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Cais do jardim do Tabaco II

Andei a fazer pesquisa na Internet e apenas desobri esta informação
"A primeira fase da empreitada de reabilitação e reforço do cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, no valor de 14 milhões de euros, já arrancou e está a cargo do consórcio composto pela Seth e pela Somague Engenharia.A assinatura do auto de consignação da obra teve lugar na semana passada e contou com a presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que, na ocasião, afirmou que esta empreitada assenta em três objectivos fundamentais:
  1. Melhorar as condições de recepção de navios de cruzeiro;
  2. Permitir a reorganização espacial do porto de Lisboa, "disponibilizando a área dos actuais terminais de Alcântara e Rocha do Conde d´Óbidos para a operação de contentores";
  3. Melhorar a integração urbana, "concentrando os navios de cruzeiros numa zona nobre da cidade".

A construção do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia está dividida em três fases e representa um investimento global de 45 milhões de euros, que conta com uma comparticipação comunitária de 40 por cento. Trabalhos a realizar. Esta primeira empreitada diz respeito aos trabalhos de reabilitação do actual cais entre o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e a Doca da Marinha, bem como à construção de uma nova estrutura avançada, permitindo maiores fundos, adequados à acostagem dos actuais navios de cruzeiros. O novo cais acostável terá na sua frente de rio o coroamento à cota +5,70 m(ZH), garantindo uma solução de continuidade a partir do actual cais de Santa Apolónia ao qual ficará ligado quando a obra estiver concluída. Desta forma, os trabalhos da empreitada implicam a dragagem geral da bacia de manobra e estacionamento, o melhoramento dos solos de fundação mediante a execução de colunas de brita, bem como a reconstrução dos prismas de enrocamento e dos aterros no tardoz do cais existente, o reforço do maciço da superstrutura do cais existente com execução de pregagens e selagem de fendas, bem como a execução dos maciços de encabeçamento das estacas, colocação das pré-vigas, montagem das pré-lajes e betonagem complementar. Com um prazo de execução de 12 meses, a empreitada inclui ainda a construção de um novo cais do tipo estacada de betão armado, com 200 m de comprimento e largura variável entre os 33 e os 46 m. Os trabalhos de infra-estruturas técnicas e apetrechamentos dos cais compreendem a execução das redes de abastecimento de água, electricidade e drenagem de águas pluviais, bem como a ligação às águas existentes. Numa fase posterior serão construídas uma nova gare marítima, uma unidade hoteleira, um espaço comercial e silos para estacionamento de automóveis. Toda a envolvente da gare marítima será requalificada e serão criadas novas acessibilidades viárias e pedonais."

Aparentemente não parece nada de muito grave. No entanto nos ultimo parágrafo á algo que poderá ser prejudicial para o bairro.
Uma unidade hoteleira e um espaço comercial - tal poderá ser algo muito mau. Vejamos:
Qual a necessidade de construir um hotel ao pé do rio. Desde logo, as pessoas que vêm nos cruzeiros têm onde dormir e se quiserem dormir noutro sitio, não seria melhor deixá-los conhecer a cidade. Não existe qualquer necessidade de os afastar dó centro da cidade.
O mesmo se pode dizer em relação ao espaço comercial. Não me importa que se coloque algumas lojas de lembranças. Coisas que os turistas se lembram antes de embarcar. Mas não concordo com um centro comercial. Pois, tal situação iria afastar as pessoas do centro da cidade e não iria abrir a cidade ao rio.
Em relação a esta ultima pareet á mais uma situação que me preocupa. Com tanta construção não me parece normal que se crie novas acessibilidades viarias e pedonais. com tanta construção parece que mais uma veez vão tirar o rio ao Bairro. Espero não ter razão.

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