Lisboa investir 94,9 Milhões de Euros se o empréstimo que a Caixa Geral de Depósitos vai conceder (mais nenhum banco quis emprestar), caso seja aprovado pelo Tribunal de Contas, no valor de 400 Milhões, não chega para pagar aos credores?
Mas tal situação não é nova, nem será a ultima, em matéria tratamentos de dinheiros públicos. Do mesmo modo, está em fase de conclusão a obra da construção da Agência Europeia da Segurança Marítima, sem qualquer licença da Câmara Municipal. Se esta obra fosse feita por um particular estava embargada e com uma multa muito elevada.
Esperemos que a Administração do Porto de Lisboa não siga este exemplo.

Marcha de Alfama no Brasil


No Jornal da Mídia (jornal brasileiro) vinha esta noticia:


"Programação cultural pelos 200 anos da chegada da Família Real

Sexta-feira, 30/11/2007 - 16:06

Salvador - Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, a Bahia sediará diversas atividades culturais. Governo do Estado e Prefeitura Municipal, juntamente com a Câmara Portuguesa e o Consulado Geral de Portugal em Salvador, organizadores do evento, prepararam uma extensa programação, visando difundir e aproximar os valores culturais entre Salvador e Lisboa. Entre os dias 1º e 9 de dezembro chegará à capital baiana uma comitiva composta por autoridades portuguesas e aproximadamente 80 membros da Marcha Popular de Alfama, vencedora das Marchas Populares de Lisboa deste ano. Na oportunidade, os visitantes participarão das festas locais de Santa Bárbara, dia 4 de dezembro, e Nossa Senhora da Conceição da Praia, dia 8, que abrem o calendário de Festas de Largo da cidade. No programa estratégico da comemoração dos 200 anos estão previstos a exposição das Máscaras Portuguesas, no Gabinete Português de Leitura, a exibição do documentário musical Fados, de Carlos Saura, na Sala Walter da Silveira e Câmara Municipal de Salvador, e o desfile da Marcha Alfama pelo Centro de Salvador, juntamente com o afoxé Filhos de Gandhy, o Cortejo Afro e a Fanfarra Integração da Bahia. A comitiva também visitará organizações culturais da cidade, como Instituto Oyá, no bairro de Pirajá, onde fará oficinas de Capoeira, dança Afro e Percussão. O secretário de Relações Internacionais, Leonel Leal, destaca “que esse evento, além de permitir o intercâmbio cultural entre Salvador e Lisboa, contribuirá para uma aproximação política com o país europeu, fortalecendo laços culturais, diplomáticos e políticos entre as cidades-irmãs”. A coordenadora de Cooperação Bilateral e Rede de Cidades da Secri, Helena Santana, reforça “que a oportunidade permitirá a celebração do título de Capital Lusófona da Cultura conferido a Salvador pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa - UCCLA”.

Limpeza da Cidade de Lisboa

Segundo uma noticia on line a C.M. Lisboa pretende fazer uma limpeza em zonas da cidade de Lisboa “O plano de limpeza de passeios, que conta com a colaboração da Unilever, abrange várias zonas da cidade, entre as quais a Baixa-Chiado, Mouraria, Alfama, Príncipe Real, São Bento, Rato, Amoreiras, 24 de Julho, Campo de Ourique, Saldanha, Praça de Londres, Benfica, as estações do Cais do Sodré e de Santa Apolónia, os terminais de transportes do Campo Grande e de Sete Rios e sete estações de metro.”
No entanto, e no que concerne a Alfama, basta andar pelo bairro para preceber que não basta uma limpeza das pedras da calçada para dar mais condições ao bairro. Não digo que a limpeza não seja bem vinda. Mas só não chega.
Num bairro onde há mais de 20 anos se criou uma associação de protecção da população e património do bairro (APPA – Associação da População e Património de Alfama) com o lema Reabilitação ou Morte. Onde ao longo das inúmeras eleições é prometida a conclusão da mesma para o bairro. Onde foi criado um gabinete técnico de Alfama que hoje, para variar, já tem o nome de Unidade de Projectos de Alfama e sem qualquer poderes sobre as obras do bairro. Onde as obras do bairro obrigam a emigrar os habitantes do bairro para vários quilómetros de distância e durante décadas. Onde o aluguer das casas onde a C. M. Lisboa alojou estas pessoas obriga a um dispêndio de recursos de uma câmara financeiramente falida. Pois as rendas pagas pelas novas casas não se comparam às rendas originais, sendo a C.M. Lisboa a pagar a diferença. Tais situações não serão disfarçadas pela limpeza das ruas. O que interessa para um habitante ver a calçada limpa se não existem caixotes do lixo para colocar o mesmo? Para quê a limpeza das ruas se não pode utilizar uma assoalhada da sua pequena casa com medo de ir parar ao vizinho de baixo? Para quê isto se muitos prédios necessitam de obras e nada é feito?
Penso que falta prioridades reais à C.M. Lisboa. Não se pode "tapar o sol com a peneira" e não serão as pessoas que vem visitar as ruas ao fim de semana ou comprar na Baixa-Chiado ou em Alfama que vão votar nas próximas eleições. São os habitantes e é nestes que as prioridades devem ser colocadas. Desde logo, com a limpeza financeira da C. M. Lisboa e com a descentralização de poderes, para os órgãos que já existem, como a Unidade de Projectos de Alfama que estando situada no bairro e tendo conhecimento dos problemas do mesmo é mais capaz de resolver os problemas deste do que qualquer vereador que visitou Alfama durante a campanha eleitoral.

