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Especulação imobiliária temida na zona ribeirinha

Vi esta noticia no Jornal de Noticias assinada pelo jornalista José António Domingues:
"A Comunidade Portuária de Lisboa, que reúne vários operadores do porto de Lisboa, alertou ontem para os riscos de especulação imobiliária caso a gestão das zonas ribeirinhas passe para a autarquia lisboeta. "Estes terrenos são muito valiosos e tememos que se houver mudança de gestão da zona ribeirinha deixemos de ter esta zona e passemos a ter aqui especulação imobiliária", disse o presidente da Comunidade Portuária de Lisboa, João Carvalho, durante uma conferência de imprensa ontem em Lisboa.
Num documento distribuído aos jornalistas, os responsáveis da Comunidade Portuária vão mais longe e consideram que "passar para a gestão camarária as áreas da zona ribeirinha do Tejo, não significa preservar essas zonas, mas receamos antes pelo contrário, abri-los à voragem da especulação imobiliária".
Acrescentam que se esta zona está hoje razoavelmente preservada "foi exactamente porque se impediram excessos aos apetites camarários".
A discussão em torno da futura gestão das zonas ribeirinhas marcou a campanha eleitoral para a câmara de Lisboa, depois de ter sido conhecido o convite feito a José Miguel Júdice, mandatário da candidatura de António Costa (PS), para liderar o projecto governamental de reabilitação da frente Tejo da cidade. O projecto equivaleria a uma nova Expo'98 na zona ocidental e envolveria como parceiros as câmaras de Lisboa e Oeiras e Administração do Porto de Lisboa (APL), que veria a sua autonomia reduzida.
Todos os 12 candidatos à câmara municipal de Lisboa defenderam durante a campanha a limitação das competências da Administração do Porto de Lisboa (APL) nas zonas ribeirinhas, argumentando que é necessário devolver o rio aos lisboetas."
No entanto à algo que acho estranho que a APL tenha dito. Por exemplo:
  1. "passar para a gestão camarária as áreas da zona ribeirinha do Tejo, não significa preservar essas zonas, mas receamos antes pelo contrário, abri-los à voragem da especulação imobiliária" - Estranho, se pensarmos que aquilo que o plano da APL para o Jardim do tabaco, tendo dinheiro a fundo perdido a 40% da União Europeia, não vai, segundo as contas do próprio APL, custar nada ao erário publico. Tal indica que vai vender ou arrendar o espaço a quem pagar mais. Isto penso que é especulação imobiliária. Tanto mais que se pretende fazer um hotel e um centro comercial.
  2. "Acrescentam que se esta zona está hoje razoavelmente preservada foi exactamente porque se impediram excessos aos apetites camarários" - Basta olhar para a Praça do Comércio, Cais do Sodré, jardim do Tabaco, para vermos que nada está preservado. Por outro lado, não considero não fazer nada nos outros sítios como preservação mas sim abandono.
  3. Por ultimo, tenho medo que criem uma nova Expo na zona central e ocidental da cidade. cada vez mais se torna difícil viver na zona do Parque das Nações. Existindo apenas nos 10 metros junto ao rio algum espaço para passear. Deixou-se a especulação imobiliária tomar conta do sitio. Não existindo casas de valor justo, mas de valor para estratos da população que se arrependeram de ali comprar casa.

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