Imagens de Alfama

Câmara gastou 3,7 milhões em realojamentos

Obras de reabilitação paradas por falta de verba há anos. Em Alfama e Castelo, serão retomadas este ano.
A Câmara de Lisboa já gastou, desde 2003, mais de 3,7 milhões de euros em realojamentos das famílias deslocadas dos prédios envolvidos na empreitada de reabilitação lançada por Santana Lopes, mas nunca terminada.
Só com Alfama, onde se contam dezenas de famílias deslocadas, a Autarquia gasta, por mês, mais de 52 mil euros, revelou, ontem, o presidente António Costa, durante uma visita ao bairro, onde está concentrada a maioria dos prédios que a EPUL (Empresa Municipal de Urbanização de Lisboa) se propunha reabilitar.
Um dos imóveis cuja obra ficou em "banho-maria", no Largo do Chafariz de Dentro, acabou por entrar em colapso com o passar dos anos e outros, caso de um prédio no Largo de S. Rafael, estão em risco de cair.
A visita de António Costa a Alfama e à freguesia vizinha do Castelo serviu não só para mostrar obras paradas como para apresentar as linhas mestras do Programa Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana, que será executado com a ajuda de um empréstimo ao Banco Europeu de Investimento, no valor de 120 milhões de euros, mas que aguarda ainda o voto da Assembleia Municipal, onde o PSD tem maioria. "Se não viabilizarem, é porque não querem acabar com estes cancros que estão a minar a cidade", disse Costa num recado directo à Oposição laranja. "É urgente viabilizar o programa, para que as obras tenham um princípio, meio e fim. As obras não podem ser um momento de propaganda", sublinhou, num "atirar de farpas" a Santana Lopes.
"Queremos agarrar as obras que foram lançadas em 2003 sem condições de financiamento e projectos, para que as pessoas possam voltar às suas casas, para que desapareçam os andaimes", frisou o autarca, acrescentando que, ao mesmo tempo, a Câmara "libertava-se de um encargo muito pesado de suportar" (as rendas dos realojados) e acabava com a degradação do bairro.
Segundo António Costa, dos 50 edifícios que a EPUL se propunha reabilitar, apenas cinco foram concluídos. "As sociedades de reabilitação urbana gastaram 14 milhões até final de 2008 e recuperaram um imóvel", reforçou, por sua vez, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, frisando que, graças a pequenas obras, 40 famílias vieram morar para Alfama.
A Câmara conta, ainda este ano, retomar nove empreitadas em Alfama e cinco no Castelo e tem outras três já em curso noutras zonas da cidade. Só em Alfama, ao abrigo do Programa Prioritário de Reabilitação Urbana, serão recuperados 40 edifícios, num total de 117 fogos, com um custo de 12 milhões de euros.
O Programa deverá ser desenvolvido ao longo de quatro anos, distribuído por 345 empreitadas, para recuperar 293 fogos em áreas histórias (beneficiando 880 pessoas), cinco bairros de Marvila (envolvendo 26 mil pessoas nos Lóios, Amendoeiras, Flamenga, Armador e Condado), 58 escolas, 38 espaços públicos e 39 edifícios de serviços. "Estas obras vão animar a economia e criar três mil postos directos de trabalho", rematou António Costa.

por TELMA ROQUE in Jornal de Noticias



Nota do Blogger:


Sobre esta noticia tenho varias considerações:


- 3,7 milhões dava para ter concluído as obras em Alfama. No entanto muitos prédios continuam a aguardar o começo das mesmas.


- O afastamento da população de Alfama provoca a criação de raízes noutros bairros. Não podemos esquecer que esta população fica afastada durante vários anos. Não querendo depois voltar para o bairro.


- Em época de eleições, sendo este o ano de todas elas, excepto as presidenciais, temos mais uma promessa que é agora que vão continuar.


- Por ultimo, nos prédios que aguardam começo das obras temos dois tecelões que informam os cidadãos do seguinte:


Obra aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa e aguarda aprovação pela assembleia municipal. Pensando bem e no fundo, a Câmara está a fazer campanha com o dinheiro dos contribuintes informando que o PSD está a parar o PS. Maus amigos deixem-se de politiquice e façam o V. trabalho. A vossa sorte é que o povo anda tão preocupado com a economia familiar que não tem tempo para as V. brincadeiras, nem para perceber o dinheiro deitado á rua. No fundo e se fizermos bem as contas não são 3,7 milhões mas mais perto dos 5 milhões que se gastaram em Alfama sem que conseguíssemos perceber a onde.


Sem comentários:

Acerca de mim