Obras em Alfama

Noticia do Expresso do dia 10 de Novembro de 2007

"Nas vésperas da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa garantiu que, caso fosse eleito, esticaria ao limite as finanças da autarquia de forma a arranjar 6,8 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que se encontravam suspensas por falta de pagamento. Cem dias passados só arrancaram três obras e outras quatro avançam nos próximos dias. Onze continuarão paradas por falência do empreiteiro ou rescisão dos contratos, o que exige a abertura de novos concursos públicos.
Até ao momento foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego). Segunda-feira a Edifer retoma uma das maiores e mais antigas obras de Alfama, na Rua de S. Pedro, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade - as peixeiras mudaram-se - devido aos tapumes. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a câmara já regularizou os pagamentos à construtora Soares da Costa e os trabalhadores regressam em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.
Uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa de 1,5 milhões de euros levou à falência da construtora Pavia e à consequente impossibilidade de reiniciar cinco empreitadas: a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos) e da Alameda da Linha de Torres (Lumiar), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).
Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco. Por fim, na Mouraria, a obra de conservação de vários edifícios continuará parada."
Sobre isto tenho a seguinte opinião:
Existem, em Lisboa e em Alfama, concretamente, obras paradas há vários anos que colocaram os habitantes dos bairros em locais distantes, Sendo um acréscimo de despesas para a Câmara Municipal de Lisboa, que paga a diferença das rendas pagas pelos arrendatários no momento que foram deslocadas e a renda que os actuais senhorios exigem.
Não são só estas as obras, supra referidas, que existem em Alfama. Desde logo as obras na Rua da Adiça, na Rua Norberto Araújo, com descobertas arqueológicas que poderão impedir de alguma habitantes de voltar. Das obras no Largo do Chafariz de Dentro que pela enézima vez foi descoberto resquícios da Muralha Fernandina que o IPPAR mandou suspender as obras e onde a falta de comunicação dos serviços da câmara faz espantar o mais sensato dos munícipes. Como pode a C.M. Lisboa não ter conhecimento da existência da Muralha se foi o município que colocou calçada diferente para mostrar onde passa a muralha?
Coisas estranhas que só nos podem surpreender.

Visita a Alfama com colegas


Prédio restaurado em Alfama


Rua de S. Pedro (Largo do Chafariz de dentro) e as suas esplanadas.

Alfama e a sua Igreja de Santo Estevão



Largo e Miradouro das Portas do Sol



Casa mais antiga da cidade de Lisboa




Pátio do Carrasco




Arqueologia ou reabilitação – alternativa ou duas faces da mesma moeda?

Em Alfama sabemos que a reabilitação do bairro começada há mais de 15 anos e muito longe do fim é algo importante e que deve ser um esforço de todos. Mesmo para a C. M. Lisboa, que tem dezenas de obras paradas no bairro e que impede que as pessoas possam viver nas suas casas. Sendo mandadas para outros bairros da cidade por vários anos que, muitas vezes, passam da década. Existindo um desprender das raízes das pessoas ao bairro.
Alfama é um bairro histórico, com casas muito antigas, com falta de espaço, luz natural, já para não falar de estacionamento, elevador, vidros duplos, etc.
No entanto, existe desde á mais de 15 anos uma reabilitação no bairro que, teoricamente vem manter a fisionomia do bairro e impedir o despovoamento e quedas dos prédios.
Mas, quando se faz obras em prédios, descobre-se historia por debaixo dos mesmo prédio.
Exemplo disso é o prédio na Rua Norberto Araújo, nº 29 que está para reabilitação há mais de uma dezena de anos. Ao tentarem reabilitar foi descoberto por detrás do prédio, parte da muralha antiga, ou moura, e uma torre posterior que ainda não se sabe de que data. Tal situação deve-se ao facto de que não é possível saber a data em que as pedras da torre foram feitas. Assim, só com especulação podemos alcançar a verdade.
No entanto, sendo uma torre moura em fase tardia, ou uma torre posterior à tomada da cidade pelos cristãos, não deixa de ser uma descoberta importante que deve ser mostrada ao publico. Mas cria uma situação que deve ser ressalvada. As pessoas que viviam no prédio querem voltar para o mesmo. E a isso têm direito. Como resolver esta situação.
Não deve a C. M. Lisboa proteger o património do país e ao mesmo tempo proteger a propriedade privada e dar os direitos a quem deles é merecedor?
Tais situações acrescidos ao facto de que a falta de dinheiro impede a que se chegue a uma solução rápida e justa, vem criar questões que não são de fácil resposta.
Por mim considero que dentro do possível deve-se preservar o património, com a ressalva que não pode o bairro transformar-se num museu. Mas num bairro habitacional onde vida e património sejam duas faces da mesma moeda chamada Alfama.
Se pretenderem saber as dificuldade da arqueologia no bairro de Alfama sigam este link.

Miradouro de Santa Luzia

Uma Noticia do Jornal de Noticias da jornalista Gina Pereira diz o seguinte:

Miradouro de Santa Luzia transformado em estaleiro
Duas turistas alemães de visita a Lisboa olham incrédulas para o guia da cidade. "Estamos no sítio certo?", perguntam, mostrando a bonita fotografia do miradouro de Santa Luzia, reproduzida no livro, que em nada condiz com a imagem degradada, suja e pouco cuidada do espaço que têm diante dos olhos. Ponto de paragem obrigatória para quem visita a zona do Castelo, e agora de romaria graças aos Santos Populares, o miradouro está parcialmente vedado, sujo e transformado num estaleiro de apoio às obras que decorrem no bairro de Alfama.
Richard Weiss, norte-americano, chegou há menos de um dia a Lisboa e já se delicia a caminhar pelas ruelas da cidade histórica. No miradouro, parou para apreciar a vista do Tejo e deparou-se com o estaleiro e garrafas e latas de cerveja espalhadas pelo chão. "É feio. Não gosto!", dizia, ao JN, embora compreenda que as obras precisem de ocupar temporariamente o espaço. "Só que em Portugal o temporário às vezes torna-se permanente", dizia, rindo, e mostrando já ter sido informado dos hábitos lusos.Francisco Maia, presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, explica que o estaleiro e a grua na parte superior do jardim, junto à igreja da Cruz de Malta, foram instalados no final de 2005, para apoiar a construção de um edifício na Rua Norberto Lopes. Não se sabe quando estará pronta, pelo que é incerto dizer quando irá desaparecer o estaleiro.
Contudo, segundo o autarca, o abandono e a falta de manutenção do jardim - denunciados pelos comerciantes e visíveis no lixo e nas ervas que invadiram os canteiros - não são recentes. Segundo Francisco Maia, no anterior mandato, a Câmara de Lisboa decidiu adjudicar a limpeza e manutenção do espaço a uma empresa privada e o cenário tem piorado. O lago está vazio, devido a infiltrações, e da fonte não jorra um pingo. Serve só como caixote de lixo.
Há cerca de 15 dias, o presidente da Junta foi informado da existência de um estudo prévio, elaborado pela Câmara, para a requalificação do miradouro. Embora não concorde com tudo - o estudo foi chumbado pela Assembleia de Freguesia - aplaude a decisão de fazer algo por "um dos miradouros mais bonitos de Lisboa". Devido à insegurança - e ao facto de serem arremessadas dali garrafas e pedras para o casario - a zona será vedada ao público esta noite, quando o espaço é invadido por milhares de foliões."
Acresce que por falta de pagamento o estaleiro foi retirado deixando ao olhos de todos um jardim sem cuidado e os azulejos partidos, estalados e maltratados.
Já existe por parte da Câmara Municipal de Lisboa um projecto para o Miradouro. No entanto, e de acordo com o pedido do vereador José Sá Fernandes tal projecto deve começar quanto antes.
Como tudo feito no nosso país, nada foi apresentado à população do Bairro e de Lisboa. Por muito que nós possamos considerar a urgência de fazer algo por um dos Miradouros mais bonitos de Lisboa, é necessário, a priori, saber o que se pretende fazer e ouvir a opinião dos Lisboetas.
A democracia não pode ser só votar nas eleições mas ouvir o povo para, igualmente, responsabilizá-los pelas decisões tomadas.

