Imagens de Alfama

Trienal de Arquitectira e o Museu de Teatro Romano



Estive a ver o Blog da Trienal, nesta morada:




E vi que um dos 15 projecto finalistas do concurso de Vazios Urbanos era o Museu de Teatro Romano. Quem o conhece sabe que apesar de terem recuperado o museu, tem muito mau aspecto a parte que mostra o palco e parte do anfiteatro junto à Rua da Saudade.


Assim, os Arquitectos Ana Maria Lopes e Tiago Mestre apresentam esta proposta:




"Propõe-se a remoção total das coberturas metálicas que actualmente abrigam o local, a limpeza sistemática da ruína deixando somente os elementos em pedra e alvenarias, a remoção de todo o paramento que actualmente faz a ligação, pela Rua de S. Mamede, ao museu, a reconstrução de todo o sistema público de ruas em lajetas em lioz com dimensões variáveis, a inclusão de guardas metálicas sobre cada uma das três áreas de escavação, a implementação de uma pequena cafetaria reutilizando a pequena construção existente sobre a plataforma mais a Sul e um sistema de iluminação geral que valorize o conjunto durante a noite.
Mais uma vez, a tecnologia construtiva joga aqui um papel de grande importância pois, sendo ela uma das matérias em que a arqueologia se debruça é também ela que virá afirmar e diferenciar os elementos que esta proposta desenha. É esta linha sinuosa de contacto entre o “aparelho” de pedra que constrói o sistema pedonal e os vestígios construídos que lhe servem de base que se constituirá como chave para a leitura e entendimento do Lugar, do Teatro Romano, do passar do Tempo.

O que disse o júri:
A proposta que basicamente propõe retirar a cobertura das ruínas do teatro Romano de Lisboa tem o mérito de defender uma integração das mesmas no tecido urbano da cidade contemporânea reclamando o seu uso quotidiano e contrário a uma ideia de património arquitectónico musealizado ao ponto de se tornar inútil.

Contributo para uma reflexão:
Se um museu é, por definição, um espaço de democracia no que respeita ao acesso à arte e à cultura, conceber um espaço-museu é abri-lo à vivência pública e torná-lo, ele mesmo, em espaço vivo e vivido. É esse o repto da proposta de Ana Maria Ribeiro Lopes e Tiago Mestre, que fazem abrir à cidade as ruínas do teatro Romano de Lisboa. No seu desenho, fazem coexistir novos acessos pedonais com o conjunto museológico, integrando apontamentos funcionais que permitam dotar o espaço de um percurso próximo e uma experiência mais íntima."
Segundo a organização do evento nos próximos dias (finais de Julho ou principio de Agosto vão ser afixados nos locais, dos 15 vazios urbanos, vão ser publicamente expostas em painéis de grandes dimensões, nos locais para os quais foram pensadas. Os outdoors pretendem promover o debate sobre a requalificação idealizada para os lugares em questão.
Boas ideias são sempre bem vindas. É necessário saber como se pode mudar algo errado na cidade e preservar o nosso passado.

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