Porto de Lisboa vs. Miguel Sousa Tavares e Terminal de Cruzeiro

Estas são duas noticias do DN On line:

Porto de Lisboa processa Miguel Sousa Tavares

"A Administração do Porto de Lisboa (APL) anunciou ontem que deu entrada a uma queixa-crime contra o jornalista Miguel Sousa Tavares por "difamação". Em causa estão declarações de Sousa Tavares sobre o projecto da APL para o terminal de cruzeiros de Lisboa, que previa um edifício de 600 metros de comprimento junto ao rio. O jornalista classificou a Administração como sendo "um bando de malfeitores".Ontem, a APL emitiu uma nota em que visa esclarecer a polémica em torno do projecto para o terminal de cruzeiros, em que tem sido acusada de não ouvir a Câmara de Lisboa. Assim, a APL sublinha que manteve várias reuniões de trabalho sobre o terminal de cruzeiros, que recebe cerca de 200 mil passageiros por ano sendo o porto europeu com maior movimento, com "a equipa liderada por Maria José Nogueira Pinto, na vigência da anterior vereação". Além destas reuniões, a APL acrescenta que foram mantidas outras reuniões de trabalho com a Parque Expo.Quanto ao edifício do terminal de cruzeiros, a APL explica que o projecto que foi divulgado era "meramente, um estudo do que poderia vir a ser o terminal, o qual não foi objecto de qualquer aprovação". O Porto de Lisboa vai mais longe e "nega que exista um projecto de engenharia e/ou de arquitectura para o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia". Apesar de já estarem em curso obras naquele local, é ainda referido que "está em curso, exclusivamente, a execução da obra marítima de consolidação da muralha".O projecto foi contestado pela Câmara Municipal de Lisboa, tendo levado mesmo a que fosse votada uma inédita moção conjunta do vereador José Sá Fernandes (BE) e do movimento Lisboa com Carmona, do ex-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues. A moção foi aprovada apenas com a abstenção do PSD e visava "contestar junto do Governo e da APL a construção do edifício projectado" para Santa Apolónia.A APL vem agora afirmar que "por orientação expressa da tutela (Secretaria de Estado dos Transportes) o projecto para o terminal de cruzeiros deverá ser concretizado e desenvolvido em estreita coordenação com o Município de Lisboa." O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, já afirmou esta semana que o estudo apresentado "está morto e enterrado", garantindo que este não será construído.Foi o estudo de projecto revelado para aquela zona, que previa um edifício de 600 metros de comprimento e seis de altura, que motivou as críticas. Num debate promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama, a 28 de Setembro, Sousa Tavares disse que "ao contrário de pessoas que dizem que a APL tem coisas positivas, acho que é uma associação de malfeitores", acrescentando ainda que "é um inimigo público da cidade", pelas construções que autorizou. Presente no mesmo debate, o eventual próximo responsável pela frente ribeirinha, José Miguel Júdice, disse estar "numa espécie de limbo", já que não foi nomeado para qualquer cargo.Ao DN Miguel Sousa Tavares disse preferir não comentar o caso. O contacto com o vereador do Urbanismo na CML, Manuel Salgado, não foi possível até ao fecho desta edição."

"Sociedade para frente do rio não terá poderes decisórios
Moradores saúdam fim do projecto"

"Sociedade para frente do rio não terá poderes decisórios A sociedade que irá promover a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa - que incluirá a Câmara e o Governo - não deverá ter poderes de licenciamento, afirmaram à Lusa vereadores da Oposição na Autarquia lisboeta. A informação foi anteontem transmitida aos vereadores por António Costa, presidente da CML, durante uma reunião extraordinária dedicada à frente ribeirinha. "Há o princípio, com o qual o presidente concorda, de que a empresa ou sociedade não tenha poderes de licenciamento, e nisto tem o apoio da vereação, o que lhe dá força para negociar com o Governo", disse a vereadora do movimento "Cidadãos por Lisboa" Helena Roseta, que já tinha manifestado a sua oposição à constituição de uma sociedade com as características da Parque Expo, que promoveu a Expo 98 e que tinha poderes de licenciamento. A vereadora, que tinha solicitado a reunião com o apoio dos restantes vereadores da Oposição, considerou que a sessão foi "extremamente útil", voltando a insistir na importância da discussão pública de qualquer projecto para a frente do Tejo. António Costa e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), informaram igualmente os vereadores sobre o trabalho de delimitação das áreas sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa que não dizem respeito a actividades estritamente portuárias e que deverão passar para a soberania plena da Autarquia. "Tem de haver uma clara separação das águas e agora há condições políticas para tal", disse por sua vez Carmona Rodrigues, anterior presidente do Executivo", acrescentando que o facto de o PS estar no Governo e na Câmara "ajuda muito".O ex-presidente da CML manifestou-se, contudo, "preocupado" em relação a alguns projectos da APL, dos quais tomou conhecimento na reunião, designadamente o "aterro da Doca do Espanhol, a construção de uma plataforma no cais de Alcântara, em frente a Santos, e o aumento da capacidade dos contentores". Já o vereador do PCP Rúben de Carvalho considerou "um passo muito importante" que as áreas da APL sem natureza portuária passem para a tutela da CML.A Associação do Património e da População de Alfama (APPA) manifestou ontem o seu regozijo pelo anunciado abandono do projecto de terminal de cruzeiros em Santa Apolónia. "Tratava-se de um mau projecto, sem qualquer discussão pública, e que teria graves impactos em Alfama ao nível do acesso ao rio, de sistema de vistas, fluxos de tráfego e equipamentos sociais", sublinham os responsáveis, em comunicado. A associação volta a ainda a questionar "a oportunidade deste investimento". "Se se pretende reforçar a capacidade e o poder de atracção turística da cidade de Lisboa, não seria mais urgente investir no processo de reabilitação urbana dos bairros históricos", questiona a APPA que apela ao Governo, APL e à Câmara para que levem em conta os interesses e a vontade dos moradores em novos projectos que venham a apresentar para a zona ribeirinha."

A Administração do Porto de Lisboa, apesar de ter sido convidada várias vezes par o debate, nada respondeu nem apareceu. Mas não gosta que as pessoas, que pretendem saber o que se vai construir na cidade, chateadas por serem desprezadas digam o que vai na alma.

Quanto ao resto, acho bem que os políticos liguem ao que o povo pensa. Já que é algo que a APL não se preocupa.

Alfama: artistas expõem carne em decomposição

(imagem de José Sena Goulão)

Vida, larvas, moscas e morte. A associação pode parecer bizarra, mas é o tema de uma peça composta por uma perna de carneiro em decomposição, exposta numa nova galeria de arte em Alfama, que surpreende a população do bairro típico lisboeta, noticia a Lusa.
«Isto é uma exposição? Ó meu Deus!», afirma Guilherme, merceeiro do bairro.
«Isto» é um cubo de acrílico que contém uma perna de carneiro a ser decomposta por larvas e varejeiras, com um copo de vidro com água ao lado, uma peça colocada à entrada da galeria e que pretende representar a vida e a morte.
«Life» (vida) é o tema da exposição, mas o visitante é também confrontado com o seu contrário, a morte.
«Flie» - que joga com as mesmas letras de «life» e tem, em inglês, o som da palavra «mosca» («fly») - representa esta antítese, materializada numa outra peça da exposição, um conjunto de quadros em que moscas mortas, coladas à tela, assumem protagonismo.
O jogo de palavras - «Life» e «Flie» - não é inocente.
«Nós, humanos, estamos sempre a matar as moscas. Elas representam a morte», explica um dos dois artistas que criaram a exposição, que pretende levar o observador a pensar na morte e consequentemente na vida.
«A vida só tem sentido se houver morte», salienta.
«Não esquecerão o que viram»
A galeria abriu portas na Rua dos Remédios no início de Setembro, estando prevista a sua abertura oficial em Novembro, altura em que as peças expostas estarão disponíveis para venda.
Até lá, indicou o artista inglês, todos são bem vindos a entrar neste espaço para ter uma ideia daquilo que será a exposição.
A decisão de abrir a galeria em Lisboa é justificada com a maior facilidade de entrar no meio cultural, face a outras capitais europeias.
Moscas, larvas e carne putrefacta podem repugnar quem por ali passa, mas mais importante que tudo é que «não esquecerão o que viram», o que obrigará sempre as pessoas a reflectir sobre a vida e a morte.
As opiniões dividem-se
Entre a população, as opiniões sobre a obra dos dois artistas divergem, mas a curiosidade parece ser generalizada entre os moradores de Alfama.
Rosário, moradora, diz que olha «sempre para lá, a ver se lá está a mesma coisa».
Confessa que se assustou a primeira vez que viu a obra, que lhe «parecia um chispe», mas depois ouviu dizer que «era um osso de presunto cheio de bichos».
Ivo, trabalhador no bairro, viu de passagem a obra, que diz ter achado «arrepiante», apesar de defender «a diferença e a originalidade».
«Aquilo faz-me um bocadinho de confusão. Uma varejeira... cultura», ironiza.
In Portugal Diário 27/09/2007

Debate sobre o Terminal de Cruzeiro








Fui ver à Internet e sobre este debate, que assisti, vi estas noticias:

In Expresso Online / Lusa (28/9/2007)


«O jornalista Miguel Sousa Tavares qualificou quinta-feira a Administração do Porto de Lisboa (APL) de "associação de malfeitores" durante um debate sobre a construção do novo terminal de cruzeiros, obra promovida por aquela entidade. Lisboa, 28 Set (Lusa) - O jornalista Miguel Sousa Tavares qualificou quinta-feira a Administração do Porto de Lisboa (APL) de "associação de malfeitores" durante um debate sobre a construção do novo terminal de cruzeiros, obra promovida por aquela entidade."Ao contrário de pessoas que dizem que a Administração do Porto de Lisboa tem coisas positivas, eu acho que é uma associação de malfeitores", afirmou Miguel Sousa Tavares no debate promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama.Segundo Sousa Tavares, "não é por acaso" que APL, tutelada pelo Ministério das Obras Públicas não se fez representar no debate sobre o terminal, uma obra que envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento."É um inimigo público da cidade", acusou Sousa Tavares, referindo-se a construções autorizadas por aquela entidade, tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da capital.O jornalista desafiou o advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha, e esteve no debate, a modificar as relações da APL com a cidade."Está numa situação invejável porque não tem nada a perder, não quer o lugar e tem uma oportunidade única de fazer obra", afirmou dirigindo-se a Júdice."Exija poder de facto sobre a Administração do Porto de Lisboa, poder de suspensão sobre o que está em causa", incitou. José Miguel Júdice recusou contudo esclarecer que papel poderá desempenhar na reabilitação da frente ribeirinha."Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo", advertiu no início do debate que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.O ex-presidente e actual vereador independente Carmona Rodrigues afirmou quarta-feira, na reunião do executivo municipal, que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Júdice a o vereador dos Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes (BE), manifestaram-se "descansados" durante o debate sobre o terminal de cruzeiros em que a obra não se construa de acordo com o projecto original.A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal, uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL.O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui "uma má solução".A secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse na quinta-feira à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas".Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou que "neste momento" apenas está a ser feito o terminal em si, e que apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da Câmara Municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem a "uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas" relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja "uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa".ACL/AV.Lusa/Fim»


In Sol Online /Lusa (28/9/2007)


«O vereador lisboeta Sá Fernandes (BE) e o advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha, manifestaram-se hoje «descansados» em que o terminal de cruzeiros não se construa de acordo com o projecto originalO terminal de cruzeiros, em Santa Apolónia, é uma obra da Adminstração do Porto de Lisboa (APL), que envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento, com conclusão prevista para 2010.«Quando fiz o acordo político com o PS houve uma coisa que ficou estabelecida: que isto não se iria fazer. Portanto, estou descansado», disse José Sá Fernandes durante um debate sobre o projecto, promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama. A APL não se fez representar, apesar de convidada.O vereador, que firmou um acordo pós-eleitoral com o PS na Câmara, garantiu que ainda «não se está a construir nenhum edifício, apenas a estrutura para ancoragem dos barcos».O advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar três sociedades para a reabilitação da frente Tejo, corroborou as afirmações de Sá Fernandes."Podemos estar descansados. Acho que sim, que podemos estar descansados", afirmou o ex-bastonário da Ordem dos Advogados.Júdice escusou-se a revelar os motivos que o levam a estar «descansado», adiantando que «há uma conjuntura propícia» e que «os astros estão favoráveis» a que o projecto não se concretize como previsto, até porque, disse, «não há inércia da Câmara».O advogado recusou igualmente esclarecer que papel desempenhará na reabilitação da frente ribeirinha. «Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo», advertiu no início do debate que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.O ex-presidente e actual vereador independente, Carmona Rodrigues, afirmou na quarta-feira, na reunião do executivo municipal, que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Na reunião do executivo municipal de quarta-feira foi aprovada, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros, uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da cidade.O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui «uma má solução». Apesar de adiantar poucos pormenores sobre a sua posição acerca do terminal de cruzeiros, José Miguel Júdice afirmou que «é um exemplo de escola, é paradigmático».«Não me peçam para dizer mais», acrescentou. Júdice acabou ainda por afirmar que «um porto pode até ser uma coisa bonita» e que «Lisboa precisa de um porto e também precisa de um terminal de cruzeiros».«Poderá ser útil a todos nós. A questão é onde precisa Lisboa de ter um terminal de cruzeiros», afirmou. Quanto às funções de coordenação da reabilitação da frente ribeirinha, o advogado adiantou que «se isso acontecer» procurará que no final do projecto o cargo não o «envergonhe».Em causa está a constituição de três sociedades para a reabilitação de outras tantas áreas da frente Tejo: uma no âmbito do projecto de recuperação da Baixa Chiado para a recuperação do troço entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, outra para a zona de Belém e outra para a zona de Pedrouços.Segundo o presidente da Câmara, foi neste sentido que encontrou, quanto tomou posse a 1 de Agosto, correspondência entre a autarquia e o Ministério do Ambiente, afirmando discordar nomeadamente do projecto para Pedrouços, em que a Câmara de Oeiras também estará envolvida, devido à densidade da construção envolvida.«Antes de haver quaisquer sociedades, quem vai planear e autorizar planeamento é a Câmara de Lisboa», referiu por seu turno Sá Fernandes durante o debate sobre o terminal de cruzeiros.Presentes no debate, a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta e o vereador comunista Ruben de Carvalho reiteraram a sua oposição ao projecto.Helena Roseta condenou igualmente que a reabilitação da frente ribeirinha fosse concretizada sem que o Governo colocasse o projecto em «discussão pública».Ruben de Carvalho afirmou não partilhar da "tranquilidade" de José Miguel Júdice e de José Sá Fernandes quanto a não concretização do terminal de cruzeiros, questionado a "firmeza" da maioria PS/BE na autarquia para enfrentar a APL.A secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse quinta-feira à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas".Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou à que «neste momento» apenas está a ser feito o terminal em si, e que apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da Câmara Municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem a «uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas» relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja «uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa».Lusa/SOL»


Lisboa: Júdice e Sá Fernandes confiantes na alteração do projecto para terminal de cruzeiros 28.09.2007 - 11h00 Lusa, PUBLICO.PT

O vereador da câmara de Lisboa José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) e o advogado José Miguel Júdice (que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha da cidade) manifestaram-se ontem à noite "descansados" porque acreditam que o terminal de cruzeiros projectado para a zona de Santa Apolónia e Alfama não será construído de acordo com o projecto original.
A obra, da responsabilidade da Adminstração do Porto de Lisboa, envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e 600 metros de comprimento, com conclusão prevista para 2010."Quando fiz o acordo político com o PS houve uma coisa que ficou estabelecida: que isto não se iria fazer. Portanto, estou descansado", disse José Sá Fernandes durante um debate sobre o projecto, ontem à noite, promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama. A APL não se fez representar, apesar de ter sido convidada.O vereador — que firmou um acordo pós-eleitoral com o PS na câmara — garantiu que "não se está a construir nenhum edifício, apenas a estrutura para ancoragem dos barcos". O advogado José Miguel Júdice — que poderá vir a coordenar três sociedades para a reabilitação da frente Tejo — corroborou as afirmações de Sá Fernandes. "Podemos estar descansados. Acho que sim, que podemos estar descansados", afirmou o ex-bastonário da Ordem dos Advogados. No entanto, Júdice escusou-se a revelar os motivos que o levam a estar "descansado", adiantando apenas que "há uma conjuntura propícia" e que, em tom irónico, "os astros estão favoráveis" a que o projecto não se concretize como previsto, até porque, disse, "não há inércia da câmara". O advogado recusou-se igualmente a esclarecer que papel desempenhará na reabilitação da frente ribeirinha. "Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo", advertiu no início do debate, que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.Na quarta-feira, na reunião do executivo municipal, o ex-presidente e actual vereador independente, Carmona Rodrigues, afirmou que no anterior mandato o Governo manteve contactos com a autarquia para a constituição de três sociedades para a reabilitação da frente Tejo e admitiu que nesses encontros foi referido pelo Governo "como nome de um possível coordenador o doutor José Miguel Júdice".Na reunião do executivo municipal de quarta-feira foi aprovada, com a abstenção do PSD, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros — uma obra que dispensa licenciamento camarário por ser da responsabilidade da APL, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, que tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da cidade. O presidente da câmara, António Costa (PS), considerou na reunião que o terminal constitui "uma má solução".Apesar de adiantar poucos pormenores sobre a sua posição acerca do terminal de cruzeiros, José Miguel Júdice afirmou que "é um exemplo de escola, é paradigmático". "Não me peçam para dizer mais", acrescentou.Júdice: Lisboa precisa de um porto e de um terminal de cruzeirosJúdice acabou ainda por afirmar que "um porto pode até ser uma coisa bonita" e que "Lisboa precisa de um porto e também precisa de um terminal de cruzeiros". "Poderá ser útil a todos nós", afirmou. "A questão é onde precisa Lisboa de ter um terminal de cruzeiros", salientou.Quanto às funções de coordenação da reabilitação da frente ribeirinha, o advogado adiantou que "se isso acontecer" procurará que no final do projecto o cargo não o "envergonhe".Sociedades para planear reabilitaçãoEntretanto está na calha a constituição de três sociedades para a reabilitação de outras tantas áreas da frente Tejo: uma no âmbito do projecto de recuperação da Baixa Chiado para a recuperação do troço entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia; outra para a zona de Belém; e outra para a zona de Pedrouços. Segundo o presidente da câmara, foi neste sentido que encontrou, quando tomou posse, a 1 de Agosto, correspondência entre a autarquia e o Ministério do Ambiente, afirmando discordar nomeadamente do projecto para Pedrouços — em que a câmara de Oeiras também estará envolvida — devido à densidade da construção envolvida."Antes de haver quaisquer sociedades, quem vai planear e autorizar planeamento é a Câmara de Lisboa", referiu por seu turno Sá Fernandes durante o debate de ontem.Também presentes na discussão, a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta, e o vereador comunista Ruben de Carvalho reiteraram a sua oposição ao projecto. Helena Roseta condenou igualmente que a reabilitação da frente ribeirinha fosse concretizada sem que o Governo colocasse o projecto em discussão pública.Ruben de Carvalho afirmou não partilhar da "tranquilidade" de José Miguel Júdice e de José Sá Fernandes quanto à não concretização do terminal de cruzeiros, questionado "a firmeza" da "maioria PS/BE" na autarquia para enfrentar a APL.Secretária de Estado prometeu respeitar regras urbanísticasOntem, a secretária de Estado das Obras Públicas e Transportes, Ana Paula Vitorino, disse à Lusa que os edifícios referentes ao terminal vão ser "debatidos" e respeitarão "as regras urbanísticas". Falando na Gare Marítima de Alcântara, no encerramento das cerimónias alusivas ao Dia do Mar, a governante adiantou que "neste momento" apenas está a ser feito o terminal em si e que, apesar de não conhecer o teor da moção, este não está em causa.Ana Paula Vitorino esclareceu que já teve uma reunião com o vereador da autarquia responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado, tendo sido solicitado a duas pessoas da câmara municipal para, juntamente com elementos da APL, chegarem "a uma solução compatível e de acordo com as regras urbanísticas" relativamente aos edifícios.Segundo a secretária de Estado, pretende-se que no final haja "uma solução consensual com a Câmara Municipal de Lisboa".

Câmara de Lisboa contesta terminal de cruzeiros e exige ser ouvida pela APL
27.09.2007, Inês Boaventura - Público


Três é o número de sociedades propostas pelo Governo para intervir nas áreas da baixa, Belém e Pedrouços a A Câmara Municipal de Lisboa aprovou ontem, por maioria, uma moção contra a construção do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e o facto de esta obra, da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APL), estar a ser desenvolvida sem que o município tenha sido ouvido sobre o assunto. A moção, que foi aprovada com a abstenção dos vereadores do PSD, resultou da fusão de uma proposta do vereador José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, com uma proposta dos vereadores da lista Lisboa com Carmona. Na moção defende-se que o terminal de cruzeiros interfere no "acesso e fruição da frente ribeirinha" e atenta contra "o sistema de vistas de e para o Tejo". A Câmara de Lisboa decidiu contestar a construção do terminal de cruzeiros junto da APL e do Governo e exigir a este último que o município passe a ser "parte na discussão e aprovação de qualquer projecto para a zona em causa". A moção aprovada manifesta ainda "o profundo desagrado e indignação pelo facto de estar a ser feito um projecto desta envergadura e impacto sem que o município tenha sido ouvido", descontentamento que se estende à "forma de diálogo que a APL tem estabelecido" com a autarquia. O presidente da Câmara de Lisboa considerou que o projecto que está a ser desenvolvido pela APL "é uma má solução", sublinhando que aquela entidade "não está dispensada de dar informação ao município". António Costa revelou ainda que em Abril de 2007 o ministro do Ambiente propôs à autarquia a constituição de três sociedades para intervir nas áreas da Baixa-Chiado, de Belém e de Pedrouços, proposta que acrescentou não merecer a sua concordância e estar a ser negociada com o Governo. As mais duras críticas à APL vieram do ex-presidente Carmona Rodrigues, que a acusou de "falta de respeito institucional, transparência e rigor na utilização do erário público", e do vereador Pedro Feist, que afirmou que aquela entidade "persiste em fazer o que não lhe compete", vivendo "de costas viradas" para a CML. A pedido da vereadora Helena Roseta, António Costa vai agendar uma reunião extraordinária destinada a debater a frente ribeirinha e a relação entra a autarquia e a APL."


Como resumo do debate aceito que os jornalistas tenham mais capacidade do que eu para o fazer, mas houve duas coisas que não podem ser deitadas fora e que devem ser ditas:

A primeira é o espírito paternalista que eu ouvi do vereador José Sá Fernandes quando disse “Eu não estou preocupado” – como que se estivesse tudo resolvido e que o muro de 600 metros não vai ser feito. Porque, segundo ele, só aceitou ser vereador com pasta e fazer um acordo com a Câmara Municipal porque uma das cláusulas era de que o terminal não vai ser construído. Tal leva-me a pensar em várias coisas:
1 - A C.M. Lisboa não é a entidade competente sobre o Porto de Lisboa, pois as obras de alargamento já começaram e nada foi informado à C.M. Lisboa. Aceesce que, segundo a lei, a APL não necessita de autorização da C.M. Lisboa se a obra for para actividades portuárias. Assim, a APL faz um terminal euq, por acaso, tem um centro comercial e é um atentado à cidde.
2 - Um acordo politico não é um acto com força jurídica, sendo possível aceitar uma coisa e fazer outra. O que poderá acontecer é que o vereador Sá Fernandes se se sentir enganado demite-se (e deixa de receber o ordenado de vereador com pasta). Mas o terminal fica construído. E a cidade mais pobre.
3 - Parece que o acordo é só para impedir de construir coisas e não para dar uma melhor solução a espaços urbanos vazios e sem utilidade. Porque se posso não concordar com o terminal como foi apresentado, não concordo igualmente em deixá-lo abandonado. Algo deve ser feito par Alfama e para a cidade.
4 - Por ultimo, se fez um acordo entre o executivo e o vereador Sá Fernandes, devem os cidadãos de Lisboa saber quais as cláusulas que estão estabelecidas, para ver se são para defesa de Lisboa.

A segunda coisa que me impressionou, foi o facto de que a população de Alfama nada ligou ao debate, mesmo os comerciantes. Como que não pudéssemos fazer nada. Este é o problema dos cidadãos de Portugal. Não são reivindicativos, Não exigem o que têm direito, não lutam pelos seus direitos e pelos seus negócios. Pergunto-me o que seria dos comerciantes se fosse construído o centro comercial. Se já têm poucos clientes iriam ficar com menos. Por isso devem lutar e reivindicar uma vida melhor. Bem tinha razão, no tempo da outra senhora, quando diziam que “o povo é sereno”. E o nosso parece que está adormecido.


Traficante caçado em Transacção em Alfama

Noticia do Correio da Manhã de dia 19 de Setembro:
"A PSP de Lisboa deteve um homem de 44 anos por tráfico de estupefacientes após tentar vender droga a outro indivíduo na zona de Alfama.
Pelas 17h30 de domingo um elemento da PSP surpreendeu os dois homens durante a transacção, mas estes colocaram-se em fuga pelas ruas estreitas do bairro de Alfama.O polícia perseguiu o traficante, conseguindo interceptá-lo pouco depois. Antes de ser detido, o homem ainda tentou desembaraçar-se da droga e de alguns objectos, mas foi impedido pelo elemento da polícia que estava no seu encalço.Ao traficante foram apreendidos vários tipos de droga, nomeadamente 4,34 gramas de heroína, duas gramas de haxixe, quarenta e quatro comprimidos para misturar com estupefacientes, uma navalha tipo borboleta e 423 euros, que se supõe serem produto do tráfico de droga.Presente ao Tribunal de Instrução Criminal, o indivíduo ficou obrigado a apresentações periódica numa esquadra."
Isto popde ser uma boa noticia, ou seja, a policia está a conseguir combater o trafico de droga que ainda existe em Alfama; ou pode ser uma má noticia, que o trafico está a aumentar. Esperemos que seja a primeira.

Imóveis e valor de metro quadradro

Se tiverem algum tempo, basta fazerem uma pequena pesquisa na net sobre imóveis e existe algo que nos surpreende a todos, menos para quem já comprou ou procura casa para comprar.
Em primerio lugar, o valor por metro quadrado de uma casa aumenta só e unicamente pelo simples facto de a mesma se situar no concelho de Lisboa. A razão é unica e exclusivamente o facto de assim não existe o problema do transito.
Só quem não cicula m Lisboa é que acha que o transito só há entrada da cidade e não dentro desta. Todos os que por alguma razão têm de andar de viatura automóvel sabem os problemas da Av. da Républica, e avenidas novas, túnel da João XXI, Avenida da Liberdade, entre muitos outros. Para além do facto de que é cada vez mais dificil estacionar o carro na cidade sem ser nos famosos parques da EMEL. Assim, não precebo qual a razão de as casas serem com valores muito mais elevados (por metro quadrado).
Por outro lado, as razões do valor acrescentdo das habitações em Lisboa, não se aplicam a um bairro que aqui falamos - Alfama.
É muito dificil para não dizer quase impossivel estacionar a viatura á porta de casa e nos locais que a EMEL têm estão quase sempre cheios. Existindo a necessidade de pagar o estacionamento no Jardim do tabaco, que se for com a autorização da junta onde está a nossa morada, fica pelo valor de Eur. 25,41€.
Acresce que a viatura fica em muitos casoa a cerca de 400 metros de casa. Sendo sse percurso que temos de fazer diariamente, msmo com as compras do mês.
Por outra lado, as casas têm cerca de 200 a 300 anos. Podemos dizer que são casas históricas, mas sem elevador, se vidros duplos, sem caixas de ar, sem porta blindada, sem tudo aquilo que as pessoas procuram quando compram uma casa e que a evolução dos ultimos 100 ou 200 anos nos deu. Pelo menos pelos valores que estão à venda em Alfama consigo comprar uma casa nova ou recent no concelho da Amadora ou Loures..
Existe a freguesia de São Miguel, uma casa, T0, pelo valor de 85.000€, mas a precisar de remodelação, 4º andar sem elevador, mas indicando que é uma casa do sec. XVIII, histórica, pelo menos história tem.
Encontrei outra casa, para obras totais, um T3, com área util de de 70,83 metros quadrados pelo preço de 241.500€. Fazendo o preço por metro quadrado chegamos ao valor de 2.540€. Lembrem-se que dizem para obras totais. Sei que todos os vendedores de casas acham, que uma casa nova com valores por metro quadrado acima de 2.250€, um preço muito elevado. E esta é para obras totais.
Consigo encontrar facilmente casas com 4 anos nos olivais com áreas maiores onde o preço por metro quadrado é de 1.771€. E este bairro é doa anos sessenta e talvez o unico feito com algum planeamento.
Dai ver-mos cada vez mais placares de vende em Alfama e poucos são tirados. Alguém devia dizer ao proprietário que uma casa em Alfma não é nenhuma mina de ouro.

Proposta dos vereadores da Lista "Cidadãos por Lisboa" para reconciliar a cidade com o rio


Os vereadores Helena Roseta e Manuel João Ramos elaboraram esta proposta de reconciliação da cidade com o Rio para ser discutida em reunião de Câmara:


"Proposta /2007

Reconciliação da cidade com o rio

Considerandos:


O modelo urbano subjacente ao Plano Estratégico de Lisboa ( PE ), aprovado em 1992, e ao Plano Director Municipal ( PDM ), aprovado em 1994, delimitava uma zona intitulada “arco ribeirinho”, constituída “por uma estreita faixa, de Belém a Beirolas, na qual se decidem as relações entre a cidade e o rio” e que “permite a ligação ribeirinha entre os sectores poente, a Baixa e a zona oriental da cidade ( mapa 1 )


O mesmo Plano Estratégico de Lisboa consagrou de forma inovadora a Estrutura Verde da cidade, como um sistema ecológico formado por uma estrutura verde principal e uma estrutura secundária. Os espaços livres da margem ribeirinha do Tejo deveriam, segundo o PE, ser incluídos na estrutura verde principal.


A estrutura verde da cidade acabou por ser consagrada no PDM através das componentes ambientais urbanas. A planta mostra que o arco ribeirinho, para além de dever estar integrado na estrutura verde principal, é simultaneamente zona de elevado risco sísmico, o que contribui para agravar a fragilidade e necessidade de protecção de toda a zona ribeirinha ( mapa 2 ). Recorde-se que as condicionantes urbanísticas decorrentes das componentes ambientais urbanas do PDM prevalecem sobre as regras de edificabilidade.

A frente ribeirinha é também historicamente uma zona portuária, com papel essencial na identidade e na vida da própria cidade. A essa carga histórica há que juntar o papel simbólico do rio e do porto de Lisboa na percepção da cidade ao longo dos tempos e nas múltiplas formas de expressão artística, literária e poética associadas a Lisboa.


A evolução da actividade do porto de Lisboa tem vindo a sofrer impactos significativos com a emergência de novas condições concorrenciais, devidas à evolução tecnológica e à própria globalização, estando Lisboa actualmente em perda progressiva comparativamente a outros portos europeus e até ibéricos.


É determinante para Lisboa promover uma nova visão da zona ribeirinha que permita a reconciliação da cidade com o seu rio, sem perder a função portuária. Esta reconciliação é tanto mais difícil quanto maiores forem as barreiras físicas ao contacto visual e directo com o rio e quanto mais pesadas forem as infra-estruturas portuárias, ferroviárias e rodoviárias sucessivamente instaladas sobre zonas de aterro, paralelamente à linha de costa.


A reconciliação das cidades portuárias com as frentes de água é hoje uma das linhas estratégicas que está a pressionar formas inovadoras de compatibilizar actividades nessas zonas em muitas cidades portuárias do mundo, nomeadamente através da devolução ou criação de novos espaços públicos e da resolução de conflitos entre a fruição das frentes de água e as actividades que nela podem ser exercidas, procurando privilegiar funções de lazer e recreio.

O actual modelo de gestão territorial da zona ribeirinha de Lisboa, sob a jurisdição total da Administração do Porto de Lisboa ( APL ), é um anacronismo que foi amplamente criticado por sucessivas vereações municipais e unanimemente contestado por todas as forças concorrentes às eleições intercalares de Lisboa de 2007.


O Plano Estratégico da APL, ao abrigo do qual têm vindo a ser comprometidas sucessivas áreas da frente ribeirinha para edificações de diversa natureza, não foi debatido publicamente e a CML teve apenas a possibilidade de sobre ele se pronunciar sem carácter vinculativo. No entanto, as disposições do PDM, nomeadamente as condicionantes urbanísticas da Componentes ambientais urbanas, são vinculativas para toda a Administração pública.


Há notícias de intervenções previstas para a zona ribeirinha que podem pôr em causa os objectivos essenciais das componente ambientais urbanas do PDM. Mas além disso não estão a ser salvaguardados o direito à informação e à participação previstos no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão territorial ( decreto lei nº 390/99 de 22 de Setembro ), respectivamente nos seus artigos 5º e 6º.


No acordo político entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda para a actual gestão autárquica afirma-se que a Câmara deverá exigir do Governo a retirada à APL da tutela sobre as áreas não ocupadas por actividades especificamente portuárias.


Notícias recentes dão conhecimento da intenção governamental de criar para a zona ribeirinha de Lisboa um modelo de gestão territorial que passará eventualmente pela criação de uma terceira entidade, em moldes que não foram apresentados e que não são do conhecimento de toda a vereação.


Os objectivos do rigor e da transparência não devem ser defraudados por processos de decisão que não envolvam, não apenas toda a vereação de Lisboa, mas também os restantes órgãos municipais e os munícipes.


Há hoje em dia experiência acumulada por outras cidades portuárias na prossecução de estratégias de reconciliação entre os seus portos e as respectivas populações que devem ser inspiradoras, nesta fase de mudança, para a cidade de Lisboa.


Assim, proponho:


1. Que a Câmara determine com prioridade a cartografia exacta das “áreas não ocupadas por actividades especificamente portuárias” na zona ribeirinha afecta à APL.


2. Que os serviços da Câmara preparem, sob a orientação do senhor vereador Manuel Salgado, um concurso de ideias sob o tema “Reconciliação da cidade com o rio”, a lançar antes da decisão sobre o modelo de gestão territorial a aplicar na zona ribeirinha.

3. Que o futuro modelo de gestão a aplicar na zona ribeirinha seja objecto de debate público antes da deliberação por parte da Câmara Municipal de Lisboa.


Lisboa, 13 de Setembro de 2007


Pelos vereadores “Cidadãos por Lisboa”
A Vereadora


Helena Roseta "


Quanto à proposta não tenho nada contra excepto que parece uma proposta um pouco geral e abstracta e sem nada de conteúdo concreto em relação às zonas onde a cidade se encontra com o rio. E que não são poucas.
Quanto ao nº 1 da proposta dos vereadores é uma proposta de "uma faca de dois gumes". Se olharmos para aquilo que o APL pretende fazer no Cais do Jardim do Tabaco, podem eles dizer que é uma área ocupadas por actividades especificamente portuárias, desembarque de passageiros. Não podendo, segundo eles ser feito noutro local. No entanto, pelo que se sabe do projecto, que é quase nada, é também um centro comercial, um hotel e uma barreira da população para chegar ao rio.
Sendo assim, o APL pode continuar a fazer o que quer.
Em segundo lugar pretendo ajudar quem ler esta proposta o Regime Jurídico dos instrumentos de Gestão Territorial que ao contrario da proposta dos vereadores não é o Decreto-Lei 390/99 mas o Decreto-Lei 380/99 de 22 de Setembro, que poderão ler neste link. Acresce que o mesmo diploma, o Decreto-Lei 380/99 de 22 de Setembro, já foi alterado pelo Decreto-Lei 310/2003 de 10 de Dezembro. Algo que escapou aos assessores dos vereadores, fazendo referencia a um diploma alterado por outro posterior. Podendo estar a falar de normas alteradas. Devem, de futuro ter mais cuidado com as propostas. Devem ter assessores para isso. pelo menos é a função deles, apesar de na prática ser um lugar para amigos e não para que tem capacidade.
Em terceiro lugar, o mapa que apresentam é só da zona de Belém a Beirolas, existe uma área muito maior de contacto da cidade com o rio que não é apresentada nem dado qualquer ideia para o que se poderá fazer. falta igualmente referir a desproporcionada construção e o problemas futuros de transito que se vai criar na zona do Cais do Sodré com os edifícios que estão a ser criados.

ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada


O ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada) é a instituição de ensino superior existente em Alfama que se insere no bairro desde 1962, como Instituto de Ciências Pedagógicas, tendo a actual designação desde 1964.

O ISPA está completamente inserido no bairro, quer a nível pedagógico, quer a nível cultural, quer a nível de relações inter-institucional.

O ISPA é uma instituição, para além do ensino, com actividades editoriais, culturais e com uma livraria, aberta a todos, com livros de psicologia, entre outros.

O ISPA é um exemplo de uma instituição aberta para o bairro onde se insere e que pretende fazer parte da população do bairro. São este exemplos que devem ser transmitidos ao bairro e à cidade. Acresce que o facto de estar inserido no bairro, provoca que muitos alunos queiram ficar perto da escola, procurem casa, se estabeleçam e possam conduzir para uma renovação do mesmo e, ao mesmo tempo a um acréscimo de escolaridade da população. Esta ultima situação era mais notada no passado, mas que ainda continua a ter as suas marcas e coloca uma etiqueta em Alfama. O ISPA é, e pode continuar a ser, uma bandeira para o bairro, o demonstrar que o bairro se está a modernizar, que é procurado por pessoas mais jovens e de maior nível de instrução.

É no rejuvenescer da população que o bairro tem o seu futuro. É no local de primeira habitação de jovens, a preços controlados, que o bairro pode ter o seu papel. É na relação com instituições existentes como o ISPA e a a Fundação Espírito Santo (esta mais virada para dentro e não tanto inserida no bairro), que o bairro pode crescer a nível cultural, nunca desprezando, mas protegendo, a cultura ancestral do bairro.

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